terça-feira, abril 04, 2006
Algum tempo atrás postei o discurso de Wafa Sultan, a mulher árabe que criticou duramente (para dizer o mínimo) o islamismo em um programa de tv da rede Al Jazeera, bem na fuça de um mullah. E também certamente para algumas centenas de milhares de fanáticos que não hesitariam em lhe arrancar a cabeça a golpe de cimitarra. A Nísia mandou essa reportagem feita pela revista Época, que fala um pouco da vida dessa temerária senhora de meia idade que tem mais culhões que a maioria dos homens de estado europeus. Segue o texto.
A culpa é da religião?
Em 1979, Wafa Sultan era uma estudante de Medicina da Universidade de Aleppo, na Síria. Filha de um comerciante bem-sucedido e muçulmano devoto, Wafa seguia com devoção e sem problemas os mandamentos da religião de sua família. Eram anos turbulentos, porém. Naquela época, os Irmãos Muçulmanos, um grupo radical islâmico fundado no Egito na década de 1920, lutavam violentamente contra a ditadura de Hafez Assad, pai do atual presidente sírio, Bashir Assad. Muitos estudantes eram simpatizantes ou membros do grupo. Um dia, um punhado deles invadiu uma aula da faculdade de Medicina e matou o professor a tiros gritando ‘Alla u akhbar’ (Deus é grande).
Wafa assistiu ao crime. A cena brutal mudou sua vida. Wafa decidiu que era hora de procurar novos rumos. O islã já não fazia sentido. ‘Naquele momento eu perdi a confiança no deus deles e comecei a pôr em dúvida todos os ensinamentos.’ Dez anos depois, casada e mãe de duas crianças, conseguiu realizar seu sonho e mudou-se para os Estados Unidos. Teve mais uma criança, revalidou seu diploma de Medicina e pretendia apenas continuar tocando a vida na Califórnia. Mas algo de seu passado continuava incomodando. Wafa passou a escrever suas opiniões acerca da religião em que cresceu e o impacto dela nos países árabes e do mundo. No começo era algo estritamente privado. Apenas seu marido, que nos EUA adotou o nome de David, e alguns amigos imigrantes liam. Depois, Wafa decidiu escrever para um site crítico ao islã mantido por um imigrante sírio em Phoenix, Arizona.
Foi o começo de sua transformação em uma nova personagem. O ensaio sobre os Irmãos Muçulmanos publicado no Annaqed, palavra árabe que significa crítico e dá nome ao site, chamou a atenção. Num típico efeito do mundo online e globalizado em que vivemos, seu escrito foi lido também no mundo árabe. Wafa foi convidada para discutir suas idéias ao vivo na Al Jazeera, a rede de TV paga do Catar exclusivamente de notícias que se transformou na mais vista rede de TV do mundo árabe. Sua primeira aparição foi em julho de 2005. Debateu suas idéias polêmicas com um militante radical islâmico da Argélia.
No mês passado Wafa voltou à Al Jazeera. O resultado foi arrasador e ela virou celebridade, odiada ou amada nos países islâmicos. Aos 47 anos, a mãe de família do interior da Califórnia se tornou a mais ácida e radical crítica do islã. Wafa se junta a um crescente e barulhento coro de mulheres que criticam o islã. Ela é diferente de suas predecessoras, no entanto. Não está preocupada especificamente com a questão das mulheres no islã ou das minorias sexuais. Nem acusa os terroristas de terem seqüestrado sua religião. Para Wafa, o islã em si é o problema.
‘O que nós estamos vendo não é um choque entre religiões ou de civilizações’, disse Wafa no horário nobre dos países árabes que a Al Jazeera cobre. ‘É o choque entre a civilização e o atraso, entre a barbárie e a razão. É um choque entre liberdade e opressão, entre democracia e opressão. É o embate entre os direitos humanos e os que violam os direitos humanos.’ O entrevistador da Al Jazeera quis pôr fogo na discussão e perguntou: ‘Pelo que estou entendendo por suas palavras, o que está acontecendo no mundo hoje é um choque entre a cultura do Ocidente e a ignorância e o atraso dos muçulmanos?’. ‘É exatamente o que estou querendo dizer’, respondeu Wafa.
A idéia básica que Wafa defende é a de que o islã é, desde Maomé, uma religião que prega a violência contra os não-muçulmanos. Para ela, não são os terroristas que distorcem o islã, mas o islã que distorce as mentes de seus seguidores a ponto de alguns deles se tornarem terroristas. ‘Em nossos países, a religião é a única fonte de educação e é a única fonte de onde um terrorista bebeu até matar sua sede. Ele não nasceu terrorista e não se tornou terrorista da noite para o dia. Os ensinamentos islâmicos desempenharam um papel tecendo sua ideologia. Foram esses ensinamentos que mataram sua humanidade’, disse Wafa em sua primeira aparição na Al Jazeera.
Para cúmulo da provocação no mundo árabe que explora ideologicamente o conflito entre Israel e palestinos, Wafa Sultan citou os judeus como exemplo a ser imitado pelos muçulmanos. ‘Eles vieram da tragédia do Holocausto e forçaram o mundo a respeitá-los com seu saber, não com o terror, com seu trabalho, não com choro e gritos. A humanidade deve a maioria de suas descobertas e ciência dos séculos XIX e XX a cientistas judeus. Não vimos nenhum judeu se explodir dentro de um restaurante alemão. Nunca vimos um judeu destruir uma igreja. Nunca vimos um judeu protestar matando gente.’
A fala de Wafa impressionou líderes judeus americanos, que querem que ela fale para platéias judaicas dentro e fora dos EUA. Mas o impacto real do que Wafa disse se dá mesmo nos países árabes. Em sua terra natal, a Síria, ela tem sido tema de pregação furiosa de xeques em mesquitas. A grande diferença entre Wafa e outras emigradas de países islâmicos que criticam o islã é que ela fala para os próprios árabes. Gente como a jornalista, escritora e militante homossexual Irshad Manji, que vive no Canadá, ou Ayaan Hirsi Ali, a somaliana que se tornou deputada na Holanda e milita contra a circuncisão feminina em países muçulmanos da África, fica longe da opinião pública árabe. Suas críticas causam furor nas comunidades de muçulmanos emigradas para a Europa e os EUA, mas não chegam à imprensa dos países muçulmanos.
Wafa se beneficiou da existência da Al Jazeera. Embora tenha incorrido na ira dos EUA por ser o canal através do qual as mensagens gravadas do arquiterrorista Osama Bin Laden chegam ao mundo, a Al Jazeera representa o que há de mais livre em mídia no mundo árabe. Usando a tecnologia, a rede baseada no Catar conseguiu driblar o controle governamental sobre a imprensa que é a norma nos países árabes. Ouvir uma mulher atacando o islã em um debate com um militante islâmico argelino, como foi o caso de Wafa em julho de 2005, ou com um xeque egípcio, como ocorreu no mês passado, rompe o padrão no mundo árabe. Wafa deu voz em público a uma discussão que, comentam observadores, as pessoas nos países árabes mal têm coragem de travar em casa.
A reação violenta não demorou. A secretária eletrônica de Wafa e sua caixa de entrada de e-mail acumulam ameaças de morte. Em entrevista ao jornal New York Times, que publicou seu perfil na primeira página, Wafa diz ter medo por sua mãe, que continua vivendo na Síria. Tem receio também do que pode ocorrer com sua família nos EUA, onde pode ser alvo de algum radical muçulmano expatriado. Mas não parece muito assustada. O projeto a que se dedica atualmente é a publicação de um livro em que tenta acertar de vez suas contas com a religião da qual já foi uma devota praticante.
O título, ainda não definitivo, da obra é A Prisioneira Foragida: Quando Deus É um Monstro’. Wafa explica: ‘Cheguei a um ponto em que não há mais volta. Não tenho escolha. Estou questionando cada ensinamento do Corão’.
Wafa encara sua nova personagem com muita seriedade. E se vê imbuída de uma missão civilizadora. ‘O conhecimento me libertou do pensamento atrasado. Alguém tem de ajudar a libertar o povo muçulmano dessas crenças erradas.’
Há mulheres combatendo em outras frentes. Para Yenni Wahid, uma indonésia que milita na política partidária de seu país, ‘um islã democrático, pluralista, multicultural e tolerante’ é não só possível, como a melhor solução para os países muçulmanos. ‘Um islã universal que deseja a justiça e a prosperidade para todos.’
Wafa não acredita mais nessa hipótese. No debate de fevereiro na Al Jazeera, definiu a linha de sua crença. Ao dizer que não era nem muçulmana, nem cristã, nem judia, ouviu de seu interlocutor, o xeque egípcio Ibrahim Al Khouli, que era uma herege. ‘Não preciso responder a suas perguntas porque a senhora blasfemou contra o islã, blasfemou contra o Corão e blasfemou contra o Profeta’, disse Al Khouli. Wafa respondeu dizendo ser uma pessoa secular que não acredita mais no sobrenatural. Disse também que as crenças das pessoas são assunto particular delas e devem ser deixadas assim. ‘Irmão, você pode acreditar até em pedras, contanto que não as atire em mim.’
[Artigo publicado na revista Época, edição de 20/03/06, nº 409.
segunda-feira, abril 03, 2006
domingo, abril 02, 2006
“Acho que não é vandalismo! É uma expressão da indignação do povo e da exploração dos agricultores pelas multinacionais”.
Vereador Vlademir Brixner (PT- Arroio do Tigre), quando perguntado pela Zero Hora se considerava pichação um ato de vandalismo – ele foi flagrado pichando o pórtico da cidade de Santa Cruz do Sul que foi patrocinado pela Souza Cruz.
Crime? Nah! Só é crime quando praticado por meros mortais, nesse caso é “expressão da indignação”. Assim como invasão de propriedade é, na verdade, “ocupação” quando praticados pelos militantes do MST. Ou caixa dois são “recursos não contabilizados” quando praticados pela administração petista. O conceito de crime, segundo o que parece, também é alvo do relativismo esquerdista.
sábado, abril 01, 2006

