quarta-feira, março 08, 2006


Mulheres de fibra

Só pra não deixar a data passar em branco, vou postar o discurso que Ayaan Hirsi Ali fez na Alemanha, mês passado. Mulher, africana e politicamente incorreta é certamente uma combinação temerária no atual contexto mundial, o que não a impede de ser a ponta-de-lança de um movimento pró-Ocidente que, já era hora, está ganhando forças. Junto com ela uma outra feminista, a escritora Oriana Fallaci, também tem se exposto bastante com a publicação de livros que relatam alguns fatos que muita gente não quer reconhecer. Os livros ainda não foram lançados no Brasil, apesar de terem esgotado em toda Europa, EUA, Canadá e Austrália. E duvido muito que algum dia o sejam. O roteiro da segunda parte do curta “Submission” já está pronto, só falta alguém com culhões suficiente para lançá-lo, pois quem o fizer colocará a própria existência em risco.

O fio condutor do discurso é o “incidente dos cartoons”, mas a verdadeira questão de que trata é quase filosófica: devemos tolerar a intolerância? Leiam e tirem suas próprias conclusões. Tradução de Janer Cristaldo.

O DIREITO DE OFENDER
Ayaan Hirsi Ali

Estou aqui para defender o direito de ofender. Tenho a convicção que esta empresa vulnerável que se chama democracia não pode existir sem livre expressão, em particular nas mídias. Os jornalistas não devem renunciar à obrigação de falar livremente, da qual são privados os homens de outros continentes.

Minha opinião é que o Jyllands Posten teve razão ao publicar as caricaturas de Maomé e que outros jornais na Europa fizeram bem em republicá-las.

Permita-me retomar o histórico desta affaire. O autor de um livro infantil sobre o profeta Maomé não conseguia encontrar ilustrador. Ele declarou que os desenhistas se censuravam por medo de sofrer violências da parte dos muçulmanos, para os quais é proibido a qualquer um, onde quer que seja, representar o Profeta. O Jyllands Posten decidiu investigar a esse respeito, estimando - a justo título - que uma tal autocensura era portadora de graves conseqüências para a democracia. Era seu dever de jornalistas solicitar e publicar os desenhos do profeta Maomé.

Vergonha aos jornalistas e às cadeias de televisão que não tiveram a coragem de mostrar a seu público o que estava em causa na affaire das caricaturas! Estes intelectuais que vivem graças à liberdade de expressão, mas aceitam a censura, escondem sua mediocridade de espírito sob termos grandiloqüentes como responsabilidade ou sensibilidade.

Vergonha a estes homens políticos que declararam que ter publicado e republicado aqueles desenhos era "inútil", era um "mal", era "uma falta de respeito" ou "sensibilidade"! Minha opinião é que o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, agiu bem quando se recusou a encontrar os representantes de regimes tirânicos que exigiam dele que limitasse os poderes da imprensa. Hoje, nos deveríamos apoiá-lo moral e materialmente. Eu gostaria que meu primeiro-ministro tivesse tanto peito quanto Rasmussen.

Vergonha a estas empresas européias do Oriente Médio que puseram cartazes dizendo Nós não somos dinamarqueses, Aqui não vendemos produtos dinamarqueses! É covardia. Os chocolates Nestlé não terão o mesmo gosto depois disso, vocês não acham? Os Estados membros da União Européia deveriam indenizar as sociedades dinamarquesas pelas perdas sofridas pelo boicote.

A liberdade se paga caro. Pode-se muito bem despender alguns milhões de euros para defendê-la. Se nossos governos não vêm em ajuda a nossos amigos escandinavos, eu espero então que os cidadãos organizem coletas de doações em favor das empresas dinamarquesas.

Nós fomos submergidos em uma onda de opiniões nos explicando que as caricaturas eram ruins e de mau gosto. Disso resulta que estes desenhos não tinham trazido senão violência e discórdia. Muitos se perguntaram qual vantagem havia em publicá-los.

Bem, sua publicação permitiu confirmar que existe um sentimento de medo entre os escritores, cineastas, desenhistas e jornalistas que quisessem descrever, analisar ou criticar os aspectos intolerantes do Islã na Europa.

Esta publicação também revelou a presença de uma importante minoria na Europa que não compreende ou não está disposta a aceitar as regras da democracia liberal. Estas pessoas - cuja maior parte são cidadãos europeus - fizeram campanha em favor da censura, dos boicotes, da violência e de novas leis proibindo a "islamofobia".

Estes desenhos mostraram com evidência que há países que não hesitam em violar a imunidade diplomática por razões de oportunismo político. Vimos governos maléficos como o da Arábia Saudita organizar movimentos populares de boicote ao leite e iogurte dinamarqueses, enquanto esmagariam sem piedade todo movimento popular que reclamasse o direito de voto.

Estou aqui hoje para reclamar o direito de ofender nos limites da lei. Vocês talvez se perguntem: por que em Berlim? E por que eu?

Berlim é um lugar importante na história das lutas ideológicas em torno da liberdade. É a cidade onde um muro encerrava as pessoas no interior de um Estado comunista. É a cidade onde se concentrava a batalha pelos corações e mentes. Os que defendiam uma sociedade aberta mostravam os defeitos do comunismo. Mas a obra de Marx era discutida na universidade, nas rubricas de opinião dos jornais e nas escolas.Os dissidentes que tinham conseguido escapar podiam escrever, fazer filmes, desenhar, empregar toda sua criatividade para persuadir as pessoas do Oeste que o comunismo não era o paraíso na terra.

Apesar da autocensura de muitos no Ocidente, que idealizavam e defendiam o comunismo, apesar da censura brutal imposta ao Leste, esta batalha foi ganha.

Hoje, as sociedades livres estão ameaçadas pelo islamismo, que se refere a um homem chamado Muhammad Abdullah (Maomé) que viveu no século VII e é considerado como um profeta. A maioria dos muçulmanos são pessoas pacíficas, não são fanáticos. Eles têm perfeitamente o direito de serem fiéis às suas convicções. Mas, no seio do Islã, existe um movimento islâmico puro e duro que rejeita as liberdades democráticas e faz tudo para destruí-las. Estes islâmicos procuram convencer os outros muçulmanos que sua forma de viver é a melhor. Mas quando aqueles que se opõem ao islamismo denunciam os aspectos falaciosos dos ensinamentos de Maomé, eles são acusados de serem ofensivos, blasfemos, irresponsáveis - ou mesmo islamofóbos ou racistas.

Por que eu? Eu sou uma dissidente, como aqueles da parte leste desta cidade que foram para o Oeste. Eu nasci na Somália e passei minha juventude na Arábia Saudita e no Quênia. Eu fui fiel às regras editadas pelo profeta Maomé. Como os milhares de pessoas que manifestaram contra as caricaturas dinamarquesas, eu por longo tempo acreditei que Maomé era perfeito - que ele era a única fonte do bem, o único critério permitindo distinguir entre o bem e o mal. Em 1989, quando Khomeini lançou um apelo para matar Shalman Rushdie, eu pensava que ele tinha razão. Hoje, não penso mais assim.

Eu penso que o profeta Maomé errou em subordinar as mulheres aos homens.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao decretar que é preciso assassinar os homossexuais.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao dizer que é preciso matar os apóstatas.
Ele errou ao dizer que os adúlteros devem ser chicoteados e lapidados, e que os ladrões devem ter as mãos cortadas.
Ele errou ao dizer que os que morrem por Alá irão ao paraíso.
Ele errou ao pretender que uma sociedade justa possa ser construída sobre essas idéias.
O Profeta fazia e dizia boas coisas. Ele encorajava a caridade em relação aos outros. Mas eu sustento que ele também é irrespeitoso e insensível em relação àqueles que não concordavam com ele.

Eu penso que é bom fazer desenhos críticos e filmes sobre Maomé. É necessário escrever livros sobre ele. Tudo isto pela simples educação dos cidadãos.

Eu não procuro ofender os sentimentos religiosos, mas não posso me submeter à tirania. Exigir que os homens e as mulheres que não aceitam os ensinamentos do Profeta se abstenham de desenhar, não é um pedido de respeito, é um pedido de submissão.

Eu não sou a única dissidente do Islã, há muitos no Ocidente. E se eles não têm segurança pessoal, devem trabalhar com falsas identidades para se proteger da agressão. Mas ainda há muitos outros em Teerã, em Doha e Riad, em Amã e no Cairo, como em Cartum e Mogadiscio, Lahore e Cabul.

Os dissidentes do islamismo, como os do comunismo em outras épocas, não têm bombas atômicas nem nenhuma outra arma. Nós não temos o dinheiro do petróleo como os sauditas e não queimamos embaixadas nem bandeiras. Nós recusamos aderir a uma louca violência coletiva. Aliás, nós somos pouco numerosos e muito dispersos para tornar-se uma organização de qualquer coisa. Do ponto de vista eleitoral, aqui no Ocidente, não somos nada.

Nós temos apenas nossas idéias e não pedimos senão a oportunidade de expressá-las. Nossos inimigos utilizarão se necessário a violência para nos fazer calar; eles se dirão mortalmente ofendidos. Eles anunciarão por toda parte que nós somos seres mentalmente frágeis que não se deve levar a sério. Isto não é novo, os defensores do comunismo utilizaram à exaustão estes métodos.

Berlim é uma cidade marcada pelo otimismo. O comunismo fracassou, o Muro foi destruído. E mesmo se hoje as coisas parecem difíceis e confusas, estou certa que o muro virtual entre os amantes da liberdade e aqueles que sucumbem à sedução e ao conforto das idéias totalitárias, este muro também, um dia, desaparecerá.

sexta-feira, março 03, 2006

Maria e a Marvel

A inspiração da Marvel para seus super-heróis pode ter origem católica, segundo esse dogma da Santa Igreja do ano de nosso senhor de 1950. Dona Maria, sem usar qualquer tipo de mecanismo tecnológico como asas, motores ou hélices, alçou um vôo de glória aos céus. Segundo esse recente dogma, todo cristão católico (triste sina) que duvidar dessa façanha digna de um herói de quadrinhos, pode sofrer a danação eterna.

Definição solene do dogma
44.
"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".

45.
Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica. (...)Dado em Roma, junto de São Pedro, no ano do jubileu maior, de 1950, no dia 1° de novembro, festa de todos os santos, no ano XII do nosso pontificado.

Eu PIO, Bispo da Igreja Católica assim definindo, subscrevi.

quarta-feira, março 01, 2006



“Nem todo muçulmano é fanático, Carlos!”

Verdade, só a grande maioria. Achei hilária essa demonstração de inocência infantil em uma cidade do Paquistão, Karachi, quando cinco mil crianças entre 5 e 10 anos exigiram o enforcamento do cartunista responsável pela caricatura do profeta. Houve também a já tradicional queima de bandeiras, com a grande novidade da bandeira nacional dinamarquesa, além da americana e da israelense. Queima de bandeiras é um ritual indispensável em qualquer evento social que una comunistas e fanáticos islâmicos.. Eu não tenho respeito por essa gente selvagem. O protesto foi organizado pelo principal partido político/religoso do país, Jamaat-e-Islami, o que me leva a crer que é o que possui maior apoio da população. Na página oficial eles defendem causas humanitárias como apoio a órfãos e sem-tetos. Lindo.

Na foto um pequeno menino-bomba, orgulho de seus pais. Bom, exceto talvez pela camiseta da nike...
Mais aqui.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Uma pequena esperança

Dia desses escrevi que sobre os ombros de artistas e intelectuais está o futuro do Ocidente, e que a essas pessoas não falta coragem. Mas o que essa senhora, uma psicóloga expatriada da Síria, fez na Al-jazeera, maior rede de TV árabe/islâmica, me deu arrepios. Falando na cara de um mullah, e certamente para uma multidão islâmica que não pensaria duas vezes antes de lhe arrancar a cabeça, expôs em poucas palavras a hipocrisia e o atraso das nações teocráticas e totalitárias do Oriente Médio. Seu nome é Wafa Sultan.
Outro fato que dá certa esperança é que foi concedido a essa mulher um espaço para lançar idéias heréticas sobre islamismo na maior rede de TV islâmica do mundo.


Al-Jazeera TV (Qatar) - 2/21/2006 - 00:05:28
“The clash we are witnessing around the world is not a clash of religions, or a clash of civilizations. It’s a clash between two opposites, between two eras. It’s a clash between a mentality that belongs to the Middle Ages and another mentality that belongs to the 21st century. It is a clash between Civilization and backwardness, between the civilized and the primitive, between barbarity and rationality. It’s a clash between freedom and oppression, between democracy and dictatorship. It’s the clash between human rights, on the one hand, and violation of these rights, on the other hand. It’s a clash between those who treat woman like beasts, and those who treat them like humans beings. What we see today is not a clash of civilizations. Civilizations do not clash, but complete.”
Wafa Sultan

Confira o resto aqui.

domingo, fevereiro 26, 2006


La pedagogía del paredón
"Para se condenar homens ao pelotão de fuzilamento, evidências judiciais são desnecessárias; tais procedimentos não passam de um arcaico detalhe burguês. Isto é uma Revolução! E o revolucionário precisa se tornar uma fria máquina de matar movida a puro ódio. Precisamos criar a pedagogia do Paredão!"
Ernesto "che" Guevara

sexta-feira, fevereiro 24, 2006


Diabo a quatro

Impor democracia é, por definição, um contra-senso, e tentar isso em um lugar como o Iraque é atestado maior de ingenuidade. Como muitos previam, o país agora é dividido por uma guerra civil de fundo religioso, e sua situação é certamente mais instável do que antes da intervenção norte-americana. Mas, não conseguindo acreditar em ingenuidade, me resta crer na má fé; o que consola, porém, é saber que se uma guerra é vencida quando objetivos pré-determinados são atingidos, então essa guerra está fadada a ser uma dura lição: as nações islâmicas do Oriente Médio ainda têm um longo caminho antes de alcançar o que se convencionou chamar civilização, e a estrela de sheriff dos americanos anda meio enferrujada..
Bueno, enquanto xiitas, sunitas, curdos e o diabo a quatro, continuarem a se matar e se explodir do outro lado do planeta, não é da minha (nossa) conta.

http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/fev/24/70.htm
http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/fev/24/18.htm

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Bagaceiragem Clássica

Aos que crêem a antiguidade clássica como período de elevado padrão moral e impecável comportamento sexual, apresento dois célebres chinelões romanos dos áureos tempos de nossa civilização: Catulo e Marcial “boca de Roma”.
Segue alguns versinhos.

Catulo, séc. I aC

XXV
Talo, ó paneleiro, mais mole que pêlo de coelho,
que medula de ganso, que lóbulo de orelha,
que a porra flácida dum velho e que uma teia de aranha;
ó tu, que és ao mesmo tempo mais rapinante que a túrbida procela,
quando a lua os putanheiros bocejantes alumia,
restitui o manto que me roubaste
e o lenço se Sétabis e os bordados da Bitínia,
que tens o hábito de ostentar, imbecil, como bens de família.
Desgruda-mos já das tuas unhas e devolve-os,
para que chicotadas queimantes te não marquem de indignidade
o brando flancozinho e as delicadas mãozinhas,
e não estues insólito como frágil barquito
por um vento raivoso em mar grosso apanhado

Marcial, o "Boca de Roma", séc. I d.C

II,62
Tu depilas o peito, as pernas e os braços,
à volta do caralho cortas o pêlo curto,
para agradar, Labieno (quem o ignora?) à tua amante.
Mas a quem queres tu agradar, Labieno, ao depilar o cu?

III,71
Dói o caralho ao teu escravo
E a ti, Névolo, o cu.
Mesmo sem ser adivinho
sei bem de que raça és tu!

VII,67
Filénis, mulher-homem, enraba putos
e, mais ardente que macho entesado,
devora por dia onze raparigas.
De saia arregaçada, joga à bola,
coberta de pó, e com braço fácil
maneja halteres pesados para maricas.
Da palestra poeirenta sai enlameada,
e submete-se às pancadas e ao óleo do massagista.
Não janta, não se reclina junto à mesa
sem antes vomitar umas boas litradas,
e outro tanto se dispõe desde logo a beber
mal engole dúzia e meia de almôndegas.
Depois de tudo isto, quando volta ao deboche,
não brocha (acto que julga pouco viril),
mas põe-se a devorar o sexo às raparigas.
Possam os deuses, Filénis, restituir-te o juízo,
tu que achas próprio de homens lamber conas!

IX, 27
Apesar, ó Cresto, de teres colhões depilados,
um caralho que parece um pescoço de abutre,
uma cabeça mais lisa que cu de prostituta,
de não teres nas pernas o mais ligeiro pêlo,
de sempre aos lábios brancos aplicares a pinça,
falas constantemente em Cúrios e Camilos,
em Quíncios, Numas e Ancos, esses heróis cabeludos
de que os livros estão cheios, e com palavras duras
lanças ameaças e investes com teatros e modas!
Mas se acaso te surge à frente algum pederasta
recém-saído das mãos do pedagogo,
cujo pênis já inchado o técnico soltou
logo o chamas e o levas, e … Quase tenho vergonha, ó Cresto,
de dizer o que faz essa língua de Catão!

Quatro bimbadas numa noite, dou tranqüilo, pode crer;
Mas nem uma em quatro anos, Telesilla, com você


Pobre Telesilla.. rsrs


Os antecedentes

A atual crise internacional em que a Dinamarca se encontra, devido a um intrépido artista interiorano, não é exatamente uma novidade para os europeus. Em 2004 outro artista, Theo Van Gogh, um cineasta holandês, também foi vítima do fanatismo islâmico. Seu crime: produzir um filme que, assim como as caricaturas do dinamarquês, foi considerado “ofensivo” pelo mundo medieval muçulmano. Foi baleado após receber um fatwa de morte. Voltando mais no tempo, um escritor indiano radicado na Inglaterra chamado Salman Rushdie, após lançar seu livro “Versos Satânicos” em 1988, foi laureado com um fatwa fatal (até rimou) pelo próprio todo-poderoso aiatolá Khomeini, mas sobreviveu e vive hoje em NY, sob proteção. Infelizmente algumas pessoas envolvidas com o livro sofreram atentados, principalmente tradutores (as palavras de Khomeini foram “I inform the proud Muslim people of the world that the author of the Satanic Verses book, which is against Islam, the Prophet and the Qur'an, and all those involved in its publication who are aware of its content are sentenced to death"). Afora esses citados, Oriana Fallaci, escritora italiana, também vêm há algum tempo sofrendo ameaças e se mudou para os EUA.

Mas hoje, quem corre maior risco é a deputada holandesa Ayaan Hirsi Ali, uma somali convertida do Islã que participou do curta Submission, o mesmo que levou Theo Van Gogh à morte. Ela também possui um fatwa sobre si, e esse veio da forma mais pavorosa: quando Van Gogh foi morto cravaram em seu peito, com uma faca, um decreto religioso de cinco páginas condenando a líder feminista à morte. Que fez ela então? Fez o que pessoas corajosas, íntegras e meio insensatas fariam: Prometeu uma continuação do curta-metragem, lógico! Respeitem essa mulher, ela merece.

O mais curioso é notar que o principal alvo do fanatismo islâmico não são militares, políticos ou qualquer um que empunhe uma arma contra sua fé, e sim artistas e intelectuais, pessoas que empunham pincéis, canetas ou filmadoras. Nessas pessoas sobrevive o espírito livre do Ocidente, e se a elas falta o porte marcial de um cavaleiro armadurado como Charles Martel, nos campos de Poitiers, ou a liderança carismática de um Winston Churchill, certamente não lhes falta o brio e a coragem dos que tombaram nas Termópilas.

In the future days, which we seek to make secure, we look forward to a world founded upon four essential human freedoms. The first is freedom of speech and expression. The second is freedom of every person to worship God in his own way. The third is freedom from want…. The fourth is freedom from fear”.
Franklin Roosevelt, 1941

Quem quiser ver o curta Submission.

Um nabo com espírito de luta

Segue na íntegra a reportagem sobre esse heróico leguminoso.

Nabo gigante entre a vida e a morte comove Japão
Sexta, 3 de fevereiro de 2006

Dúvidas a respeito do estado de saúde de um nabo gigante estão causando comoção no Japão e ganhando espaço nobre nos noticiários do país. O espécime do tipo daikon, um ingrediente muito utilizado na cozinha japonesa, foi levado à unidade de terapia intensiva de um centro de pesquisas agrícolas depois que um sujeito cortou um pedaço da parte superior do vegetal.

O 'supernabo' conquistou a admiração do público quando começou a crescer numa calçada da cidade de Aoi, no ano passado. Mas ele foi atacado também no ano passado por um desconhecido. A administração regional local vem tentando, desde então, fazer com que o rabanete cresça a partir de sua parte de cima, que foi amputada pelo autor do ataque.

Agora há uma expectativa de que seja possível extrair as sementes ou o DNA do nabo gigante. As folhas murchas do vegetal foram cuidadosamente colocadas em uma caixa frigorífica e acompanhadas por um grupo de repórteres e cinegrafistas em seu trajeto rumo a um centro de pesquisa agrícola.

Mais tarde, noticiários da TV mostraram cientistas com aventais brancos anunciando com seriedade prognósticos para as condições do vegetal.

Homenagem

Este drama incomum teve início na metade do ano passado, quando moradores de Aoi notaram que um nabo japonês tentava crescer em meio ao revestimento de uma calçada.

Impressionados pela sua perseverança, eles batizaram o vegetal de Dokonjo Daikon, ou nabo com espírito de luta. Imagine sua surpresa quando, numa manhã, viram que ele havia sido decapitado. A notícia provocou reações de comoção em várias partes do Japão e o autor da ação devolveu a parte do topo do nabo que havia cortado fora.

É desse segmento que se tenta agora reviver ao vegetal. Até um website foi criado em homenagem a Dokonjo Daikon. O público japonês costuma se emocionar com casos de animais feridos ou doentes. Mas analistas estão intrigados com a onda de afeição sentida por um mero vegetal.

http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI863131-EI1141,00.html

Valeu a dica Bruno! rsrs

Espero que consigam encontrar o maníaco que decapitou nosso valoroso e grande guerreiro!

domingo, fevereiro 19, 2006


Uma cabeça que vale ouro

Qualquer pessoa que arranque a cabeça do chargista da Dinamarca que se atreveu a fazer uma caricatura de Maomé e a traga, será recompensado com 510 milhões de rúpias em dinheiro e o equivalente a seu peso em ouro".
Sr. Haji Yaqoob Qureshi, ministro do “Bem-estar das Minorias” da Índia

Quem matar o chargista receberá como recompensa 1 milhão de rúpias da associação do mercado de joalheiros, 1 milhão de rúpias da mesquita Mohabat Khan e 500 mil rúpias e um carro da Jamia Ashtrafia (uma instituição educativa)".
Mohammed Yousaf Qureshi, imã paquistanês

Aquele que encontrar e matar o cartunista que desenhou e publicou imagens do profeta no diário dinamarquês, receberá 100 kg de ouro”.
Mullah Dadullah, líder do Taliban

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Alckmin quer dar pontuação extra a negros em concurso
O Estado de S. Paulo
10/01/2006

O governador Geraldo Alckmin já assinou um projeto de lei, que será enviado à Assembléia, prevendo pontuação diferenciada para candidatos negros no concurso para preenchimento de cargos na Defensoria Pública. Pelo texto, quem se declarar afrodescendente terá 1 ponto a mais na segunda fase do processo de seleção."Pela primeira vez o governo faz uma política de ação afirmativa que vai impulsionar a presença de negros no serviço público", disse o secretário da Justiça, Hédio Silva Júnior.