Funny Thing - 2spare.com
Legal essa page que o Bruno indicou no blog dele. Destaque para "Top 87 Bad Predictions about the Future".
"It will be gone by June."
Variety, passing judgement on rock 'n roll in 1955.
"We will bury you."
Nikita Krushchev, Soviet Premier, predicting Soviet communism will win over U.S. capitalism, 1958.
"I see no good reasons why the views given in this volume should shock the religious sensibilities of anyone."
Charles Darwin, in the foreword to his book, The Origin of Species, 1869.
Muito bom!
quarta-feira, março 29, 2006

Viva la revolución!
E enquanto la guerrilla continua fazendo estragos pelo país (notadamente em propriedades de pecuária), nós ponderamos a possibilidade de oferecer à turba selvática cotas universitárias na faculdade de veterinária...
"Durante a operação foi preso o líder do MST Alberto da Silva Lima, o Tim Maia. Também foram apreendidos facões, machados e uma espingarda. Na Fazenda Peruana, além do incêndio da casa-sede, houve destruição de tratores e de um laboratório com sêmen selecionado para inseminação de matrizes bovinas. (...) Funcionários da Fazenda Peruana disseram que foram ameaçados de morte e avisados de que o MST retornaria à propriedade ainda nesta semana para ocupá-la definitivamente. O fazendeiro Benedito Mutran reforçou a segurança, temendo novos atos de vandalismo. "O prejuízo aqui já passa de R$ 3 milhões. Foi uma barbaridade o que fizeram", disse."
E ainda há os que defendem essa organização paramilitar! Talvez isso mude se algum dia tiverem seus bens, seu trabalho de anos, ou mesmo sua segurança em risco por conta da ação fora-da-lei desses vândalos, que conhecem tanto de agricultura quanto eu de arte.
Foto: ferramenta para labuta ou arma para guerrilha? O policial degolado em POA em 1990 deixa margem para dúvidas.
terça-feira, março 28, 2006

La danza de los mensaleros!
Eu nem ia comentar nada sobre essa palhaçada, mas lendo o que a adiposa senhora comentou sobre sua atitude, não agüentei. Não bastasse ter tripudiado sobre a nação, agora se fez vítima!
“Ela disse, no seu pronunciamento, que está ocorrendo um linchamento e um massacre contra ela, coordenados pela mídia, e que há uma intolerância ligada a preconceito por ela ser gorda, não tingir os cabelos e ser do PT“.
Era só o que faltava! Todas as críticas que ela vem sofrendo devem-se a uma suposta intolerância e preconceito de nossa parte para com sua (realmente detestável) aparência?! Ah! Me cai o cu da bunda!
Criticou também o tal “pensamento único” que, segundo ela, prega que todos os envolvidos devem ser cassados, e que se isso não acontecer então é pizza. Claro, se o envolvido for do partido dela, não tem que ser cassado mesmo...
Durante seu pronunciamento foi apoiada pelo mesmo colega corrupto que foi liberado da cassação e que motivou aquela demonstração de total falta de caráter.
Enquanto todo o governo afunda e o Partido racha, o cacique segue firme e forte. Não há se negar que o Apedeuta é fodão!
segunda-feira, março 27, 2006
Uma cerva pra quem encontrar essa cena na versão nacional do filme. Vai ser repetido sábado dia 15/04 no Telecine Cult às 19:55 e domingo dia 20/04 no Telecine Pipoca às 05:25 (dublado). Essa cena é apenas uma das que foram cortadas, a principal é ele retirando o pôster do meio do lixo (oh, vil sacrilégio!). Vou tentar baixar uma versão estrangeira e editar todo trecho censurado.
Hoje vai passar um filme na TV que eu já vi no cinema
Êpa!? Mutilaram o filme, cortaram uma cena
E só porque aparecia uma coisa que todo mundo conhece
E se não conhece ainda vai conhecer
E não tem nada de mais
Ultraje a Rigor, "Sexo"
domingo, março 26, 2006

Teste do Politicamente Correto
Um teste cretino para medir o quão (in)correto você é! Eu tirei zero nessa merda, então acho que ele até funciona mais ou menos...
sexta-feira, março 24, 2006
quinta-feira, março 23, 2006

O conceito de democracia atualmente é bastante flexível - existem democracias para todos os gostos. Democracia chinesa, democracia cubana, democracia iraniana e por aí a fora. Alguns prometem uma democracia iraquiana dentro em pouco, que glória! Mas dentre todos os modelos democráticos hoje existentes o mais duramente criticado, alvo de todos os ódios é a famigerada -e falsa- democracia liberal. Seria uma ironia?
Enfim, dando uma navegada pela rede, eis que me deparo com essa interessante notícia de um sujeito afegão que, para sua desgraça, resolveu ver a Luz e a Verdade no livro errado, segundo a justiça democrática de seu país. Abdul Rahman, de 41 anos, pode agora ser condenado à morte por ter abandonado a fé islâmica e abraçado o cristianismo, crime máximo segundo a tal shari’a, lei muçulmana que inspirou a Constituição democrática afegã. “Não estamos contra nenhuma religião no mundo. Mas no Afeganistão, este tipo de coisa é contra a lei” esclareceu o juiz Ansarullah Mawlavezada para alívio geral. Imagina se estivessem!
Onde diabos estão as ONGs de direitos humanos, que na Europa berram aos quatro ventos quando uma estudante muçulmana é proibida de entrar em uma escola vestida feito um urubu dos pés a cabeça, para defender a vida de um infeliz que rejeitou o islamismo? Ah, claro, o multiculturalismo, a liberdade religiosa e todas essas bandeiras politicamente corretas só valem quando diz respeito aos direitos islâmicos em terra estrangeira. Cristãos, judeus, hindus, hare krishnas, ateus e a mãe do badanha podem, e vão continuar sendo perseguidos em países teocráticos islâmicos sem que ninguém ache isso ruim.
O que seria desses países sem a bendita democracia?!
Na foto o juiz mostra a evidência do crime: a Bíblia.
Mais sobre em
http://www11.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/mar/20/315.htm
http://www.voanews.com/english/2006-03-18-voa7.cfm
http://www.metimes.com/articles/normal.php?StoryID=20060319-072838-8361r
http://michellemalkin.com/archives/004796.htm
terça-feira, março 21, 2006

“Adeus, Lênin!” - censura ideológica?
Bueno, esse é um filme de que gosto bastante. É muito emblemático. Tão emblemático que fez com que uma cena, curta e discreta, fosse cortada no Brasil.
O Janer chamou a atenção, depois de assistir novamente ao filme no Telecine Cult, que uma cena que havia lhe chamado a atenção estava faltando: quando o protagonista sai a procurar nos lixões de Berlim por bugigangas da falecida república soviética para decorar o quarto de sua mãe, militante do Partido e que recém despertara de um coma, encontra um pôster velho e surrado do líder idolatrado “che” Guevara e o leva para o quarto. Tal cena foi deliberadamente retirada da versão brasileira, mesmo dos DVDs. Não caracterizando extrema violência nem putaria, me faz imaginar que foi motivação político-ideológica o que fez com que essa cena, inofensiva e até meio boba, fosse sacada fora. Afinal, o ícone maior do comunismo latino-americano, herói de la revolución, jogado no meio da merda como cousa descartável é um desrespeito para com os militantes da verdadeira causa da humanidade. Hasta la victoria siempre!
sábado, março 18, 2006

PSOL – Uma curiosidade
Desconcertante saber que um dos mais badalados partidos da esquerda nacional, o PSOL, que colocará Heloísa Helena na disputa presidencial, tem como fundador, além da própria candidata, um sujeito como Achille Lollo, que também é um dos principais ideólogos da sigla.
Mas quem diabos é Achille Lollo?
“Achille Lollo é italiano. Em 1973, seu país vivia os Anos de Chumbo e ele militava no Partido Operário. Num episódio que chocou a Itália, Lollo e dois companheiros de partido jogaram 5 litros de gasolina por baixo das entradas do pequeno apartamento onde Mario Mattei, sua mulher e seus seis filhos moravam na rua Bibbiena, no bairro operário de Primavalle em Roma. E atearam fogo. Mattei trabalhava como gari e era secretario da seção do MSI (Movimento Social Italiano, de direita) no bairro. O casal conseguiu escapar, junto com quatro filhos. Mas Virgilio, de oito anos, não conseguiu sair de seu quarto. Seu irmão Stefano, 14 anos mais velho, tentou salvá-lo. Ambos morreram queimados”.