A estupidez continua

Não bastasse a reserva de vagas, agora pessoas com mais melanina na pele, dependendo de Alckmin, ganharão pontos extras. O critério é simplesmente esse, ter a pele mais escura e um cabelo pixaim, para ser automaticamente um favorecido pela política demagoga, populista e "correta". Foi um achado para os políticos..
Volto a bater na mesma tecla de que somos, antes de tudo, brasileiros, com um passado em comum, com os mesmos costumes e os mesmos valores, com peculiaridades regionais que se tornam a cada dia menores; somos uma nação racialmente mestiça e pluricultural. Se alguém se considera racialmente puro, desafio a fazer um teste de DNA em um dos únicos laboratórios do mundo que faz esse tipo de análise para particulares: http://www.gene.com.br . O laboratório é brasileiro.
Favorecer uma parcela da população, através de um método tão superficial quanto a análise da cor da pele, ignorando toda a gênese da gente brasileira, é ato de suma ignorância e crassa burrice. É o reconhecimento de que, aos moldes dos EUA e da África do Sul, não houve mistura nesse país, e de que os euro-descendentes mantém ainda controle racial sobre a parcela negra da população. É inventar um apartheid que, de fato, a mais de século não existe.
Além do mais, se por acaso tenho algum tatataravô europeu que tenha sido um escravocrata (e creio não ter), não serei eu, descendente, que irei pagar por seus crimes (na época, aliás, nem era crime, e a escravatura era também uma instituição africana); seus pecados morreram com ele. Se alguém, “branco”, se sente responsável por crimes ancestrais, se acredita piamente ser possuidor de um “pecado original”, que ceda sua própria vaga, ou doe parte de seus bens para essa parcela da população que se acredita segregada, e expie seus próprios pecados. Eu não sinto culpa alguma. Descendo com certeza de uma raça ameríndia que sofreu genocídio racial e étnico. Todos nós gaúchos do pampa descendemos; charruas e minuanos sobrevivem apenas em nossas veias e em nossos gens. Quem me conhece sabe que carrego no peito uma marca rara entre europeus, mas muito comum entre índios e negros.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006


Elo Perdido - The Land of the Lost

Mais alguém via essa bodega? Eu tinha pavor dos tais Sleestaks.. Aliás, o caminhar decrépito dessas terríveis criaturas reptílicas deve ter inspirado os zumbis de Romero!

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Minha última aquisição capitalista de "action figures" foi um legítimo espécime em miniatura de um agente do neo-imperialismo econômico-militar estadunidense. Se não gostou compre o seu do che-Guevara...
Mas pra não dizer que minha aquisição tem motivação meramente ideológica, quem souber de algum exemplar russo do Exército Vermelho, me avise. =oP~

sábado, fevereiro 11, 2006

Filosofia do motorista fiadaputa portoalegrense

Quando quiser abandonar o carro no meio da rua, ligue o pisca-alerta;
Quando quiser que o semáforo abra mais rápido, buzine;
Quando quiser fechar alguém, feche;
Quando estiver angustiado, aborrecido ou de saco cheio, compartilhe sua agonia com todos a seu redor afundando a mão na buzina.
Deve funcionar pra alguma coisa.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Cota nossa de cada dia

Deu na Zero Hora. Agora o novo projeto cotista, que já foi votado na Câmara, demanda por metade das vagas em universidades federais para egressos do ensino público e para descendentes de africanos. Mas quem acredita que isso satisfez a comunidade afro se engana, o “Movimento Negro Unificado” considerou a iniciativa “tímida” - querem mais (80%, quem sabe). Ao menos o MSU (Movimento dos Sem Universidade, que tem como slogan a frase “pelo fim dos latifúndios na educação”) recebeu bem o projeto. Vale lembrar que é 50% das vagas em qualquer curso e em qualquer turno (ah, medicina nunca foi tão fácil..).
Como andam a dizer por aí, "não seja burro, seja afro-descendente".

Torço para conseguir um emprego antes que essa maldita falta de melanina me exclua em algum concurso público...

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Estranhas Similitudes
"Enlouquecido com fúria irei manchar meu rifle de vermelho ao abater qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Minhas narinas se dilatam ao saborear o odor acre de pólvora e sangue. Com as mortes de meus inimigos eu preparo meu ser para a luta sagrada e me junto ao proletariado triunfante com um uivo bestial." Alah Akbar! Ou melhor.. Viva la revolucion!
Ernesto "Che" Guevara, Diário de viagem, 1951-52

quarta-feira, fevereiro 08, 2006


Atendendo ao pedido de meu amigo Daniel para colocar uma caricatura de algum santo católico, lembrando muito acertadamente que os cristãos também já mataram por religião (apesar de que já se passaram alguns séculos desde então), vou colocar esse cartoon de Jesus, estranhamente feito por um cristão europeu. Devo lembrar, todavia, que por causa de cartoons nem cristãos e nem judeus mataram ou criaram algum incidente internacional, e é só entrar em sites pró-Palestina ou pró-islamismo para encontrar alguns exemplares de caricaturas anti-semitas ou charges anti-ocidentais (ou anti-EUA).
art by Alen Lauzan Falcon

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Clique na imagem para ampliar

Mais em http://cagle.com/news/Muhammad/main.asp

Como eu sou um sujeito tosco e incorreto, vou postar uma série de cartoons divertidos sobre essa gente divertida!
CARTUNISTAS BLASFEMOS DO MUNDO UNI-VOS!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006



Insânia islâmica

Não é de agora que venho chamando atenção para o crescimento da tensão mundial entre mulçumanos e não-muçulmanos. Desde os episódios que tiveram lugar principalmente (mas não tão somente) na França, a coisa cresceu e se espalhou de forma alarmante, principalmente no Ocidente, onde absolutamente qualquer besteira é motivo para despertar a fúria e a insânia dessa gente fanática.
Quatro embaixadas destruídas (da Noruega e da Dinamarca), boicote internacional aos produtos de origem escandinava, queima de bandeiras dinamarquesas, espancamento de cidadãos desses países, assassinato de um padre católico, perseguição aos editores de jornais que publicaram as caricaturas, manifestações em todos os países onde existem mulçumanos, alguns com morte como no Afeganistão, a invasão de um prédio da União Européia por quinze homens mascarados e armados, que gritavam palavras de ordem contra o Ocidente e a Dinamarca. Some a isso os milhares de carros, casas, igrejas e todo tipo de propriedade que foi destruída durante os distúrbios franceses por imigrantes islâmicos, e pode-se ter uma vaga idéia do que está acontecendo.
Em textos anteriores eu já havia também falado sobre o fato de que um muçulmano, a despeito das leis e costumes do país onde se encontra, deve prestar obediência tão somente à lei islâmica, a Shari´a, coisa endossada inclusive por organizações islâmicas oficiais sediadas na Europa. Talvez isso explique porque as teocracias do Oriente Médio se sintam no direito de legislar sobre as democracias do Ocidente, uma vez que tentam, por todas as vias, instituir a censura religiosa nesses países. Se a Dinamarca, ou qualquer outro país, se dobrar a vontade do Islã, e censurar o livre pensamento de seus cidadãos e castrar a liberdade de imprensa por temer a grande cimitarra árabe, as democracias populares terão se mostrado mais fracas do que as teocracias totalitárias, e o Ocidente enfrentará sua mais grave crise.

Mas garanto uma coisa: as caricaturas não são os verdadeiros motivos para a explosão de raiva islâmica, foram apenas um pretexto que encontraram para declarar guerra ao inimigo que a muito odeiam, e essa guerra vai longe. Só não vê quem não quer, e parece que muita gente não quer ver.

ALAH AKBAR!

obs: se alguns acreditaram no engodo elaborado pelos imigrantes franceses de que sua revolta era social e econômica, e não religiosa e cultural, não custa lembrar que esses problemas inexistem na Dinamarca, ou existem de forma insignificante. E que o jornaleco que publicou as caricaturas era do interior e sem expressão nacional.

domingo, fevereiro 05, 2006


Eco-cretinice

Eu nunca tive muito respeito por ambientalistas, dos que conheço a maioria adora fazer constatações alarmistas sobre aquecimento global, fim do mundo e do impacto ambiental causado pela pesca na lagoa do peixe (*piada interna*), além de recorrer àquela fábula do passarinho que faz sua parte para combater um incêndio florestal levando água no bico. O bicho morre e não faz nenhuma diferença.
Mas agora os ambientalistas levaram a coisa a um nível mais elevado de cretinice: querem arregimentar 600 milhões de pessoas pra pularem juntas no dia 20 e julho desse ano para mudar a órbita do planeta. Sim! Segundo “pesquisas científicas” (sempre..), a mudança de órbita acabaria com o aquecimento global, aumentaria as horas do dia e criaria um clima mais homogêneo.
Na página, os caras dão o “local jump time” para que qualquer pessoa em qualquer canto do planeta possa maximizar o potencial de seu pulo fazendo-o no momento certo e contribuindo para essa grande tarefa que é mudar a órbita do planeta. Emocionado por essa máxima demonstração global de solidariedade e responsabilidade ambiental, proponho um encontro no às 8 horas, 39 minutos e 13 segundos do dia 20 de julho, para darmos um grande pulo de apoio à causa da humanidade! Claro, se não for apenas uma brincadeirinha, mas não duvido que não seja..

“Let us trust in the power of the human community”

http://www.worldjumpday.org/

sábado, fevereiro 04, 2006

Senta a Púa!!


1st brazilian fight squadron "Senta a Púa"
Esses lôco eram foda..
Os bárbaros estão às portas

Sob o sugestivo título de “Fórum Social Fronteiriço”, uma horda de miseráveis oriundos do terceiro mundo prometem derrubar a cerca que divide o México dos EUA. É um clichê terrível, mas não tem como não remeter a realidade romana de 1500 anos atrás. As tribos bárbaras da época odiavam Roma tanto quanto os chicanos subdesenvolvidos de hoje odeiam a América - mas todos querem a cidadania, todos querem ser romanos.
Dizem que a validade de estudar História está no fato de que ela sempre se repete, e se isso for verdade, é bom os americanos dedicarem mais atenção aos vizinhos pobres do sul do que os romanos dedicaram aos seus do norte.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u92071.shtml

segunda-feira, janeiro 30, 2006



Todos têm um preço..

E a pixar se vendeu caro: 7,4 bilhões.
Antes as animações da pixar só eram infantis pros cinemas de Pelotas...

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Jarhead
Filme interessante esse, Jarhead ("Soldado anônimo"), sobre a decadência da infantaria na guerra moderna, ou pelo menos sobre seu papel secundário em guerras onde a ocupação efetiva não se faz necessária. Também é um drama psicológico sobre como o ócio age sobre homens que durante meses treinaram e viveram sob a pressão e a expectativa de entrar em combate. Um filme de guerra sem batalhas..

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Fomentando o racismo

Sobre a problemática racial expressa na política de cotas e no Estatuto (dito “da igualdade racial”), que abordei algumas vezes por aqui, o Cristaldo escreveu outro relevante artigo de uma perspectiva diferente da todas com a que eu já havia tido contato: a supressão do brasileiro por excelência, o mulato.
Segundo o tal Estatuto, seremos todos classificados conforme a melanina em nossas peles e reduzidos a dois grupos, pretos e brancos; sendo que os que possuem descendência africana E européia serão considerados pardos, e esses como afro-descendentes. Resultado: sob um ponto de vista puramente estatístico, o Brasil irá figurar entre os países racialmente divididos, ao estilo África do Sul, onde a miscigenação, de fato, nunca ocorreu. É uma forma bastante pérfida de se ocultar o fato verdadeiro e inegável de que este país, longe de ser segregacionista, é cultural e racialmente mestiço.
Segue o texto na íntegra. Os destaquers em itálico são meus.

A extinção do mulato
por Janer Cristando em 17 de janeiro de 2006

Movimentos ecologistas estão preocupados com a extinção de baleias, ursos polares, micos-leões-dourados e outras espécies. Pessoalmente, estou preocupado com outra espécie bem mais próxima e mais valiosa, os mulatos e as mulatas. Que, dependendo da inépcia de nossos legisladores, em breve será extinta. Pelo menos do ponto de vista legal. É o que propõe um monstrengo jurídico, de autoria do senador Paulo Paim, o projeto de lei n° 3.198/2000, também chamado de Estatuto da Igualdade Racial. Já foi aprovado pelo Senado e tramita em regime de prioridade na Câmara dos Deputados. De uma só tacada, Paulo Paim extermina legalmente os mulatos do território pátrio: “Para efeito deste Estatuto, consideram-se afro-brasileiros as pessoas que se classificam como tais e/ou como negros, pretos, pardos ou definição análoga”.

Demorou mas chegou até nós. Está sendo introduzida legalmente no Brasil a classificação ianque, que só consegue ver pretos e brancos em sua sociedade e nega a miscigenização. Este sórdido projeto é antigo, fruto da exportação dos conflitos raciais dos Estados Unidos para um país onde o negro sempre conviveu bem com o branco, tanto que o mulato constitui um contingente considerável da população. Mal foi eleito, o Supremo Apedeuta saiu arrotando urbi et orbi que o Brasil era a segunda nação negra do mundo, depois da Nigéria. Até mesmo uma pessoa aparentemente culta, como Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, prestou-se a corroborar o sofisma safado: “Como declarou o presidente Lula, o estreitamento das relações com a África constitui para o Brasil uma obrigação política, moral e histórica. Com 76 milhões de afrodescendentes, somos a segunda maior nação negra do mundo, atrás da Nigéria, e o governo está empenhado em refletir essa circunstância”. Ao colocar todos afrodescendentes no mesmo saco dos negros, o ministro demonstra que, nos círculos do poder, mesmo homens cultos se dobram à bajulação.

Ora, segundo o IBGE, a população negra do Brasil, em 99, era de apenas 5,4%. Com o acréscimo de 39,9% do contingente de mulatos, o Brasil estaria perto de ser definido como um país majoritariamente negro, como aliás é hoje considerado por muitos americanos e europeus. Com o projeto do senador, não teremos mais mulatos (ou pardos, no jargão do IBGE), mas apenas afro-brasileiros. O que os ativistas negros esquecem é que o mulato pode denominar-se tanto afro-brasileiro como euro-brasileiro. A tônica no afro tem intenções óbvias: aumentada artificialmente a população negra, torna-se fácil pressionar os legisladores para obter mais vantagens para os que não são brancos. Os ativistas negros no Congresso querem ganhar privilégios no tapetão da semântica.

Sensível ao apelo dos votos, Geraldo Alckmin está encaminhando à Assembléia Legislativa projeto de lei que estabelece o acréscimo de pontuação aos afrodescendentes no concurso público para a Defensoria do Estado. Após os Estados Unidos estarem abandonando a política das ações afirmativas, o governador paulista, em um gesto de mimetismo terceiro-mundista tardio, afirma: "Estamos fortalecendo nossa proposta de ações afirmativas". É um modo de dizer. O que Alckmin parece ignorar é o artigo 5° da Constituição, que reza: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Alckmin é hoje visto como uma alternativa à permanência do Supremo Apedeuta no poder. Triste alternativa, a de um político que, em sua ambição de votos, começa sua campanha rasgando de uma penada a Constituição brasileira. Se já rasga a Carta Magna enquanto candidato a candidato, podemos imaginar o que ousaria quando no poder.

Nas últimas décadas, os movimentos negros insistiram na idéia de que raça não existe, ser negro seria apenas uma questão de melanina. Quando começou a surgir no Brasil a infeliz idéia ianque de cotas, tanto para a universidade como para admissão em empregos públicos, assistimos a uma súbita reviravolta: raça agora existe e deve ser declarada. O malsinado projeto do senador gaúcho determina que, em várias circunstâncias – no Sistema Único de Saúde, nos sistemas de informação da Seguridade Social, em todos os registros administrativos direcionados aos empregadores e aos trabalhadores do setor privado e do setor público – o quesito raça/cor será obrigatoriamente introduzido e coletado, de acordo com a autoclassificação.

Se até bem pouco afirmar a existência de raças era sinônimo de racismo, a noção de raça agora passou a ser algo bom, digno e justo. Para a advogada Flavia Lima, coordenadora do Programa de Justiça da ONG Núcleo de Estudos Negros, em Florianópolis (SC), a classificação dos indivíduos segundo a raça pode ser um instrumento na luta contra o racismo. A obrigatoriedade de registro da cor seria um ponto positivo do Estatuto, já que permite investigações sobre racismo em diversas esferas da sociedade.

Ó tempora, ó mores!O que ontem era estigma, o registro da cor, passa hoje a ser virtude. Os movimentos negros, ao que tudo indica, terão de jogar ao lixo suas velhas bandeiras. Para o Supremo Apedeuta, por exemplo, até os nigerianos já são afrodescendentes.

Como observa Demétrio Magnoli, na Folha de São Paulo, “os modelos são a África do Sul do apartheid e a Ruanda dos belgas, com suas carteiras de identidade etno-raciais. A nação deixará de ser um contrato entre indivíduos para se tornar uma confederação de raças". Se aprovado na Câmara este projeto infame, os negros e mulatos terão carteirinha única, e esta jamais será a de mulato. Imagine o leitor se um deputado branco sugerisse a instituição da carteirinha de negro. Seria imediatamente comparado a Hitler, que identificou os judeus com a tecnologia Hollerith de cartões perfurados da IBM.

Como os deputados hoje estão mais preocupados em salvar a própria pele do que em discutir quesitos de raça ou cor, corremos o sério risco de que o absurdo estatuto adquira força de lei. Os políticos sentem-se tão à vontade para praticar este estupro, que já o incluem em suas promessas de campanha, como o fez Alckmin. Se a Constituição já foi violada mediante compra de votos, violação a mais violação a menos tanto faz. E assim desaparecerá, banida por lei, a prova mais incontestável do caldeamento de raças no Brasil, o mulato.

Os velhos comunistas podem ter perdido a guerra, mas não perderam os vícios. Luta de classes morta, luta racial posta.

quinta-feira, janeiro 19, 2006


"Fuzilamentos, sim, temos fuzilado, fuzilamos e continuaremos fuzilando enquanto seja necessário. Nossa luta é uma luta de morte".

(Che Guevara, na Assembléia Geral da ONU em 11 de dezembro de 1964).

segunda-feira, novembro 28, 2005


Nós contra o resto

Bueno, não gosto de futebol. Na infância torci pro Grêmio, mas desde então nunca mais acompanhei futebol. Mas é divertido ver um estádio inteiro gritando em coro “gaúcho veado” enquanto levam um pau (trocalho) dos mesmos.. ;oP~
Agora só falta o Inter trazer o título.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Os donos da razão

“Quatro décadas de "revolução cultural" já prepararam a mente da nossa população e da nossa elite para julgar os crimes não pela sua gravidade intrínseca, mas pela coloração político-ideológica dos suspeitos. Um homem da direita roubar uma galinha é crime hediondo. Mas se vocês, da esquerda, protegem e enaltecem a mais vasta e cruel organização criminosa de que se tem notícia no Continente, há!, isto é coisa inocente, não tem nada de mais.” Olavo de Carvalho

O texto foi escrito em 1999 e se referia ao apoio aberto e explícito do governo petista do RS ao grupo guerrilheiro FARC, sabidamente vinculado ao narcotráfico (cunhou-se na época o termo “narcoguerrilha” para caracterizar as atividades do grupo). Coincidentemente os mesmos que sustentaram a campanha pelo “SIM”, alegando serem “da paz”.

Mas o que salta aos olhos é que o trecho citado foi retirado de um texto escrito há seis anos, muito antes de explodir os escândalos do atual governo petista, e de se tornar lugar comum eufemismos para crimes como caixa-dois, corrupção e compra de votos. Quer dizer, se caso tais crimes, que de fato o são, tivessem acontecido sob o governo de um partido que não de esquerda decerto haveria de explodir a revolução para derrubar o “fascismo neo-liberal”. Mas foram os companheiros. Então não foi tão grave.
Democratização da filosofia

Algumas pérolas proferidas pela filósofa e socialite Yara Baumgart, em uma entrevista da Veja:

Yara - Ando tendo muitas preocupações com o mundo.

Veja – Quais?

Yara – A maior é com a água. Se não economizarmos, vai faltar no próximo século. Também estou apreensiva com o tempo. Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos...

Veja – Como a senhora definiria a física quântica?

Yara – Não sei explicar direito, mas posso dar um exemplo. Quando vou contratar alguém, além de avaliar seu currículo, procuro sentir sua energia. Se é boa, houve um encontro dos nossos campos energéticos, entendeu?

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Ela precisa mais de aulas de física do que filosofia... =oD~~

quarta-feira, novembro 23, 2005


Em Roma, aja como romano

Desde o século XVIII a França, em especial Paris, recebe uma miríade de imigrantes. Eles vêem dos mais diferentes lugares do mundo, e não só de suas colônias como defendem alguns. Aliás, é esse amálgama cultural parisiense parte de seu charme. Judeus, latino americanos, asiáticos e africanos vivem na cidade a mais de século sem maiores problemas. Sim, preconceito existe como existe em qualquer lugar, mas nunca a ponto de causar grandes constrangimentos e não de forma institucional. Agora os defensores dos direitos humanos (só pra variar o termo “politicamente correto” rsrs) criticam e justificam a onda de violência e revolta pelo fato de a maior parte dos imigrantes viverem em subúrbios. Que grande piada!

Decerto esses senhores acreditam que Champs Elysee deveria ser também direito de todo pêlo-duro que chega ao país. Ignoram que de todos os grupos de imigrantes apenas, e coincidentemente, os mulçumanos saem as ruas quebrando e tocando o terror por todo lugar, inclusive em igrejas. Ora, se a questão é meramente econômico-social porque então os asiáticos e latinos não se juntam a horda destruidora? O pior é que o terrível governo francês, e europeu como um todo, recebe esses imigrantes e ainda garante moradia, proporciona uma qualidade de vida que dificilmente conseguiriam na Argélia ou no Marrocos e ainda é acusado de racismo e preconceito.

A expressão ”français de souche” usada para designar os franceses de linhagem antiga, autóctones, nativos, como queiram, têm provocado controvérsia e gerado uma impressão de racismo. Tal expressão tem seu equivalente no termo “gaúcho gaudério”, do sul do Rio Grande, “gringos” entre os italianos do norte do mesmo estado, “cariocas da gema” entre os nativos do Rio de Janeiro e por aí afora. Nenhum desses adjetivos é necessariamente “racista” ou “preconceituoso”, apenas ilustram orgulho de uma descendência e um sentimento de maior apego a terra. Agora até mesmo isso está sendo usado de munição contra os franceses, transformados em nazistas da noite para o dia.

Um dos maiores problemas dos imigrantes mulçumanos na Europa, como bem assinalado pela escritora Oriana Fallaci e pela senadora holandesa convertida do Islã Ayaan Hirsi Ali, é que as comunidades árabes, sempre fechadas, impedem sua prole de estudar junto aos “infiéis” colocando-a em mesquitas (transformadas em escolas) e dificultando a assimilação cultural necessária para uma boa convivência social. Nessas mesmas comunidades fechadas as autoridades do país estão virtualmente impedidas de entrar, e os imigrantes fazem desses guetos verdadeiros baluartes medievais além das linhas inimigas. Práticas consideradas criminosas no mundo ocidental (como espancamento das mulheres) são perpetradas impunemente enquanto entidades oficiais mulçumanas pregam que a Sharia deve estar acima da Constituição. Sim, é a terceira ou quarta geração de imigrantes como disse alguém, mas que importa isso se mal dominam a língua do país que os acolhe e não reconhecem as leis e os costumes locais? E reafirmo: fosse realmente um problema meramente social então teríamos uma revolução de proporções catastróficas, pois o número de imigrantes na França calcula-se em torno de 4.310.000 pessoas, e esse número cresce, literalmente, de forma exponencial. Se Thomas Malthus vivesse veria sua teoria posta à prova...

Não esqueçam, por favor, que a França acusada de racismo é a pátria mãe dos direitos humanos e mantém um Escritório de Proteção dos Refugiados e Apátridas sem paralelo no mundo. O país está pagando caro por ter aberto suas portas de forma tão escancarada, nunca tendo sido reconhecida e passando por vilã aos olhos dos que vêem tudo apenas superficialmente como mera questão econômica . Irônico.

A foto mostra o símbolo nacional da Dinamarca, a mermeid (sereia), localizada na cidade de Copenhagen vestida em uma burka mulçumana. Aconteceu ano passado. Me lembra aquela musiquinha "tá dominado, tá tudo dominado!".. rsrsrs

segunda-feira, novembro 21, 2005

Esse texto foi colocado em uma comunidade do Orkut em setembro, acho. Apesar disso ainda é válido em vista das discussões que estão sendo travadas por aqui. Ele segue pelas mesmas linhas do que o Diego escreveu.
E serve também como resposta aos que me consideram racista, ou pelo menos minha opinião sobre cotas raciais questionável.