Achille Lollo foi julgado e condenado a 18 anos de prisão pelo crime. Mas fugiu. Anos depois reapareceu em solo tupiniquim e, desde então, a Itália pede por sua extradição – sempre negada. Em 2004 Achille ajudou dona Heloísa a fundar o partido PSOL, do qual conheço alguns simpatizantes. Pergunto-me o seguinte: será do conhecimento desses militantes o passado podre de um dos mentores do partido adotado? Torço para que não.
Quando perguntada sobre o que achava desse passado de Achille Lollo, Heloísa Helena, muito convenientemente, silenciou. Também pudera.
Esse post foi baseado no artigo de Gabriel Castro
Mais sobre em
http://redazione.romaone.it/4Daction/Web_RubricaNuova?ID=63379&doc=si em italiano
http://www.azionegiovani.org/modules.php?name=News&file=article&sid=35 em italiano
http://www.lisistrata.com/2005politicainterna/002vergognalatitanti.htm em italiano
http://www.italiamiga.com.br/noticias/artigos/quello_spaventoso_rogo_di_30_ann.htm em português
sexta-feira, março 17, 2006
quarta-feira, março 15, 2006
segunda-feira, março 13, 2006

O relativismo do discurso relativista
Quando o inteligente Einstein proferiu (proferiu?) a inteligente frase “tudo é relativo”, decerto não imaginou que algum dia pessoas levariam a cabo sua máxima científica aplicando-a em teorizações político-sociais. Entender o discurso relativista, basilar no pensamento esquerdista nacional e mundial, é de fundamental importância, pois é com base no princípio de que nada é absoluto que se justificam as ações que em uma situação de normalidade seriam no mínimo questionáveis. Segue alguns exemplos de distorções lógicas que todos já ouviram pelo menos uma vez proferidas por um militante.
Não existe bandido, existe vítima da sociedade excludente.
Essa é bastante comum. Aqui é feita uma clara subversão da realidade: o criminoso é transformado em vítima, e sua vítima, bom, pela lógica é transformada em algoz. A mais evidente conseqüência nessa subversão é a de que, como vítima, o ex-bandido adquiriu legitimidade para reagir contra quem seria o verdadeiro criminoso: a sociedade – ou, na prática, um cidadão aleatório. Logo, quando ele pratica um crime está apenas exercendo seu direito de reação. Isso torna o latrocínio bastante ameno, não é mesmo? Não espanta saber que quando um bandido é pego e mandado para algum presídio, logo recebe o apoio de ONGs preocupadas com seu bem estar, e que nenhuma dessas entidades se preocupa com suas vítimas ou a família de suas vítimas.
Democracias liberais, em verdade, são ditaduras de mercado, e ditaduras socialistas de fato são democracias sociais.
Esta aqui está na boca de todo bom militante do PSTU. É uma forma bastante eficaz de fazer com que uma ditadura ideológica como a que existiu na ex-URSS, ou existe atualmente em Cuba ou na Coréia, seja benquista. Segundo reza esta tese, apesar da supressão de direitos individuais desprezíveis como liberdade de pensamento e expressão, direito de ir e vir, direito de manifestação religiosa, e liberdades democráticas ignóbeis como eleições para escolha de líderes, empreendimentos lucrativos, etc., as ditaduras de orientação marxista são democráticas porque, em tese, oferecem à população acesso à educação, saúde e segurança, enquanto que em sociedades democráticas liberais tais coisas inexistem ou são totalmente ineficientes - vivem sob os auspícios de um sórdido mercado interesseiro. Bueno, nesse tópico vou me abster de fazer um ponto-a-ponto a fim de demonstrar ser um Estado totalitário antidemocrático, vou apenas usar um exemplo prático. Um comunista cubano tem liberdade de defender o marxismo no Brasil, um brasileiro jamais poderá defender a democracia em Cuba. É um paralelo interessante, pode ser empregado com sucesso com relação a teocracias islâmicas: um iraniano tem liberdade religiosa para adorar Alá em solo tupiniquim, mas um brasileiro corre sério risco de perder a cabeça em adorar Deus no Irã. Coincidência?
Não existe invasão de terras, existe ocupação, ou melhor, reocupação de terras que foram invadidas pelo grande capital.
Esta é atual, já vi gente argumentando nesse sentido. A grande sacada aqui é o eufemismo “ocupação” para uma invasão de propriedade, às vezes de forma violenta. Parte da premissa de que a legitimidade para ocupar a terra cabe apenas aos campesinos pobres, condenando o uso de terra para quaisquer outros fins que não de subsistência. Assim, mesmo que uma empresa, ou indivíduo tenham a posse e propriedade legal da terra, e que esta seja produtiva, estão sujeitos a ter seus direitos violados. É um bom exemplo do discurso relativista: os invasores aqui são os legais possuidores e proprietários, enquanto que a massa que invade a terra está apenas fazendo valer seu legítimo, e quase divino, direito à propriedade alheia.
Os três exemplos anteriores são mais recorrentes atualmente pelas esquerdas nacionais. Internacionalmente o terrorismo islâmico conquista espaço entre os comunistas radicais, que justificam tais atos de barbárie ao defender a tese de que os verdadeiros terroristas são as culturas ocidentais e sua política externa intervencionista. De súbito, se explodir junto a pessoas inocentes em pontos de ônibus passou a ser coisa não apenas legítima, mas até gloriosa: o terrorista é um mártir na luta contra o imperialismo liberal estadunidense e ocidental. Levando esse discurso relativista a um extremo podemos citar os simpatizantes do Nacional Socialismo, que usam em suas teses revisionistas a mesma distorção lógica que as esquerdas para justificar o Holocausto. Seria, afinal, o Holocausto relativo?
Em teoria qualquer coisa, como disse Einstein (se é que disse), pode ser alvo do relativismo. A verdadeira questão é saber se tudo deve ser relativizado, pois afinal, se tudo é relativo então tudo é permitido.
sábado, março 11, 2006

MST WATCH - O novo discurso
Até pouco tempo o discurso do MST era desapropriar terra improdutiva para reforma agrária, idéia vendida como a salvação da pátria, e isso justificava, pelo menos pra eles, a invasão de terras com uso de violência se necessário. Maquiavelismo? De qualquer forma ela, a reforma, está sendo feita.
Curioso é que mesmo naquela época a invasão de terras produtivas era um fato, mesmo que sempre veementemente negado pelo grupelho protoguerrilheiro e seus defensores. Tempos atrás cheguei discutir com um amigo que fazia uma defesa apaixonada do grupo, e dizia que nunca, jamais o MST invadiria terra produtiva. Parece que as coisas mudaram um pouco de lá pra cá.
Segundo as ações e as declarações de líderes do movimento, não apenas terras produtivas serão atacadas, mas monoculturas também! Qualquer coisa que não seja essencialmente produção de subsistência é potencial alvo da turba bárbara que assola o interior totalmente impune. O Rio Grande do Sul é um dos principais produtores de grãos do país e, segundo o que parece, provavelmente um dos principais alvos da guerrilha marxista.
Tempos difíceis despontam no horizonte...
"Não aceitamos que uma monocultura que não sustenta o povo, não dá alimento, possa ser considerada produtiva"
Valmir Assunção, da direção estadual do MST na Bahia
“A questão não é se as propriedades são produtivas ou não.”
Plácido Júnior, coordenador da Comissão Pastoral da Terra
“Queremos que a terra cumpra sua função social. Somos contra qualquer tipo de monocultura"
João Paulo Rodrigues, diretor nacional do MST
“Não está na pauta se esta propriedade é produtiva”
Líder do MST sobre a invasão da fazendo Coqueiros do Sul.
“Alguém já comeu eucalipto, alguém já comeu papel?”
Adivinhem quem..? o velho Stedile, claro.. Não me impressiona o fato do ilustre senhor não reconhecer a importância do papel, não mesmo! Acredito que ele faz apenas aquele uso eventual do papel ao qual todos nós, em algum momento do dia, somos obrigados a fazer.
Pretendia escrever mais sobre o ocorrido, mas a Raquel Recuero publicou um ótimo texto em seu blog.
quinta-feira, março 09, 2006