Da institucionalização do racismo

Em qualquer dicionário o significado do verbo discriminar é diferenciar, separar, discernir, etc. A luta que eu achei que era travada por aqueles que tinham algum grau de ascendência africana (ou judaica, ou asiática, ou ameríndia ou qualquer outra etnia não-européia) era justamente contra essa discriminação dita racial, em favor da igualdade independente de origem étnica. Sempre achei tal luta digna do mais profundo respeito e apoio-a como a mais justa das causas.

Mas, de um certo tempo pra cá, acredito que esse caráter da luta por igualdade foi substituído por um recrudescimento de orgulho racial, que em si e em princípio, é bastante saudável: faz com que não se tenha um sentimento de vergonha injustificado e estimula o estudo das origens dessa etnia que hoje forma a brasilidade.

E a cousa toda cresceu. Cresceu a ponto de hoje ser imputado um sentimento de culpa naqueles que possuem um grau maior de euro-descendência (empregando o termo politicamente correto), como que se sobre eles pairasse um “pecado original” oriundo daqueles que fizeram uso da instituição escravocrata e do qual alguns descendem. Esse sentimento faz com que muitas pessoas, com esse pesado fardo de culpa, apóiem políticas compensatórias como o caso de cotas para negros em universidades e agora em concursos públicos, sendo que esse sempre teve como premissa a não-discriminação. Aqueles mesmos que antes pregavam a igualdade étnica, hoje são os exaltam a “raça”, e fazendo uso da popularização do pensamento “politicamente correto” discriminam os demais.

No Brasil hoje vale sim a discriminação, ela já foi institucionalizada pelo Estado e têm a benção da Nação. Mas eu me pergunto sempre sobre qual o critério para identificar um legítimo afro-descendente brasileiro. Seriam aqueles que possuem a pele mais escura? Ou seriam os que mantêm os traços? Um mulato é afro-descendente? E se ele tiver pele clara, mas ancestrais negros? Seria uma questão de pureza racial (como os nazistas tanto perseguiram), afinal alguém 100% negro, como diz a famosa estampa, no Brasil é difícil.

Não a discriminação!

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Como resposta, apenas uma mulher defendeu a tese de "discriminação positiva" (ou racismo positivo, como preferir) dizendo que é necessário tal discriminação, e usou como exemplo a situação da mulher.
Não há se comparar a situação da mulher em comparação com o homem e a situação do negro frente ao branco. Se no primeiro caso existem diferenças evidentes, tanto de ordem psicológica como fisiológica, tal coisa inexiste em sua totalidade com relação ao segundo. Outra diferença é que o que existe com relação à mulher é uma proteção trabalhista e com relação ao negro uma compensação histórica retroativa.

Combater o racismo fomentando o mesmo é a mais racista das atitudes. E tapar o sol com a peneira é usar de medidas pseudocompensatórias ao invés de batalhar na melhoria do ensino público fundamental, a verdadeira razão pela qual os negros, brancos, amarelos, vermelhos e verdes pobres não conseguem "chegar lá".

E, sob essa perspectiva, quem são os verdadeiros racistas?

domingo, novembro 20, 2005

Folha de São Paulo:

Ouro Preto muda bandeira "racista"

Considerada racista e motivo de constrangimento para os moradores, a bandeira da cidade histórica de Ouro Preto (89 km a sul de Belo Horizonte) ganhou ontem um novo texto. A frase em latim "proetiosum tamen nigrum" (precioso ainda que negro), referência ao ouro coberto por óxido de ferro encontrado na região, foi substituída por "proetiosum aurum nigrum" (precioso ouro negro). A lei que mudou a bandeira de 1931 foi sancionada ontem pelo prefeito Ângelo Oswaldo (PMDB). Segundo ele, a alteração é uma reivindicação antiga de intelectuais, movimentos negros e até turistas de Ouro Preto.

Se deixar, esses politicamente corretos futuramente irão retirar a inscrição "négo" da bandeira da Paraíba, por se tratar de uma referência racista a "nêgo". Foi aberta a temporada de "caça às bruxas": toda e qualquer palavra, expressão ou termo que parecer suspeito a essa gente será expurgado da língua portuguesa! Assim como aconteceu com o verbo denegrir, considerado racista segundo a "cartilha do politicamente correto" do governo.

É a revolução!!!!

quinta-feira, novembro 17, 2005

Jingle do Politicamente Correto

Um bom exemplo pode ser coisa pequena
Um bom dia, um obrigado,
por favor, não há de que

Um bom exemplo custa pouco e vale a pena
Não tem contra-indicação
e só depende de você

Um bom exemplo é bom humor,
é mais carinho
É sorrir pro seu vizinho,

é cantar, é ser feliz
é ser do bem, amizade,
cortesia, melhorando o dia a dia,
transformando esse país

Exemplo é bom e ninguém nega
Dê bom exemplo
que essa moda pega

O povo está mal mesmo, precisa de um jingle cretino pra aprender a ter educação...
E eu me sinto um idiota quando toca essa música debilóide.
Oh, Deus! A que ponto chegamos?!

quarta-feira, novembro 16, 2005

Princípio da irretroatividade

Existe no Direito um princípio chamado princípio da irretroatividade das leis. Tal princípio reza que uma lei não pode retroagir, sua eficácia não pode estender-se a fatos pretéritos. Tal princípio pode também, com muita justeza, ser aplicado como máxima universal de justiça: o que era moralmente aceitável em dado tempo e não o é mais, não pode prejudicar retroativamente aos que praticaram quando não era reprovável. Em História isso se chama contextualizar situações, ou nunca interpretar o passado segundo valores do presente.

Se isso que foi dito soa como óbvio para quem lê, então fica difícil entender como tantas pessoas ignoram tal princípio ao condenar toda uma sociedade por coisas que seus antepassados perpetraram. Para ilustrar vale um exemplo brasileiro: paira sobre aqueles que possuem um grau maior de euro-descendência (empregando o termo politicamente correto) a culpa e a conseqüente responsabilidade pelo que seus tataravôs fizeram. Sabem do que estou falando.

Levando ao extremo esse pensamento, de responsabilidade ancestral, então nós teremos uma Itália que deve a todos os países da Europa, norte da África e Oriente Médio, pois seu império subjugou a toda essa região. A atual e miserável Mongólia deve mais: toda a Ásia, exceto o sudeste, todo Oriente Médio e toda Europa Oriental foi vítima de seu imperialismo. A etnia dos bantos, originalmente da África Central, que marchou rumo ao sul escravizando outros povos, também deve algo. Os inuits da Groenlândia (conhecidos por esquimós) devem aos escandinavos, pois esses foram exterminados até o último homem na grande ilha. A lista não termina e segundo ela todos os povos e nações do mundo devem algo a alguém. Nem nossos guaranis escapam.

A falácia dessa tese é justamente essa: imputar a nova geração a responsabilidade pelos atos de seus ancestrais. Fazer com que paguem, das mais diversas formas, pelos erros cometidos por pessoas as quais nunca nem mesmo conheceram e que viveram em uma realidade e tempo diversos.

Como bom ateu não creio na idéia cristã de “pecado original”, fundamento da tese dos que defendem a política de cotas raciais de que todos os que nascem brancos carregam consigo a culpa do pecado ancestral.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Sob o signo da Sharia

"- Sempre recusei a nacionalidade francesa, porque a França não me reconhece como francês. Vou ser sempre árabe. Por que fico aqui? Porque tenho o direito de viver aqui." – Vândalo preso durante distúrbios da França.

Em nome do multiculturalismo, do politicamente correto e da estupidez humana, é chegada a hora de negociar a soberania nacional das nações ocidentais que dão teto as populações de imigrantes muçulmanos.

Fazer com que as populações imigrantes, ilegais ou não, respeitem os costumes e a Lei do país que as acolhe é crime. É um atentado contra os preceitos do multiculturalismo e do pensamento politicamente correto. Assim sendo, faça-se da Sharia Lei Maior na França como o é sua Constituição. Sim, porque na prática o bom muçulmano que se preze não segue a Lei dos infiéis. E já que a lei islâmica já é lei na França, vamos mais longe: que dêem territórios autônomos aos imigrantes em troca de paz.

O que passa hoje no Velho Continente é algo muito mais profundo do que uma crise social de origem meramente econômica. Não são pobres revoltando-se contra ricos. Só não vê quem não quer. Os imigrantes trazem a tiracolo todos seus valores, sua religião e visão de mundo e, como forma de preservar toda essa bagagem cultural, se fecham em guetos e fazem com que seus filhos estudem em mesquitas. O que se ensina nas mesquitas da Europa, assim como nas do Oriente Médio, não é exatamente o que se pode chamar de tolerância étnico-religiosa.

Segundo uma organização muçulmana britânica, o Parlamento Muçulmano, como já foi dito no post anterior, “um muçulmano, respeitar as leis em vigor no país que o acolhe é algo facultativo. Um muçulmano tem que respeitar a Sharia e ponto.”. Primeiro a Europa, depois quem sabe?

Assim, que pese sobre nós as palavras dessa convertida ao islamismo: “Um dia Roma será uma cidade aberta ao Islã e, de fato, já é uma cidade aberta. Porque nós, os muçulmanos, somos muitos. Milhares e milhares, muitíssimos. Mas não devem assustar-se. Isto não significa que nós queiramos conquistá-los com os exércitos, com as armas. Talvez todos os italianos acabem convertendo-se e de todas as formas os conquistaremos pacificamente. Porque a cada geração nós nos duplicamos ou mais. Por outro lado, vocês se reduzem à metade. Têm um índice de crescimento zero.”

terça-feira, novembro 08, 2005

Eurabização

Bueno, tendo em vista os últimos acontecimentos da França, e Europa como um todo, acabei lembrando das palavras da escritora italiana Oriana Fallaci e do jornalista brasileiro Janer Cristaldo. Ambos há muito já previam o que esta acontecendo agora.
A mídia brasileira, assim como uma boa parte da européia, fecha os olhos ao problema dos imigrantes, em sua maioria árabes e norte africanos mulçumanos, que proliferam como coelhos nos subúrbios e guetos de toda Europa. Pior, defendem uma tese equivocada de que tal situação é culpa dos terríveis e racistas europeus, nada mais mentiroso.
Se hoje existem tantos imigrantes, é por que a Europa abriu suas portas a eles. E não foram senão os próprios imigrantes que se fecharam em guetos, em uma não aceitação da cultura ocidental, e proíbem sua prole de se misturar aos nativos, fazendo com que estudem em mesquitas e cultuem sua religião e costumes do século XII. Em alguns lugares rejeitam as leis locais e seguem apenas os ditames do medieval Corão, mesmo que signifique desrespeitar os costumes e as Leis daqueles que a eles dão abrigo.

Aqui segue um texto sobre o assunto bastante esclarecedor e polêmico do escritor Janer Cristaldo.


De Europa a Eurábia

Janer Cristaldo

02/06/2005

A escritora italiana Oriana Fallaci, atualmente residindo em Nova York, foi intimada por um tribunal de Bergamo, Itália, na terça-feira passada, a comparecer ante a Justiça, para responder por possível ofensa contra o Islã, expressa em um de seus livros. Ora, o Corão ordena aos muçulmanos matar os infiéis:“Matai-os onde quer que os encontreis” (sura 2:191). Ou sura 4:91: “...capturai-os e matai-os, onde quer que os acheis, porque sobre isto vos concedemos autoridade absoluta”. Isto sem falar em outras incitações ao assassinato. Nesta nossa era politicamente correta, ordenar a matança de cristãos, pode. O que não pode é tornar público certos fatos sobre o Islã. Muitos outros versículos do gênero podem ser encontrados neste livro que é publicado e difundido no Ocidente, sem que ocidental algum se sinta ofendido ou ameaçado. Mas ai de quem repudiar estas incitações ao crime e ao ódio religioso! Seja anátema! Um boato não comprovado de que um Corão teria sido jogado numa latrina por soldados americanos (o que só serviria para entupir a latrina), provocou alaridos e assassinatos em todo o mundo islâmico. A morte em massa de iraquianos por terroristas sírios e iraquianos não sensibiliza muçulmano algum. Há uns bons três anos, comentei La Rabia e l’Orgoglio, o soberbo panfleto de Oriana Fallaci em defesa do Ocidente e seus valores, escrito por ocasião do atentado ao World Trade Center e mais tarde transformado em livro. Em meados de dezembro de 2001, quando foi lançado, eu estava em Roma e via as pilhas de livros sumindo rapidamente, de minuto em minuto, nas livrarias. Vendeu como pão quente, chegando a atingir 50 mil cópias por dia, proeza sequer igualada pelos Harry Potters da vida. O livro foi traduzido em todos os idiomas da Europa e sua recepção foi tamanha na Itália, que velhinhas romanas compravam-no às pilhas e saiam a vendê-lo nas ruas e estradas. O que só demonstra a colossal covardia dos editores brasileiros. As livrarias estão repletas dos lixos de Paulo Coelho ou Jô Soares e nem sombra do livro da escritora italiana. Que, nesta altura, já produziu mais dois, ambos lançados no ano passado e também ignorados pelo mercado livreiro tupiniquim: La Forza della Ragione e Oriana Fallaci intervista Oriana Fallaci. Me atenho ao primeiro, no qual Fallaci mostra uma Europa prestes a render-se à nova invasão do Islã. Se os árabes foram expulsos do velho continente pela força das lanças e espadas há cinco séculos, estão voltando agora munidos de armas mais sutis: direitos humanos, tolerância religiosa, diversidade cultural ... e o uso do ventre das muçulmanas. A autora já nos fala de uma Eurábia – e o neologismo não é seu, mas título de uma revista criada em 1975, por entidades européias em parceira com grupos árabes – na qual os muçulmanos passaram a impor suas mesquitas, seus ritos e atrocidades, sem respeito algum aos poderes europeus. Na Inglaterra já existe uma organização chamada Parlamento Muçulmano, cujo primeiro objetivo é recordar aos imigrantes que não estão obrigados a respeitar as leis inglesas: “Para um muçulmano respeitar as leis em vigor no país que o acolhe é algo facultativo. Um muçulmano tem que obedecer a Sharia e ponto”, diz sua Carta Constituinte. O que permitiu ao conselheiro da Federação Espanhola de Entidades Religiosas Islâmicas, o imã Mohammed Kamal Mustafá, nesta Europa do século XXI, escrever um manual sobre como surrar uma mulher: “Utilizar uma vara fina e leve, útil para golpeá-la desde longe. Golpeá-la apenas no corpo, nas mãos, nos pés. Nunca no rosto, porque se vêem as cicatrizes e os hematomas. Lembrar que os golpes devem fazer sofrer psicologicamente, não apenas fisicamente”. Em Granada, no bairro de Albaicín, os árabes criaram um Estado dentro do Estado espanhol, que vive com suas próprias leis e instituições. Com seu hospital, cemitério, matadouro, jornal, bibliotecas e escolas (onde se ensina exclusivamente a memorizar o Corão). Não bastasse isso, criaram moedas próprias, de ouro e prata, cunhadas segundo o modelo dos dirham utilizados nos tempos de Boabdil, que o Ministério da Fazenda espanhol finge ignorar. Na Itália, centro histórico e político do cristianismo, as comunidades islâmicas já exigem o ensino do Corão não só nas escolas como nas faculdades de Direito, Teologia, Filosofia e História. Conquistaram ainda uma antiga e absurda reivindicação (que comentei há alguns anos, quando ainda era projeto), a de permitir que as mulheres árabes portem véu... nas carteiras de identificação. Em 1995, um ex-ministro do Interior emitiu uma circular informando a polícia que a obrigação de aparecer com a cabeça descoberta nas fotos dos documentos se referia somente ao chapéu. “Para não atentar contra o princípio constitucional garantido pelo artigo 19 em matéria de culto e liberdade religiosa, está, pois, permitido colocar nos documentos de identidade uma foto com a cabeça coberta com as citadas prendas” (as que formam parte da indumentária islâmica, entre elas o chador, o hijab e o turbante). As mesquitas estão nascendo em todas as capitais e grandes cidade européias como cogumelos após a chuva, com apoio político e financeiro do Estado... e mesmo da Igreja Católica. Em Paris, o Instituto Cultural Islâmico da Rue Tanger, dirigido pelo fundamentalista argelino Larbi Kechat (preso mais tarde por seus vínculos com a Al Qaeda), foi criado graças ao apoio de dois padres católicos. Em Lyon, a Grande Mesquita foi mandada fundar pelo cardeal Decourtray. A Igreja Católica, diz Fallaci, “no fundo está de acordo com o Islã, porque os padres se entendem entre eles”. Outro fato insólito que a autora denuncia é a adesão das esquerdas ao islamismo. “Com o afundamento da União Soviética e com o ressurgir do capitalismo na China, a Esquerda perdeu seus pontos de referência. Ergo, se aferra ao Islã como a uma tábua de salvação”. O que explica a nonchalance com que certos filósofos contemporâneos navegam do marxismo ao catolicismo e finalmente ao islamismo, pobres diabos imaturos em busca desesperada de um absoluto qualquer. E por aí vai. Catei três ou quatro exemplos entre as centenas que Fallaci arrola. Se você gosta da Europa e da cultura européia, procure urgente este livro na Internet. Porque aqui, tão cedo não será editado. E mesmo talvez nunca. Para concluir, transcrevo este depoimento surpreendente de uma italiana de Milão, Aisha Farina, convertida ao islamismo. Para Aisha, a dominação da Europa é apenas uma questão de tempo. - Um dia Roma será uma cidade aberta ao Islã e, de fato, já é uma cidade aberta. Porque nós, os muçulmanos, somos muitos. Milhares e milhares, muitíssimos. Mas não devem assustar-se. Isto não significa que nós queiramos conquistá-los com os exércitos, com as armas. Talvez todos os italianos acabem convertendo-se e de todas as formas os conquistaremos pacificamente. Porque a cada geração nós nos duplicamos ou mais. Por outro lado, vocês se reduzem à metade. Têm um índice de crescimento zero. Segundo a ONU, os muçulmanos têm uma taxa de crescimento entre 4,6 e 6,4 por cento ao ano. Os cristãos, só 1,4 por cento. Se você ainda tem algum fascínio pela cultura ocidental, faça os cálculos – e as malas – e viaje logo. Pelo que nos relata Fallaci, a Europa que amamos tem seus dias contados. PS - Se você entende espanhol e quiser ler o texto básico que deu origem a La Rabia e l’Orgoglio, basta pedir-me que o envio com prazer. Acabo de receber também a versão integral em inglês.

sexta-feira, novembro 04, 2005


Eis que esta bodega voltará ao ar!
Nem lembro muito bem como funciona isso aqui, mas azar.

Retirado do site católico Veritatis
http://www.veritatis.com.br/

A HISTÓRIA DA INQUISIÇÃO
Não deve o católico envergonhar-se de sua história, que é bela, que é grandiosa. Não deve ceder em face dos ataques dos que, ignorando de todo a nossa história, repetem e propagam "lendas negras", criadas com o fim declarado de subverter nossa Fé e nosso amor à Santa Madre Igreja. Não deve deixar-se confundir dando ao mundo apóstata mais essa satisfação, acreditando em tantas calúnias e imposturas que circulam contra a Igreja. Vários santos foram grandes inquisidores: S. João Capistrano, S. Domingos e S. Pio V, para citarmos apenas alguns. É A INQUISIÇÃO INTRINSECAMENTE MÁ?

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Todos nós sabemos que a inquisição não foi má, foi na verdade um jorro de luz espiritual e bondade angelical, que promoveu o progresso artístico, espiritual e cientifíco!
E com tantos santos inquisidores não poderia ter sido diferente! Por isso eu amo essa Santa Igreja!!
AMÉM!!

quinta-feira, setembro 09, 2004

Trivialidades do dia a dia

Era um dia quente, logo no inicio da tarde, e meu amigo Jaguer (Jagunco) e eu desciamos a rua Farrapos (em frente a locadora Imagem, onde hoje o Bruno mora) conversando trivialidades as quais, nem se eu quisesse, lembraria. Alias, seria apenas mais um dia perdido entre tantos, não fosse a surreal cena que aconteceria em poucos instantes..
Bueno, a certa altura notamos, e apenas isso, uma figura que caminhava de forma estranha em nossa direcao, a uma quadra de distancia . Continuamos conversando e caminhando, mas com a atencao ainda voltada a essa misteriosa figura que diminuia a distancia entre nos a medida que o tempo passava e, nossa curiosidade, aumentava. A meia quadra de distancia, tornou-se impossivel continuar a ignorar o que se dirigia a nos e entao verbalizamos nossa angustia:

Eu: O veio, tu ta vendo algo estranho vindo ali?
Jaguer: Pois e.. Mas eu to sem oculos, nao consigo enxergar direito.
Eu: Eu tambem.. Estranho, ela usa uma roupa de uma so cor.. dos pes a cabeca..
Jaguer: Eh, parece um macacao, mas daquela cor?
Eu: Que baita mau gosto!!!

Algumas passadas foram dadas em silencio, enquanto a distancia reduzida diminuiu os efeitos da miopia mas aumentava a incredulidade dos dois desaventurados amigos:

Eu: Meu deus, que macacao justo essa moca usa!!
Jaguer: Pior! Consigo ate ver as duas tetas balancando!!
Eu: Muito estranho! Parece transparente!!

Quando a tal moca estava a distancia de uma bracada, para total espanto nao so dos dois miopes amigos como para todos que estavam na rua (parando o transito inclusive) uma mulher negra, um pouco baixa, que caminhava rebolando bem mais do que o necessario e, motivo de tanta comocao, completamente pelada, materializou-se em plena luz do dia, em uma das ruas mais movimentadas da cidade.

Eu: Ninguem vai acreditar nisso...
Jaguer: Com certeza...

Mesmo assim resolvi contar =oP



segunda-feira, agosto 23, 2004

Jago e o "Meshuggah"

Anos atras, antes mesmo de ter carteira de motorista (e azulzinhos nao existirem), eu tive um puminha conversivel pra duas pessoas (uma carroceria de fibra montada sobre um chassi e motor de brasilia) chamado "Meshuggah" (em homenagem a uma das bandas que na epoca eu mais gostava). O curioso eh que, apesar de ser um carro para duas pessoas, rara foram as vezes que ele saiu da garagem com esse reduzido numero...
Bueno, um belo dia (ou noite, melhor dizendo), cinco caras entediados resolveram sair pra dar umas bandas no Meshuggah: eu, Igor, Nataniel, alguem que nao lembro (Marco talvez) e nosso protagonista, jago. Pra variar, o meshuggah precisava "daquela maozinha" pra pegar, um leve empurraozinho, uma vez que a minha rua fica numa descida.. A merda teve inicio.

Jago: Cara!! Posso ficar dentro do carro pra fazer pegar??
Eu: Claro.. Tu sabe dirigir né?
Jago: Sei, barbada!
Eu: hmmm.... Ta..

Com o carro ja preparado, de frente para a descida, e quatro caras prontos pra comecar a empurrar, Jago da o sinal: -Empurra essa merda!! (bom, eu nao lembro exatamente as palavras, entao eu tomei a liberdade de usar os vocabulos normalmente empregados pelas personagens.. hehe)
Lentamente Messhugah comecou a pegar velocidade e nao era mais necessario o emprego da forca dos amigos: a ideia (ou pelo menos a minha) era fazer o carro pegar antes mesmo de chegar no cruzamento, porem nao foi exatamente isso que aconteceu.. Corriamos nos quatro junto ao Messhugah enquanto o mesmo passava reto pelo cruzamento e descia a rua cada vez mais rapido, enquando gritavamos para ele ligar e fazer o carro pegar.

Eu: Liga essa merda!!
Jago: To tentando, porra!

Quando iamos ja na quadra seguinte resolvi que era melhor abortar o plano e tentar algo mais, hmmm, "seguro" digamos assim. Com esse intuito gritei: "Cara, pisa no freio!!!" e ouvi a mais aterradora das respostas imaginaveis naquele momento:

Jago: "Bosta!!! onde é o freio????"