Freakonomics – ou como conseguir ser odiado
Que dizer deste livro? Se agradar a gregos e troianos é quase impossível, desagradar a ambos só os mestres. Steve Levitt e Stephen Dubner conseguem a difícil façanha de enfurecer tanto liberais quanto conservadores, direitistas e esquerdistas. Levitt é a mente por detrás da obra, o economista, e Dubner transforma idéias complexas em palavras inteligíveis, o escritor. É uma bordoada politicamente incorreta, desprovida de moralismos e emotivismos, recheada de dados estatísticos que apontam para fatos que a maioria de nós, mesmo inconscientemente, prefere não ver. Também não é feito juízo de valor, e os autores se abstém de assumir uma posição nos tópicos abordados. Aborto, racismo, criminalidade, educação e outros temas cristalizados pelo senso comum são encarados através da fria realidade dos números.
Se o amigo normalmente discorda e se enerva com o que lê por aqui, nessas plagas toscas, talvez a leitura da dita obra não seja recomendável...
O livro foi duramente criticado, os autores foram duramente criticados, mas a obra é um best-seller absoluto.É como aquele padre meio safado que não consegue não olhar para as pernas de suas fiéis, mas condena ao fogo do inferno os que se perdem nas curvas do carnal.
quarta-feira, março 08, 2006

Mulheres de fibra
O fio condutor do discurso é o “incidente dos cartoons”, mas a verdadeira questão de que trata é quase filosófica: devemos tolerar a intolerância? Leiam e tirem suas próprias conclusões. Tradução de Janer Cristaldo.
O DIREITO DE OFENDER
Ayaan Hirsi Ali
Estou aqui para defender o direito de ofender. Tenho a convicção que esta empresa vulnerável que se chama democracia não pode existir sem livre expressão, em particular nas mídias. Os jornalistas não devem renunciar à obrigação de falar livremente, da qual são privados os homens de outros continentes.
Minha opinião é que o Jyllands Posten teve razão ao publicar as caricaturas de Maomé e que outros jornais na Europa fizeram bem em republicá-las.
Permita-me retomar o histórico desta affaire. O autor de um livro infantil sobre o profeta Maomé não conseguia encontrar ilustrador. Ele declarou que os desenhistas se censuravam por medo de sofrer violências da parte dos muçulmanos, para os quais é proibido a qualquer um, onde quer que seja, representar o Profeta. O Jyllands Posten decidiu investigar a esse respeito, estimando - a justo título - que uma tal autocensura era portadora de graves conseqüências para a democracia. Era seu dever de jornalistas solicitar e publicar os desenhos do profeta Maomé.
Vergonha aos jornalistas e às cadeias de televisão que não tiveram a coragem de mostrar a seu público o que estava em causa na affaire das caricaturas! Estes intelectuais que vivem graças à liberdade de expressão, mas aceitam a censura, escondem sua mediocridade de espírito sob termos grandiloqüentes como responsabilidade ou sensibilidade.
Vergonha a estes homens políticos que declararam que ter publicado e republicado aqueles desenhos era "inútil", era um "mal", era "uma falta de respeito" ou "sensibilidade"! Minha opinião é que o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, agiu bem quando se recusou a encontrar os representantes de regimes tirânicos que exigiam dele que limitasse os poderes da imprensa. Hoje, nos deveríamos apoiá-lo moral e materialmente. Eu gostaria que meu primeiro-ministro tivesse tanto peito quanto Rasmussen.
Vergonha a estas empresas européias do Oriente Médio que puseram cartazes dizendo Nós não somos dinamarqueses, Aqui não vendemos produtos dinamarqueses! É covardia. Os chocolates Nestlé não terão o mesmo gosto depois disso, vocês não acham? Os Estados membros da União Européia deveriam indenizar as sociedades dinamarquesas pelas perdas sofridas pelo boicote.
A liberdade se paga caro. Pode-se muito bem despender alguns milhões de euros para defendê-la. Se nossos governos não vêm em ajuda a nossos amigos escandinavos, eu espero então que os cidadãos organizem coletas de doações em favor das empresas dinamarquesas.
Nós fomos submergidos em uma onda de opiniões nos explicando que as caricaturas eram ruins e de mau gosto. Disso resulta que estes desenhos não tinham trazido senão violência e discórdia. Muitos se perguntaram qual vantagem havia em publicá-los.
Bem, sua publicação permitiu confirmar que existe um sentimento de medo entre os escritores, cineastas, desenhistas e jornalistas que quisessem descrever, analisar ou criticar os aspectos intolerantes do Islã na Europa.
Esta publicação também revelou a presença de uma importante minoria na Europa que não compreende ou não está disposta a aceitar as regras da democracia liberal. Estas pessoas - cuja maior parte são cidadãos europeus - fizeram campanha em favor da censura, dos boicotes, da violência e de novas leis proibindo a "islamofobia".
Estes desenhos mostraram com evidência que há países que não hesitam em violar a imunidade diplomática por razões de oportunismo político. Vimos governos maléficos como o da Arábia Saudita organizar movimentos populares de boicote ao leite e iogurte dinamarqueses, enquanto esmagariam sem piedade todo movimento popular que reclamasse o direito de voto.
Estou aqui hoje para reclamar o direito de ofender nos limites da lei. Vocês talvez se perguntem: por que em Berlim? E por que eu?
Berlim é um lugar importante na história das lutas ideológicas em torno da liberdade. É a cidade onde um muro encerrava as pessoas no interior de um Estado comunista. É a cidade onde se concentrava a batalha pelos corações e mentes. Os que defendiam uma sociedade aberta mostravam os defeitos do comunismo. Mas a obra de Marx era discutida na universidade, nas rubricas de opinião dos jornais e nas escolas.Os dissidentes que tinham conseguido escapar podiam escrever, fazer filmes, desenhar, empregar toda sua criatividade para persuadir as pessoas do Oeste que o comunismo não era o paraíso na terra.
Apesar da autocensura de muitos no Ocidente, que idealizavam e defendiam o comunismo, apesar da censura brutal imposta ao Leste, esta batalha foi ganha.
Hoje, as sociedades livres estão ameaçadas pelo islamismo, que se refere a um homem chamado Muhammad Abdullah (Maomé) que viveu no século VII e é considerado como um profeta. A maioria dos muçulmanos são pessoas pacíficas, não são fanáticos. Eles têm perfeitamente o direito de serem fiéis às suas convicções. Mas, no seio do Islã, existe um movimento islâmico puro e duro que rejeita as liberdades democráticas e faz tudo para destruí-las. Estes islâmicos procuram convencer os outros muçulmanos que sua forma de viver é a melhor. Mas quando aqueles que se opõem ao islamismo denunciam os aspectos falaciosos dos ensinamentos de Maomé, eles são acusados de serem ofensivos, blasfemos, irresponsáveis - ou mesmo islamofóbos ou racistas.
Por que eu? Eu sou uma dissidente, como aqueles da parte leste desta cidade que foram para o Oeste. Eu nasci na Somália e passei minha juventude na Arábia Saudita e no Quênia. Eu fui fiel às regras editadas pelo profeta Maomé. Como os milhares de pessoas que manifestaram contra as caricaturas dinamarquesas, eu por longo tempo acreditei que Maomé era perfeito - que ele era a única fonte do bem, o único critério permitindo distinguir entre o bem e o mal. Em 1989, quando Khomeini lançou um apelo para matar Shalman Rushdie, eu pensava que ele tinha razão. Hoje, não penso mais assim.
Eu penso que o profeta Maomé errou em subordinar as mulheres aos homens.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao decretar que é preciso assassinar os homossexuais.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao dizer que é preciso matar os apóstatas.
Ele errou ao dizer que os adúlteros devem ser chicoteados e lapidados, e que os ladrões devem ter as mãos cortadas.
Ele errou ao dizer que os que morrem por Alá irão ao paraíso.
Ele errou ao pretender que uma sociedade justa possa ser construída sobre essas idéias.
O Profeta fazia e dizia boas coisas. Ele encorajava a caridade em relação aos outros. Mas eu sustento que ele também é irrespeitoso e insensível em relação àqueles que não concordavam com ele.
Eu penso que é bom fazer desenhos críticos e filmes sobre Maomé. É necessário escrever livros sobre ele. Tudo isto pela simples educação dos cidadãos.
Eu não procuro ofender os sentimentos religiosos, mas não posso me submeter à tirania. Exigir que os homens e as mulheres que não aceitam os ensinamentos do Profeta se abstenham de desenhar, não é um pedido de respeito, é um pedido de submissão.
Eu não sou a única dissidente do Islã, há muitos no Ocidente. E se eles não têm segurança pessoal, devem trabalhar com falsas identidades para se proteger da agressão. Mas ainda há muitos outros em Teerã, em Doha e Riad, em Amã e no Cairo, como em Cartum e Mogadiscio, Lahore e Cabul.
Os dissidentes do islamismo, como os do comunismo em outras épocas, não têm bombas atômicas nem nenhuma outra arma. Nós não temos o dinheiro do petróleo como os sauditas e não queimamos embaixadas nem bandeiras. Nós recusamos aderir a uma louca violência coletiva. Aliás, nós somos pouco numerosos e muito dispersos para tornar-se uma organização de qualquer coisa. Do ponto de vista eleitoral, aqui no Ocidente, não somos nada.
Nós temos apenas nossas idéias e não pedimos senão a oportunidade de expressá-las. Nossos inimigos utilizarão se necessário a violência para nos fazer calar; eles se dirão mortalmente ofendidos. Eles anunciarão por toda parte que nós somos seres mentalmente frágeis que não se deve levar a sério. Isto não é novo, os defensores do comunismo utilizaram à exaustão estes métodos.
Berlim é uma cidade marcada pelo otimismo. O comunismo fracassou, o Muro foi destruído. E mesmo se hoje as coisas parecem difíceis e confusas, estou certa que o muro virtual entre os amantes da liberdade e aqueles que sucumbem à sedução e ao conforto das idéias totalitárias, este muro também, um dia, desaparecerá.
sexta-feira, março 03, 2006
A inspiração da Marvel para seus super-heróis pode ter origem católica, segundo esse dogma da Santa Igreja do ano de nosso senhor de 1950. Dona Maria, sem usar qualquer tipo de mecanismo tecnológico como asas, motores ou hélices, alçou um vôo de glória aos céus. Segundo esse recente dogma, todo cristão católico (triste sina) que duvidar dessa façanha digna de um herói de quadrinhos, pode sofrer a danação eterna.
Definição solene do dogma
44.
"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".
45.
Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica. (...)Dado em Roma, junto de São Pedro, no ano do jubileu maior, de 1950, no dia 1° de novembro, festa de todos os santos, no ano XII do nosso pontificado.
Eu PIO, Bispo da Igreja Católica assim definindo, subscrevi.
quarta-feira, março 01, 2006

“Nem todo muçulmano é fanático, Carlos!”
Verdade, só a grande maioria. Achei hilária essa demonstração de inocência infantil em uma cidade do Paquistão, Karachi, quando cinco mil crianças entre 5 e 10 anos exigiram o enforcamento do cartunista responsável pela caricatura do profeta. Houve também a já tradicional queima de bandeiras, com a grande novidade da bandeira nacional dinamarquesa, além da americana e da israelense. Queima de bandeiras é um ritual indispensável em qualquer evento social que una comunistas e fanáticos islâmicos.. Eu não tenho respeito por essa gente selvagem. O protesto foi organizado pelo principal partido político/religoso do país, Jamaat-e-Islami, o que me leva a crer que é o que possui maior apoio da população. Na página oficial eles defendem causas humanitárias como apoio a órfãos e sem-tetos. Lindo.
Na foto um pequeno menino-bomba, orgulho de seus pais. Bom, exceto talvez pela camiseta da nike...
Mais aqui.
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Dia desses escrevi que sobre os ombros de artistas e intelectuais está o futuro do Ocidente, e que a essas pessoas não falta coragem. Mas o que essa senhora, uma psicóloga expatriada da Síria, fez na Al-jazeera, maior rede de TV árabe/islâmica, me deu arrepios. Falando na cara de um mullah, e certamente para uma multidão islâmica que não pensaria duas vezes antes de lhe arrancar a cabeça, expôs em poucas palavras a hipocrisia e o atraso das nações teocráticas e totalitárias do Oriente Médio. Seu nome é Wafa Sultan.
Outro fato que dá certa esperança é que foi concedido a essa mulher um espaço para lançar idéias heréticas sobre islamismo na maior rede de TV islâmica do mundo.

Al-Jazeera TV (Qatar) - 2/21/2006 - 00:05:28
“The clash we are witnessing around the world is not a clash of religions, or a clash of civilizations. It’s a clash between two opposites, between two eras. It’s a clash between a mentality that belongs to the Middle Ages and another mentality that belongs to the 21st century. It is a clash between Civilization and backwardness, between the civilized and the primitive, between barbarity and rationality. It’s a clash between freedom and oppression, between democracy and dictatorship. It’s the clash between human rights, on the one hand, and violation of these rights, on the other hand. It’s a clash between those who treat woman like beasts, and those who treat them like humans beings. What we see today is not a clash of civilizations. Civilizations do not clash, but complete.”
Wafa Sultan
Confira o resto aqui.
domingo, fevereiro 26, 2006

La pedagogía del paredón
"Para se condenar homens ao pelotão de fuzilamento, evidências judiciais são desnecessárias; tais procedimentos não passam de um arcaico detalhe burguês. Isto é uma Revolução! E o revolucionário precisa se tornar uma fria máquina de matar movida a puro ódio. Precisamos criar a pedagogia do Paredão!"
Ernesto "che" Guevara
sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Diabo a quatro
Impor democracia é, por definição, um contra-senso, e tentar isso em um lugar como o Iraque é atestado maior de ingenuidade. Como muitos previam, o país agora é dividido por uma guerra civil de fundo religioso, e sua situação é certamente mais instável do que antes da intervenção norte-americana. Mas, não conseguindo acreditar em ingenuidade, me resta crer na má fé; o que consola, porém, é saber que se uma guerra é vencida quando objetivos pré-determinados são atingidos, então essa guerra está fadada a ser uma dura lição: as nações islâmicas do Oriente Médio ainda têm um longo caminho antes de alcançar o que se convencionou chamar civilização, e a estrela de sheriff dos americanos anda meio enferrujada..
Bueno, enquanto xiitas, sunitas, curdos e o diabo a quatro, continuarem a se matar e se explodir do outro lado do planeta, não é da minha (nossa) conta.
http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/fev/24/70.htm
http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/fev/24/18.htm
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Aos que crêem a antiguidade clássica como período de elevado padrão moral e impecável comportamento sexual, apresento dois célebres chinelões romanos dos áureos tempos de nossa civilização: Catulo e Marcial “boca de Roma”.
Segue alguns versinhos.
Catulo, séc. I aC
XXV
Talo, ó paneleiro, mais mole que pêlo de coelho,
que medula de ganso, que lóbulo de orelha,
que a porra flácida dum velho e que uma teia de aranha;
ó tu, que és ao mesmo tempo mais rapinante que a túrbida procela,
quando a lua os putanheiros bocejantes alumia,
restitui o manto que me roubaste
e o lenço se Sétabis e os bordados da Bitínia,
que tens o hábito de ostentar, imbecil, como bens de família.
Desgruda-mos já das tuas unhas e devolve-os,
para que chicotadas queimantes te não marquem de indignidade
o brando flancozinho e as delicadas mãozinhas,
e não estues insólito como frágil barquito
por um vento raivoso em mar grosso apanhado
Marcial, o "Boca de Roma", séc. I d.C
II,62
Tu depilas o peito, as pernas e os braços,
à volta do caralho cortas o pêlo curto,
para agradar, Labieno (quem o ignora?) à tua amante.
Mas a quem queres tu agradar, Labieno, ao depilar o cu?
III,71
Dói o caralho ao teu escravo
E a ti, Névolo, o cu.
Mesmo sem ser adivinho
sei bem de que raça és tu!
VII,67
Filénis, mulher-homem, enraba putos
e, mais ardente que macho entesado,
devora por dia onze raparigas.
De saia arregaçada, joga à bola,
coberta de pó, e com braço fácil
maneja halteres pesados para maricas.
Da palestra poeirenta sai enlameada,
e submete-se às pancadas e ao óleo do massagista.
Não janta, não se reclina junto à mesa
sem antes vomitar umas boas litradas,
e outro tanto se dispõe desde logo a beber
mal engole dúzia e meia de almôndegas.
Depois de tudo isto, quando volta ao deboche,
não brocha (acto que julga pouco viril),
mas põe-se a devorar o sexo às raparigas.
Possam os deuses, Filénis, restituir-te o juízo,
tu que achas próprio de homens lamber conas!
IX, 27
Apesar, ó Cresto, de teres colhões depilados,
um caralho que parece um pescoço de abutre,
uma cabeça mais lisa que cu de prostituta,
de não teres nas pernas o mais ligeiro pêlo,
de sempre aos lábios brancos aplicares a pinça,
falas constantemente em Cúrios e Camilos,
em Quíncios, Numas e Ancos, esses heróis cabeludos
de que os livros estão cheios, e com palavras duras
lanças ameaças e investes com teatros e modas!
Mas se acaso te surge à frente algum pederasta
recém-saído das mãos do pedagogo,
cujo pênis já inchado o técnico soltou
logo o chamas e o levas, e … Quase tenho vergonha, ó Cresto,
de dizer o que faz essa língua de Catão!
Quatro bimbadas numa noite, dou tranqüilo, pode crer;
Mas nem uma em quatro anos, Telesilla, com você
Pobre Telesilla.. rsrs