Aqui corta para fazer alguns comentarios pertinentes. Eu nao tinha carteira de motorista, era um carro em situacao irregular (farol queimado e detalhes desse tipo), havia lugar para duas pessoas e eramos 5 e provavelmente meu pai vai ler isso.. "oi pai! nao fica brabo! eu era guri! hehe"

Dito isso, continuemos.

Eu: É o do meio!!! Pisa no pedal do meio, veiu!!! caraio!

Em momentos assim é normal que se tome a decisao errada, equivocada e as vezes ate estupida, mas essa foi antologica. O Jago, meio sem saber o que fazer, com o carro ainda descendo a uma boa velocidade, resolveu, por alguma razao que eu desconheco, que era melhor virar na direcao da calcada bem onde tinha uma rampa de garagem.. Sim, ele subiu a calcada a uns 20 km/h e acertou o carro bem no meio de um portao, e isso ja era madrugada! Com medo de que o dono da casa fosse alguem violento (ou que talvez ficasse um pouco mal humorado por ser acordado no meio da noite por um bando de guris que jogaram um carro no portao de sua garagem) resolvemos todos empurrar o carro, em ritmo acelerado, rua acima, sempre olhando pra tras com medo de ver surgir alguma figura descabelada, de pijama e com uma .12 nas maos.. Nao aconteceu, e por isso posso agora contar esse episodio tragicomico de nossas vidas..

Saudades do Meshuggah.

Ps: Jago, caso tu leia isso, tu sabe que foi assim, nao vem dizer que nao! hehehe! =oP






sexta-feira, junho 11, 2004

SALVE!
havia esquecido da existencia desse blog, o que nao chega a ser surpresa =oP

Bom, vejamos, o que eu posso colocar aqui?
hmmmm
eu nao tenho nada muito interessante a declarar.. Alguem ae ja leu "Gates of fire" de Stevem Pressfield? Eh bem interessante, romance sobre as Termopilas. =o]

"Dizem que antes da batalha um nativo da Tracia lhe disse que os arqueiros persas eram tao numerosos que, quando disparavam seus arcos, a massa de flechas bloqueava o sol.
Dienekes, no entanto, completamente imapssivel diante da forca do exercito persa, simplesmente comentou: Otimo. Combateremos, entao, a sombra."
HERODOTO, historia

Uma das bravatas mais divertidas que eu ja li! hehe

quarta-feira, maio 05, 2004

Alguns dias atras.

- A prova tem tres questoes. A primeira eh facil, tao facil que talvez voces consigam responder- disse em visivel tom de deboche-, a segunda eh media, mas talvez alguns consigam. Bom, a terceira ninguem vai acertar. Talvez Miguel Reale acertasse.- agora o que era um sutil e malicioso sorriso abria-se em uma grotesca careta, com os dentes tortos querendo-lhe saltar da boca e os olhos, ja pequenos e amendoados, se fechando em uma expressao que o fazia parecer homericamente ridiculo. -Nao preciso dizer- continuou- que a questao de maior valor eh a ultima.- ele estava gozando e parecia haver ondas de prazer percorrendo-lhe a espinha.

Hoje, dia da prova.

Como todos esperava-mos, foi um massacre. Pouco antes do inicio, empolgado com o show que dirigia, nao conseguiu segurar-se de fazer um pouco de terrorismo, e, entre umas e outras, acabou dizendo ".. porque retardados aqui, para isso, nao falta.", depois vociferou com uma infeliz que estava ja deveras nervosa com a perspectiva de nao se formar com a turma e levantou suspeitas infundadas sobre outro colega (que eu conheco bem o suficiente pra saber que era dos que ainda nao fazem uso de meios pouco ortodoxos para alcancar aprovacao..) fazendo-o sentar bem em frente a sua mesa, como medida vexatoria.

Na verdade essa historia nao eh novidade pra ninguem, certamente todos ja tiveram experiencia semelhante com professores que simplesmente agem de ma fe, fazem pouco caso, debocham, e, ao final das contas, prejudicam a formacao profissional e humana do aluno (ou no melhor das hipoteses, nao acrescentam nada). Odeio-os. Queria saber o que passa pela cabeca de um sujeito como esse , que, ministrando aulas para uma turma do ultimo semestre, resolve fazer indiotices desse nivel.







domingo, maio 02, 2004

Junior e o peru de natal

Ah! o natal! Quem nao gosta daquele clima de final de ano, festas, ferias se aproximando, o calor comecando a nos aquecer a alma, a familia reunida. E em 97 nao foi diferente. Ou poderia nao ter sido.. hehe
Meu pai, animado e bem disposto, pos-se entao a preparar o grande (realmente, era enorme) CHESTER da familia. Uma criatura medonha, pesava algo em torno de 5kg (nao tenho muita certeza) que, com o recheio ao final, tinha seu peso levemente aumentado.
E tudo corria muito bem.. bem demais.
Era vespera, final de tarde, todos na casa trabalhando para arrumar as malas no carro, fazendo checagens de ultima hora, e meu pai, todo orgulhoso, exibindo o maldito chester e sua farofa insuperavel (todo ano eh insuperavel). Seria um sucesso em arroio grande, sem duvida!

- Junior!! vem ca guri!!!- gritou o pai da cozinha.
- Que foi pai?- veio junior, trazendo o sono, a ma vontade e a falta-de-saco, tao costumeiros de sua pessoa, estampados em seu semblante.
- Oh, seguinte, tas vendo essas duas sacolas?- gesticulou na direcao de dois sacos, iguais, postos sobre a pia da cozinha.
- Ah.. to pai, to vendo.- evidenciando novamente que ver TV era certamente o que ele preferia estar fazendo.
- Ta, entao presta atencao- disse o pai, com olhar apreensivo-. Nessa aqui tem o meu peru, e nessa outra, o lixo. O que eu quero que tu faca eh simples: lixo no lixo, peru no carro. Certo?- Manteve o olhar apreensivo, esperando ver a reacao de seu varao, receptaculo de seu patrio orgulho, detentor de seu proprio nome, o primogenito da casa.
- Ta pai, que saco tche, me da logo essa bodega!- disse junior.

Acredito ser nesse ponto que tem inicio a dramatica historia de "junior e o peru de natal"

Durante a viagem de Pelotas para Arroio Grande, noite.

- Beco, tu ta sentindo esse cheiro?- perguntou a mae ao pai.
- Nao, que cheiro?- Disse, apos um curto periodo tentando perceber algum odor diferente.
- Nao fui eu!- veio em unissono dos tres filhos sentados atras.
- Parece cheiro de merda, nao sei...- ponderou a mae.
- Deve ser da rua!- garantiu o alegre pai.

Chegada em Arroio Grande apos uma viagem curta, uma hora e pouco, sempre acompanhada de um estranho odor de... merda?

Como sempre a chegada foi acompanhada da tradicional comocao familiar, com a qual estamos tao acostumados: abracos, beijos, brincadeirinhas e piadinhas, e todos estavam felizes como era de se esperar!

- Junior! me ajuda a descarregar o carro, vagabundo- disse o pai brincalhao.
- Ta bom! ta bom! que saco..- praguejou junior.
- Aqui, toma. Coloca o peru na cozinha da vo. Bah, ela vai adorar, hein hein? - disse Beco em tom de orgulho inabalavel. inabalavel..
- Coisa bem fedorenta esse teu peru pai, credo..- disse junior, enquanto retorcia o rosto em uma careta realmente obtusa.
- Nao fala bobagem, guri! Isso eh coisa da boa! So gente fina come isso!!!- e um sorriso cortava-lhe o rosto de um extremo ao outro.

E la ia o junior pelo corredor da antiga casa carregando o precioso item, bem proximo ao corpo com medo de deixar cair devido ao peso, afinal de contas, nao queria tropecar e por tudo aperder, logico. Logo atras vinham seu pai, tios, irmaos, e na frente, na porta da cozinha, encontrava-se a luiza, peculiar figura que ocupa ja posicao de Segunda Matriarca da Familia Floor junto da vo, com um enorme sorriso esperando por um abraco e para ajudar a pegar o peru.
Apos alguns momentos junior saiu ate a sala. Ouviu algum mormurinho, um certo agito, e.. um grito.. dois gritos.. e um nome:

-JUNIOR!!!!! O MEU PERU!!!!!!!

Ahn.. pois e.. mas as sacolas eram tao parecidas...
E vejam bem: o espirito natalino prevalece!! neh????
(^-^)b

quinta-feira, abril 29, 2004

Heavymind

Antiga banda em que eu e meu irmao tocamos, cerca de 5 ou 6 anos atras, e que protagoniza a hilaria estoria a seguir narrada. Na epoca eu ja nao fazia mais parte da banda (deve ter sido um surto de bom senso hehe).

Surgiu um convite para participar de um programa ao vivo na TV local, com entrevista e logo depois uma apresentacao (se bem me lembro foi o jean, baterista, que havia arrumado o esquema, ou o leo, guitarra, nao lembro ao certo). Ate aqui nada demais, uma boa oportunidade de fazer divulgacao, eles pensaram.
Foi no "dia D" que a coisa comecou a ficar estranha.
Logo ao entrar nos estudios ja haviam percebido que o lugar onde seria a "apresentacao" era um tanto apertado demais, na verdade so cabia mesmo a bateria, e mesmo assim ficaria bem apertada, certamente sem uma boa amplificacao dos demais instrumentos o som nao seria nada senao um trovejar percurssivo do nem-um-pouco-delicado jean.
A entrevista.
Para comecar a apresentadora equivocou-se logo de inicio, pois acreditava ser a banda de metais (algo jazzistico, provavelmente) e ficou um tanto desapontada ao saber que era, na realidade, uma banda de heavymetal. Continuando a ja desastrosa entrevista, ao serem perguntados a media de idade da banda diego, prontamente, responde: "quatorze" (? ninguem tinha menos de 18 na epoca!). A seguir Leonardo diz que a letra de uma das musicas da banda havia sido nao soh inspirada no famoso serial killer de Rio Grande (o tal assassino do cassino) mas que era uma homenagem ao mesmo!!! coisa que tambem nao colaborou muito com a boa imagem da banda. A apresentadora entao comeca uma interessante conversa sobre o corte "super fashion" de leo, que ja comecara a debochar do programa.
A apresentacao.
Os ultimos momentos da banda. Depois disso ela acabou (bom, eles tocaram mais uma vez em uruguaiana, mas eram ultimos suspiros de um morimbundo).
Os microfones foram fixados nas roupas do pessoal, nao proximo aos amplificadores (era uma banda de metais, afinal de contas) jean, preocupado, prometeu nao espancar muito os tambores da batera. Ao iniciar tudo se resumia em uma palavra: barulho. Era tao simplesmente um liquidificador ligado a potencia maxima acompanhado de um bater ritmico de panelas e pratos e um vocalista que fazia mimicas, uma vez que era impossivel escutar sua voz.
..e assim eles caminharam, confiantes, rumo a sua perdicao.

Uma semana depois a apresentadora foi demitida e o programa tirado do ar.
he he he

e essa eh uma daquelas historias que sempre sao contadas em uma reuniao de amigos que se veem depois de longa data, e que eles, certamente, vao contar aos seus filhos, naquela sempre frustrada "conversa seria", a titulo ilustrativo: "viu guri, eu tambem ja tive tua idade".
hehehehe

sábado, abril 17, 2004

Ode ao ocio
...
Subitamente fui tomado por uma absoluta preguiça de escrever esse post.
=oP

domingo, abril 11, 2004

PAPEL HIGIENICO PERFUMADO

Eu nao canso de refletir sobre isso, qual seria o objetivo dessa maravilha do novo seculo??
perfumar as maos ou o cu? ou ambos?

Perfumar o cu, pelo menos até onde minha nao poluida mente consegue vislumbrar, nao é de muita valia, uma vez que tomando um banho diario e nao exibindo-a por ae o odor nao é disperso.
Perfurmar as maos?? isso significa que depois de um cagalhao as pessoas nao lavam mais as maos..
ou seja, sempre que fores cumprimentar alguem e sentir aquele caracteristico cheiro.....

HOLY DAMN!

sexta-feira, abril 02, 2004

Road Rage

Um fenomeno moderno esse, que se manifesta nas mais improvaveis pessoas e de forma nao muito bonita. Quem nunca teve um acesso de raiva no transito, ou que pelo menos nao conheca alguem que frequentemente é assolado por ataques de furia?