Os antecedentes
A atual crise internacional em que a Dinamarca se encontra, devido a um intrépido artista interiorano, não é exatamente uma novidade para os europeus. Em 2004 outro artista, Theo Van Gogh, um cineasta holandês, também foi vítima do fanatismo islâmico. Seu crime: produzir um filme que, assim como as caricaturas do dinamarquês, foi considerado “ofensivo” pelo mundo medieval muçulmano. Foi baleado após receber um fatwa de morte. Voltando mais no tempo, um escritor indiano radicado na Inglaterra chamado Salman Rushdie, após lançar seu livro “Versos Satânicos” em 1988, foi laureado com um fatwa fatal (até rimou) pelo próprio todo-poderoso aiatolá Khomeini, mas sobreviveu e vive hoje em NY, sob proteção. Infelizmente algumas pessoas envolvidas com o livro sofreram atentados, principalmente tradutores (as palavras de Khomeini foram “I inform the proud Muslim people of the world that the author of the Satanic Verses book, which is against Islam, the Prophet and the Qur'an, and all those involved in its publication who are aware of its content are sentenced to death"). Afora esses citados, Oriana Fallaci, escritora italiana, também vêm há algum tempo sofrendo ameaças e se mudou para os EUA.
Mas hoje, quem corre maior risco é a deputada holandesa Ayaan Hirsi Ali, uma somali convertida do Islã que participou do curta Submission, o mesmo que levou Theo Van Gogh à morte. Ela também possui um fatwa sobre si, e esse veio da forma mais pavorosa: quando Van Gogh foi morto cravaram em seu peito, com uma faca, um decreto religioso de cinco páginas condenando a líder feminista à morte. Que fez ela então? Fez o que pessoas corajosas, íntegras e meio insensatas fariam: Prometeu uma continuação do curta-metragem, lógico! Respeitem essa mulher, ela merece.
O mais curioso é notar que o principal alvo do fanatismo islâmico não são militares, políticos ou qualquer um que empunhe uma arma contra sua fé, e sim artistas e intelectuais, pessoas que empunham pincéis, canetas ou filmadoras. Nessas pessoas sobrevive o espírito livre do Ocidente, e se a elas falta o porte marcial de um cavaleiro armadurado como Charles Martel, nos campos de Poitiers, ou a liderança carismática de um Winston Churchill, certamente não lhes falta o brio e a coragem dos que tombaram nas Termópilas.
“In the future days, which we seek to make secure, we look forward to a world founded upon four essential human freedoms. The first is freedom of speech and expression. The second is freedom of every person to worship God in his own way. The third is freedom from want…. The fourth is freedom from fear”.
Franklin Roosevelt, 1941
Quem quiser ver o curta Submission.

Um nabo com espírito de luta
Segue na íntegra a reportagem sobre esse heróico leguminoso.
Nabo gigante entre a vida e a morte comove Japão
Sexta, 3 de fevereiro de 2006
Dúvidas a respeito do estado de saúde de um nabo gigante estão causando comoção no Japão e ganhando espaço nobre nos noticiários do país. O espécime do tipo daikon, um ingrediente muito utilizado na cozinha japonesa, foi levado à unidade de terapia intensiva de um centro de pesquisas agrícolas depois que um sujeito cortou um pedaço da parte superior do vegetal.
O 'supernabo' conquistou a admiração do público quando começou a crescer numa calçada da cidade de Aoi, no ano passado. Mas ele foi atacado também no ano passado por um desconhecido. A administração regional local vem tentando, desde então, fazer com que o rabanete cresça a partir de sua parte de cima, que foi amputada pelo autor do ataque.
Agora há uma expectativa de que seja possível extrair as sementes ou o DNA do nabo gigante. As folhas murchas do vegetal foram cuidadosamente colocadas em uma caixa frigorífica e acompanhadas por um grupo de repórteres e cinegrafistas em seu trajeto rumo a um centro de pesquisa agrícola.
Mais tarde, noticiários da TV mostraram cientistas com aventais brancos anunciando com seriedade prognósticos para as condições do vegetal.
Homenagem
Este drama incomum teve início na metade do ano passado, quando moradores de Aoi notaram que um nabo japonês tentava crescer em meio ao revestimento de uma calçada.
Impressionados pela sua perseverança, eles batizaram o vegetal de Dokonjo Daikon, ou nabo com espírito de luta. Imagine sua surpresa quando, numa manhã, viram que ele havia sido decapitado. A notícia provocou reações de comoção em várias partes do Japão e o autor da ação devolveu a parte do topo do nabo que havia cortado fora.
É desse segmento que se tenta agora reviver ao vegetal. Até um website foi criado em homenagem a Dokonjo Daikon. O público japonês costuma se emocionar com casos de animais feridos ou doentes. Mas analistas estão intrigados com a onda de afeição sentida por um mero vegetal.
http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI863131-EI1141,00.html
Valeu a dica Bruno! rsrs
Espero que consigam encontrar o maníaco que decapitou nosso valoroso e grande guerreiro!
domingo, fevereiro 19, 2006

Uma cabeça que vale ouro
“Qualquer pessoa que arranque a cabeça do chargista da Dinamarca que se atreveu a fazer uma caricatura de Maomé e a traga, será recompensado com 510 milhões de rúpias em dinheiro e o equivalente a seu peso em ouro".
Sr. Haji Yaqoob Qureshi, ministro do “Bem-estar das Minorias” da Índia
“Quem matar o chargista receberá como recompensa 1 milhão de rúpias da associação do mercado de joalheiros, 1 milhão de rúpias da mesquita Mohabat Khan e 500 mil rúpias e um carro da Jamia Ashtrafia (uma instituição educativa)".
Mohammed Yousaf Qureshi, imã paquistanês
“Aquele que encontrar e matar o cartunista que desenhou e publicou imagens do profeta no diário dinamarquês, receberá 100 kg de ouro”.
Mullah Dadullah, líder do Taliban
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
O Estado de S. Paulo
10/01/2006
O governador Geraldo Alckmin já assinou um projeto de lei, que será enviado à Assembléia, prevendo pontuação diferenciada para candidatos negros no concurso para preenchimento de cargos na Defensoria Pública. Pelo texto, quem se declarar afrodescendente terá 1 ponto a mais na segunda fase do processo de seleção."Pela primeira vez o governo faz uma política de ação afirmativa que vai impulsionar a presença de negros no serviço público", disse o secretário da Justiça, Hédio Silva Júnior.
A estupidez continua
Não bastasse a reserva de vagas, agora pessoas com mais melanina na pele, dependendo de Alckmin, ganharão pontos extras. O critério é simplesmente esse, ter a pele mais escura e um cabelo pixaim, para ser automaticamente um favorecido pela política demagoga, populista e "correta". Foi um achado para os políticos..
Volto a bater na mesma tecla de que somos, antes de tudo, brasileiros, com um passado em comum, com os mesmos costumes e os mesmos valores, com peculiaridades regionais que se tornam a cada dia menores; somos uma nação racialmente mestiça e pluricultural. Se alguém se considera racialmente puro, desafio a fazer um teste de DNA em um dos únicos laboratórios do mundo que faz esse tipo de análise para particulares: http://www.gene.com.br . O laboratório é brasileiro.
Favorecer uma parcela da população, através de um método tão superficial quanto a análise da cor da pele, ignorando toda a gênese da gente brasileira, é ato de suma ignorância e crassa burrice. É o reconhecimento de que, aos moldes dos EUA e da África do Sul, não houve mistura nesse país, e de que os euro-descendentes mantém ainda controle racial sobre a parcela negra da população. É inventar um apartheid que, de fato, a mais de século não existe.
Além do mais, se por acaso tenho algum tatataravô europeu que tenha sido um escravocrata (e creio não ter), não serei eu, descendente, que irei pagar por seus crimes (na época, aliás, nem era crime, e a escravatura era também uma instituição africana); seus pecados morreram com ele. Se alguém, “branco”, se sente responsável por crimes ancestrais, se acredita piamente ser possuidor de um “pecado original”, que ceda sua própria vaga, ou doe parte de seus bens para essa parcela da população que se acredita segregada, e expie seus próprios pecados. Eu não sinto culpa alguma. Descendo com certeza de uma raça ameríndia que sofreu genocídio racial e étnico. Todos nós gaúchos do pampa descendemos; charruas e minuanos sobrevivem apenas em nossas veias e em nossos gens. Quem me conhece sabe que carrego no peito uma marca rara entre europeus, mas muito comum entre índios e negros.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Minha última aquisição capitalista de "action figures" foi um legítimo espécime em miniatura de um agente do neo-imperialismo econômico-militar estadunidense. Se não gostou compre o seu do che-Guevara...Mas pra não dizer que minha aquisição tem motivação meramente ideológica, quem souber de algum exemplar russo do Exército Vermelho, me avise. =oP~
sábado, fevereiro 11, 2006
Quando quiser abandonar o carro no meio da rua, ligue o pisca-alerta;
Quando quiser que o semáforo abra mais rápido, buzine;
Quando quiser fechar alguém, feche;
Quando estiver angustiado, aborrecido ou de saco cheio, compartilhe sua agonia com todos a seu redor afundando a mão na buzina.
Deve funcionar pra alguma coisa.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Deu na Zero Hora. Agora o novo projeto cotista, que já foi votado na Câmara, demanda por metade das vagas em universidades federais para egressos do ensino público e para descendentes de africanos. Mas quem acredita que isso satisfez a comunidade afro se engana, o “Movimento Negro Unificado” considerou a iniciativa “tímida” - querem mais (80%, quem sabe). Ao menos o MSU (Movimento dos Sem Universidade, que tem como slogan a frase “pelo fim dos latifúndios na educação”) recebeu bem o projeto. Vale lembrar que é 50% das vagas em qualquer curso e em qualquer turno (ah, medicina nunca foi tão fácil..).
Como andam a dizer por aí, "não seja burro, seja afro-descendente".
Torço para conseguir um emprego antes que essa maldita falta de melanina me exclua em algum concurso público...
quinta-feira, fevereiro 09, 2006

"Enlouquecido com fúria irei manchar meu rifle de vermelho ao abater qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Minhas narinas se dilatam ao saborear o odor acre de pólvora e sangue. Com as mortes de meus inimigos eu preparo meu ser para a luta sagrada e me junto ao proletariado triunfante com um uivo bestial." Alah Akbar! Ou melhor.. Viva la revolucion!
Ernesto "Che" Guevara, Diário de viagem, 1951-52
quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Atendendo ao pedido de meu amigo Daniel para colocar uma caricatura de algum santo católico, lembrando muito acertadamente que os cristãos também já mataram por religião (apesar de que já se passaram alguns séculos desde então), vou colocar esse cartoon de Jesus, estranhamente feito por um cristão europeu. Devo lembrar, todavia, que por causa de cartoons nem cristãos e nem judeus mataram ou criaram algum incidente internacional, e é só entrar em sites pró-Palestina ou pró-islamismo para encontrar alguns exemplares de caricaturas anti-semitas ou charges anti-ocidentais (ou anti-EUA).
art by Alen Lauzan Falcon
terça-feira, fevereiro 07, 2006
segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Insânia islâmica
Não é de agora que venho chamando atenção para o crescimento da tensão mundial entre mulçumanos e não-muçulmanos. Desde os episódios que tiveram lugar principalmente (mas não tão somente) na França, a coisa cresceu e se espalhou de forma alarmante, principalmente no Ocidente, onde absolutamente qualquer besteira é motivo para despertar a fúria e a insânia dessa gente fanática.
Quatro embaixadas destruídas (da Noruega e da Dinamarca), boicote internacional aos produtos de origem escandinava, queima de bandeiras dinamarquesas, espancamento de cidadãos desses países, assassinato de um padre católico, perseguição aos editores de jornais que publicaram as caricaturas, manifestações em todos os países onde existem mulçumanos, alguns com morte como no Afeganistão, a invasão de um prédio da União Européia por quinze homens mascarados e armados, que gritavam palavras de ordem contra o Ocidente e a Dinamarca. Some a isso os milhares de carros, casas, igrejas e todo tipo de propriedade que foi destruída durante os distúrbios franceses por imigrantes islâmicos, e pode-se ter uma vaga idéia do que está acontecendo.
Em textos anteriores eu já havia também falado sobre o fato de que um muçulmano, a despeito das leis e costumes do país onde se encontra, deve prestar obediência tão somente à lei islâmica, a Shari´a, coisa endossada inclusive por organizações islâmicas oficiais sediadas na Europa. Talvez isso explique porque as teocracias do Oriente Médio se sintam no direito de legislar sobre as democracias do Ocidente, uma vez que tentam, por todas as vias, instituir a censura religiosa nesses países. Se a Dinamarca, ou qualquer outro país, se dobrar a vontade do Islã, e censurar o livre pensamento de seus cidadãos e castrar a liberdade de imprensa por temer a grande cimitarra árabe, as democracias populares terão se mostrado mais fracas do que as teocracias totalitárias, e o Ocidente enfrentará sua mais grave crise.
Mas garanto uma coisa: as caricaturas não são os verdadeiros motivos para a explosão de raiva islâmica, foram apenas um pretexto que encontraram para declarar guerra ao inimigo que a muito odeiam, e essa guerra vai longe. Só não vê quem não quer, e parece que muita gente não quer ver.
ALAH AKBAR!
obs: se alguns acreditaram no engodo elaborado pelos imigrantes franceses de que sua revolta era social e econômica, e não religiosa e cultural, não custa lembrar que esses problemas inexistem na Dinamarca, ou existem de forma insignificante. E que o jornaleco que publicou as caricaturas era do interior e sem expressão nacional.
domingo, fevereiro 05, 2006