Eu sou um cara pacato, bem humorado, tranquilo, enfim, muito raramente perco o controle.. exceto quando eu dirijo e algo "imprevisto" aconteca, nessas situacoes nem eu me reconheco, e isso assusta. Ja desci do carro disposto a dar "biabas" quando, certa vez, um cidadao cruzou a preferencial em uma velocidade consideravel. Ja xinguei, berrei, mostrei o dedo e cheguei a conclusao de que eu tenho algum problema.

Alguem sabe se esse problema tem tratamento??

Ja até pensei em escutar "musica ambiente", algo new age ou similar (no lugar de pantera, sepultura.. eh, talvez faca diferenca.. hehe).

Damn!!!

eu sofro de algum complexo de "mr Hide" hehehehe

quarta-feira, março 17, 2004

Um texto ja bem conhecido, mas nem por isso menos importante. E um otimo jeito de comecar uma discussao sobre (a perda de) valores na sociedade moderna..

Felicidade Realista

Mario Quintana



A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.

Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

segunda-feira, março 01, 2004

EU TENTEI!!!

Sentei e fiquei por alguns minutos pensando em algo pra colocar aqui, e, nada veio.
a verdade eh que eu nao tenho muito o que dizer, nada de util e muito menos algo de interessante, entao, como dizem, eh uma boa chance pra nao dizer nada.

Entao essa bodega volta pra gaveta

see ya!

hehehe

ps: mas qualquer coisa eu ainda atualizo o fotolog.net/toscoman..
..bobagens de rapida e facil assimilacao! =oD
pensar? pra que?



quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Bueno, eu ja tinha desistido desse blog.. mas depois de mais de 30 comments (mesmo com o espaco de varios meses) eu resolvi reativar essa BODEGAAAAA! ehehe

Mas nao tenho ideia sobre o que escrever, entao..

Esse ultimo fim de semana foi bem legal, aniver da minina paula e acampamento! 18 aninhos.. feliz aniver pra ela. =oD

..pelo menos acho que agora ela nao vai me incomodar com esse negocio de mandar fotos por um bom tempo.. (hehehe) =oP

enquanto isso... valeu o pessoal que continuou entrando aqui..
see ya!

=oD

quarta-feira, novembro 26, 2003

fora do ar até o termino das provas e trabalhos..

quinta-feira, novembro 13, 2003

Entrando na reta final do semestre, ultima bateria de provas, e tudo indo tranquilo demais.. hmmmm.. tranquilo demais, e isso eh algo digno de receio. Ou talvez seja so espectativa de terminar de uma vez o curso e me preocupar com o que fazer depois.
dammit

segunda-feira, novembro 10, 2003

Domingo de sol

Nao consigo me mexer porque doi cada musculo do corpo, tenho um corte no meio da cara, estorei 2 bolhas na mao e meu pe direito torcido ta doendo..
Mas valeu a pena! muito divertido! futuramente eu vou colocar as fotinhos do dia e a "do papagaio" ok, paula e carol??? =oPPP eheheheh
obs: era pra comemorar pela segunda vez o aniver da luiza hehe he =oD feliz aniver pela terceira vez =oP

sábado, novembro 08, 2003

Ontem eu constatei um fato: to ficando velho demais pra algumas coisas =oP

sexta-feira, novembro 07, 2003

Os "tristes" sao passado, negocio agora eh escutar the kinks, the hives, the vines, e derivados, fazer uma pose intelectuoide e ta feito =oP
Dammit!

terça-feira, novembro 04, 2003

Minhas preces atendidas

Dificil acreditar, mas parece ser verdade: baixaram uma norma na faculdade restringindo os fumantes da Faculdade de Direito a area do saguao da universidade! Minha diversao em aula hoje foi ver a total perplexidade e indignacao no rosto dos colegas fumantes, que futuramente nao poderao mais fumar nas salas de aula, nem nos corredores.
E, olhando mais adiante, ja se pode ter um vislumbre do que esta por vir: fazedores de fumaca espurgados de qualquer lugar que tenha um teto, quatro paredes e outra pessoa.. justo!
_|_

domingo, novembro 02, 2003

HAPPY HAPPY HALLOWEEN!

Bueno, esse fim de semana a coisa foi meio agitada: duas "festas halloween" em dois dias nao eh mole!
A que teve aqui em casa na sexta foi bem divertida! ja nao digo o mesmo da que teve na luna.. mas tudo bem, nao foi de todo ruim!

A decoracao da festinha foi feita pela minina Marcia, nos tivemos o trabalho so de prender os enfeites na parede, ela tambem fez as duas aboboras que decoravam a entrada do salao (bom, eu tentei ajudar, mas acho que so atrapalhei hehehehe)! entao.. VALEU MININA MARCIA!! =oD

As fantasias foram bem criativas, e as fotos eu vou colocar aqui assim que der (tiver saco, pra ser sincero)! =oD

por hoje eh so! acabei de chegar de uma festa a fantasia e to quebrado hehehe

terça-feira, outubro 28, 2003

DAMAGEPLAN

Ferias adiadas!
Ja se pode baixar tres musicas da nova banda de Dimebag e Vinnie Paul (ex-PanterA) no site oficial da banda, batizada de Damageplan, contam eles ainda com um tal "Bobzilla" no baixo e Patrick Lachman nos vocais, que pelo menos na musica Breathing New Life, eh muito agressivo, chegando a lembrar Phil Anselmo.. mas so lembrar...
A sonoridade das guitarras e batera sao tipicas do PanterA, o que, pelo menos pra mim, eh otimo! hehe
Bom, parece que com o fim do PanterA duas novas bandas surgiram uma parece muito boa, outra nem tanto (realmente Superjoiint Ritual nao me convenceu muito).
FUCK U PHIL ANSELMO! =oDDD
_|_
Nao tenho nada de bom pra postar aqui..
o tosco vai tirar ferias hehehehe =oP

segunda-feira, outubro 27, 2003

hehehehe
eu tocando sonzinho pop..
bah!
divertido hehehehehe =oP =o]

sexta-feira, outubro 24, 2003

Igreja Universal: o placebo do povo

Conversando com meu pai sobre o fenomeno da Universal, me apresentou ele uma nova perspectiva que até entao eu nao havia pensado, pois quando vem a tona essa discussao, sempre sao muitas as vozes que se erguem contra a Igreja, e as poucas favoraveis sempre carecem de boa fundamentacao. Eh bem verdade que ela explora a ignorancia da massa com fins nao muito altruistas, mas o povo realmente acredita nas curas miraculosas e bobagens afins, e, ao final das contas, apesar da perda financeira sofrida por essas pessoas, muitas acabam realmente se recuperando de vicios como bebida, jogos e drogas latu sensu.
Em ultima analise talvez a Igreja nao seja apenas o opio do povo, como queria fazer acreditar marx, talvez ela seja, tambem, o placebo do povo sem acesso a saude e a educacao.

quarta-feira, outubro 22, 2003


hehehehe
adorei essa imagem, brigadao (minha cara né?)! hehe =o+ =oD

sábado, outubro 18, 2003

Abandono do OCIO

Contemplando a flacidez que tomou conta do meu corpo, resolvi que era hora de comecar a ter alguma atividade fisica e quem sabe ate mudar alguns habitos alimentares (vou contar com a ajuda de alguem pra isso hehe).
Oportunamente meu amigo Everson me convidou pra jogar tenis (tenis?!?!?! eu nunca joguei isso na minha vida, mas vamos la!).. cerca de uma hora de "jogo" foi suficiente pra perceber que eu nunca vou ser como o guga..
Pouco depois, numa infeliz tentativa de me redimir, fomos jogar basquete, que eu nao era ruim nos tempos de guri, mas que hoje sou um desastre (nao consegui enterra direito numa tabelinha infanto-juvenil!!)
A noite o pessoal, pra comemorar o aniver do sr. Ricardo Mello, foi no boliche, e confirmei o que ja sabia, nao levo jeito pra boliche tambem! Depois no Pool rolou sinuca, pelo menos eu ja to pegando o jeito.. eu acho..
dia divertido!!
e..
FELIZ ANIVER RICARDO! hehhehe =oD

terça-feira, outubro 14, 2003

Fechando a Trilogia..

"Em algum lugar ha ainda povos e rebanhos, mas nao entre nos, meus irmaos: aqui ha estados.

Estado? O que eh isso? Pois bem! Agora abri-me vossos ouvidos, pois agora vos direi minha palavra da morte dos povos.

Estado chama-se o mais frio de todos os monstros frios. Friamente tambem ele mente; e esta mentira rasteja de sua boca: "eu, os estado, sou o povo".


Eh mentira! Criadores foram os que criaram os povos e suspenderam uma crença e um amor sobre eles: assim serviam a patria.

Aniquiladores sao aqueles que armam ciladas para muitos e as chamam de estado: suspendem uma espada e cem apetites sobre eles.

Onde ainda ha povo, ali o povo nao entende o estado e o odeia como olhar mal e pecado contra costumes e direitos.

Este signo eu vos dou: cada povo fala sua lingua de bem e mal: esta o vizinho nao entende. Sua propria lingua ele para si em costumes e direitos.

Mas o estado mente em todas as linguas de bem e mal; e, fale ele o que for, ele mente - e o que quer que ele tenha, ele roubou.

Falso é tudo nele; com dentes roubados ele morde, esse mordaz. Falsas sao até mesmo suas visceras.

Confusao de linguas de bem e de mal: este signo vos dou como signo do estado. Em verdade, eh a vontade de morte que este signo indica! Em verdade, ele acena aos pregadores da morte!

Sao demasiado muitos os que nascem: para os superfluos foi criado o estado!"


Friedrich Nietzsche - "Assim falou Zaratrusta"

obs1: Paquiderme (ou seria "peterderme"?), essa foi pra ti! hehehehe =oP
obs2: bah.. e pensar que isso tudo comecou com um post do Daniel sobre o campo magnetico da terra...... =oP

segunda-feira, outubro 13, 2003

MUNDO SEM FRONTEIRAS(um post de quem nao tem mais nada para falar)

Segundo consta, a merda comecou a mais ou menos 13 mil anos na regiao conhecida como Crescente Fertil (onde hoje é israel, faixa de gaza, jordania, e que de fertil tem muito pouco). Essa regiao era passagem obrigatoria de quem fosse viajar entre 3 grandes continentes (2 na verdade, considerando a eurasia como sendo um unico supercontinente, o outro, por exclusao ,eh a africa), resultando entao em intercambio necessario com outros povos, culturas, assimilando deles seus conhecimentos em diversas areas.
Nao fosse apenas a excelente localizacao geografica, era tambem uma regiao fertil, apta ao cultivo de plantas, e com grande numero de animais domesticaveis, possibilitando, entao, pela primeira vez na historia da humanidade, o assentamento de comunidades humanas razoavelmente numerosas e dando origem ao que chamamos de civilizacao..
E o que essa lorota tem a ver com "fronteiras"?
Foi nesse momento, em que um idiota resolveu que nao precisava mais caminhar 200km por ano para caçar ou coletar, e que podia produzir mais do que podia consumir (e usar isso pra conseguir vantagens com o idiota adjacente), que surgiu tambem a nocao de fronteira.
Se antes entre tribos nomades e semi-nomades ja haviam diferencas, agora entao elas seriam agravadas, e mais ainda ao longo de milhares de anos.
O mundo hoje nao tem misterios, é pequeno, e tu compra ele na livraria da esquina.. e o que tu ve é uma verdadeira miriade de linhas imaginarias dividindo, as vezes aletoriamente (caso de muitas regioes da africa), "nacoes", povos, culturas.. pessoas.. (alias, o mapa-mundi me parece meio eurocentrico, mas nao vem ao caso).
Se mata e se morre por territorio (ou "nacao", os dois se confundem no mas das vezes), e isso pra mim ja nao faz sentido nenhum: nao existem "fronteiras", e as diferencas entre as pessoas (mesmo linguistica) podem ser superadas com cooperacao, o que alias, me parece mais vantajoso..
Eu continuo achando o humano uma criatura egoista e egocentrica ao ponto de criar um Deus a sua propria imagem e semelhanca. Era Thomas hobbes que dizia que o homem é egoista por natureza? concordo com ele.