Eco-cretinice
Eu nunca tive muito respeito por ambientalistas, dos que conheço a maioria adora fazer constatações alarmistas sobre aquecimento global, fim do mundo e do impacto ambiental causado pela pesca na lagoa do peixe (*piada interna*), além de recorrer àquela fábula do passarinho que faz sua parte para combater um incêndio florestal levando água no bico. O bicho morre e não faz nenhuma diferença.
Mas agora os ambientalistas levaram a coisa a um nível mais elevado de cretinice: querem arregimentar 600 milhões de pessoas pra pularem juntas no dia 20 e julho desse ano para mudar a órbita do planeta. Sim! Segundo “pesquisas científicas” (sempre..), a mudança de órbita acabaria com o aquecimento global, aumentaria as horas do dia e criaria um clima mais homogêneo.
Na página, os caras dão o “local jump time” para que qualquer pessoa em qualquer canto do planeta possa maximizar o potencial de seu pulo fazendo-o no momento certo e contribuindo para essa grande tarefa que é mudar a órbita do planeta. Emocionado por essa máxima demonstração global de solidariedade e responsabilidade ambiental, proponho um encontro no às 8 horas, 39 minutos e 13 segundos do dia 20 de julho, para darmos um grande pulo de apoio à causa da humanidade! Claro, se não for apenas uma brincadeirinha, mas não duvido que não seja..
“Let us trust in the power of the human community”
http://www.worldjumpday.org/
sábado, fevereiro 04, 2006
Sob o sugestivo título de “Fórum Social Fronteiriço”, uma horda de miseráveis oriundos do terceiro mundo prometem derrubar a cerca que divide o México dos EUA. É um clichê terrível, mas não tem como não remeter a realidade romana de 1500 anos atrás. As tribos bárbaras da época odiavam Roma tanto quanto os chicanos subdesenvolvidos de hoje odeiam a América - mas todos querem a cidadania, todos querem ser romanos.
Dizem que a validade de estudar História está no fato de que ela sempre se repete, e se isso for verdade, é bom os americanos dedicarem mais atenção aos vizinhos pobres do sul do que os romanos dedicaram aos seus do norte.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u92071.shtml
segunda-feira, janeiro 30, 2006
quarta-feira, janeiro 25, 2006
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Sobre a problemática racial expressa na política de cotas e no Estatuto (dito “da igualdade racial”), que abordei algumas vezes por aqui, o Cristaldo escreveu outro relevante artigo de uma perspectiva diferente da todas com a que eu já havia tido contato: a supressão do brasileiro por excelência, o mulato.
Segundo o tal Estatuto, seremos todos classificados conforme a melanina em nossas peles e reduzidos a dois grupos, pretos e brancos; sendo que os que possuem descendência africana E européia serão considerados pardos, e esses como afro-descendentes. Resultado: sob um ponto de vista puramente estatístico, o Brasil irá figurar entre os países racialmente divididos, ao estilo África do Sul, onde a miscigenação, de fato, nunca ocorreu. É uma forma bastante pérfida de se ocultar o fato verdadeiro e inegável de que este país, longe de ser segregacionista, é cultural e racialmente mestiço.
Segue o texto na íntegra. Os destaquers em itálico são meus.
A extinção do mulato
por Janer Cristando em 17 de janeiro de 2006
Movimentos ecologistas estão preocupados com a extinção de baleias, ursos polares, micos-leões-dourados e outras espécies. Pessoalmente, estou preocupado com outra espécie bem mais próxima e mais valiosa, os mulatos e as mulatas. Que, dependendo da inépcia de nossos legisladores, em breve será extinta. Pelo menos do ponto de vista legal. É o que propõe um monstrengo jurídico, de autoria do senador Paulo Paim, o projeto de lei n° 3.198/2000, também chamado de Estatuto da Igualdade Racial. Já foi aprovado pelo Senado e tramita em regime de prioridade na Câmara dos Deputados. De uma só tacada, Paulo Paim extermina legalmente os mulatos do território pátrio: “Para efeito deste Estatuto, consideram-se afro-brasileiros as pessoas que se classificam como tais e/ou como negros, pretos, pardos ou definição análoga”.
Demorou mas chegou até nós. Está sendo introduzida legalmente no Brasil a classificação ianque, que só consegue ver pretos e brancos em sua sociedade e nega a miscigenização. Este sórdido projeto é antigo, fruto da exportação dos conflitos raciais dos Estados Unidos para um país onde o negro sempre conviveu bem com o branco, tanto que o mulato constitui um contingente considerável da população. Mal foi eleito, o Supremo Apedeuta saiu arrotando urbi et orbi que o Brasil era a segunda nação negra do mundo, depois da Nigéria. Até mesmo uma pessoa aparentemente culta, como Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, prestou-se a corroborar o sofisma safado: “Como declarou o presidente Lula, o estreitamento das relações com a África constitui para o Brasil uma obrigação política, moral e histórica. Com 76 milhões de afrodescendentes, somos a segunda maior nação negra do mundo, atrás da Nigéria, e o governo está empenhado em refletir essa circunstância”. Ao colocar todos afrodescendentes no mesmo saco dos negros, o ministro demonstra que, nos círculos do poder, mesmo homens cultos se dobram à bajulação.
Ora, segundo o IBGE, a população negra do Brasil, em 99, era de apenas 5,4%. Com o acréscimo de 39,9% do contingente de mulatos, o Brasil estaria perto de ser definido como um país majoritariamente negro, como aliás é hoje considerado por muitos americanos e europeus. Com o projeto do senador, não teremos mais mulatos (ou pardos, no jargão do IBGE), mas apenas afro-brasileiros. O que os ativistas negros esquecem é que o mulato pode denominar-se tanto afro-brasileiro como euro-brasileiro. A tônica no afro tem intenções óbvias: aumentada artificialmente a população negra, torna-se fácil pressionar os legisladores para obter mais vantagens para os que não são brancos. Os ativistas negros no Congresso querem ganhar privilégios no tapetão da semântica.
Sensível ao apelo dos votos, Geraldo Alckmin está encaminhando à Assembléia Legislativa projeto de lei que estabelece o acréscimo de pontuação aos afrodescendentes no concurso público para a Defensoria do Estado. Após os Estados Unidos estarem abandonando a política das ações afirmativas, o governador paulista, em um gesto de mimetismo terceiro-mundista tardio, afirma: "Estamos fortalecendo nossa proposta de ações afirmativas". É um modo de dizer. O que Alckmin parece ignorar é o artigo 5° da Constituição, que reza: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Alckmin é hoje visto como uma alternativa à permanência do Supremo Apedeuta no poder. Triste alternativa, a de um político que, em sua ambição de votos, começa sua campanha rasgando de uma penada a Constituição brasileira. Se já rasga a Carta Magna enquanto candidato a candidato, podemos imaginar o que ousaria quando no poder.
Nas últimas décadas, os movimentos negros insistiram na idéia de que raça não existe, ser negro seria apenas uma questão de melanina. Quando começou a surgir no Brasil a infeliz idéia ianque de cotas, tanto para a universidade como para admissão em empregos públicos, assistimos a uma súbita reviravolta: raça agora existe e deve ser declarada. O malsinado projeto do senador gaúcho determina que, em várias circunstâncias – no Sistema Único de Saúde, nos sistemas de informação da Seguridade Social, em todos os registros administrativos direcionados aos empregadores e aos trabalhadores do setor privado e do setor público – o quesito raça/cor será obrigatoriamente introduzido e coletado, de acordo com a autoclassificação.
Se até bem pouco afirmar a existência de raças era sinônimo de racismo, a noção de raça agora passou a ser algo bom, digno e justo. Para a advogada Flavia Lima, coordenadora do Programa de Justiça da ONG Núcleo de Estudos Negros, em Florianópolis (SC), a classificação dos indivíduos segundo a raça pode ser um instrumento na luta contra o racismo. A obrigatoriedade de registro da cor seria um ponto positivo do Estatuto, já que permite investigações sobre racismo em diversas esferas da sociedade.
Ó tempora, ó mores!O que ontem era estigma, o registro da cor, passa hoje a ser virtude. Os movimentos negros, ao que tudo indica, terão de jogar ao lixo suas velhas bandeiras. Para o Supremo Apedeuta, por exemplo, até os nigerianos já são afrodescendentes.
Como observa Demétrio Magnoli, na Folha de São Paulo, “os modelos são a África do Sul do apartheid e a Ruanda dos belgas, com suas carteiras de identidade etno-raciais. A nação deixará de ser um contrato entre indivíduos para se tornar uma confederação de raças". Se aprovado na Câmara este projeto infame, os negros e mulatos terão carteirinha única, e esta jamais será a de mulato. Imagine o leitor se um deputado branco sugerisse a instituição da carteirinha de negro. Seria imediatamente comparado a Hitler, que identificou os judeus com a tecnologia Hollerith de cartões perfurados da IBM.
Como os deputados hoje estão mais preocupados em salvar a própria pele do que em discutir quesitos de raça ou cor, corremos o sério risco de que o absurdo estatuto adquira força de lei. Os políticos sentem-se tão à vontade para praticar este estupro, que já o incluem em suas promessas de campanha, como o fez Alckmin. Se a Constituição já foi violada mediante compra de votos, violação a mais violação a menos tanto faz. E assim desaparecerá, banida por lei, a prova mais incontestável do caldeamento de raças no Brasil, o mulato.
Os velhos comunistas podem ter perdido a guerra, mas não perderam os vícios. Luta de classes morta, luta racial posta.
quinta-feira, janeiro 19, 2006
segunda-feira, novembro 28, 2005
sexta-feira, novembro 25, 2005
“Quatro décadas de "revolução cultural" já prepararam a mente da nossa população e da nossa elite para julgar os crimes não pela sua gravidade intrínseca, mas pela coloração político-ideológica dos suspeitos. Um homem da direita roubar uma galinha é crime hediondo. Mas se vocês, da esquerda, protegem e enaltecem a mais vasta e cruel organização criminosa de que se tem notícia no Continente, há!, isto é coisa inocente, não tem nada de mais.” Olavo de Carvalho
O texto foi escrito em 1999 e se referia ao apoio aberto e explícito do governo petista do RS ao grupo guerrilheiro FARC, sabidamente vinculado ao narcotráfico (cunhou-se na época o termo “narcoguerrilha” para caracterizar as atividades do grupo). Coincidentemente os mesmos que sustentaram a campanha pelo “SIM”, alegando serem “da paz”.
Mas o que salta aos olhos é que o trecho citado foi retirado de um texto escrito há seis anos, muito antes de explodir os escândalos do atual governo petista, e de se tornar lugar comum eufemismos para crimes como caixa-dois, corrupção e compra de votos. Quer dizer, se caso tais crimes, que de fato o são, tivessem acontecido sob o governo de um partido que não de esquerda decerto haveria de explodir a revolução para derrubar o “fascismo neo-liberal”. Mas foram os companheiros. Então não foi tão grave.
Algumas pérolas proferidas pela filósofa e socialite Yara Baumgart, em uma entrevista da Veja:
Yara - Ando tendo muitas preocupações com o mundo.
Veja – Quais?
Yara – A maior é com a água. Se não economizarmos, vai faltar no próximo século. Também estou apreensiva com o tempo. Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos...
Veja – Como a senhora definiria a física quântica?
Yara – Não sei explicar direito, mas posso dar um exemplo. Quando vou contratar alguém, além de avaliar seu currículo, procuro sentir sua energia. Se é boa, houve um encontro dos nossos campos energéticos, entendeu?
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Ela precisa mais de aulas de física do que filosofia... =oD~~
quarta-feira, novembro 23, 2005

Em Roma, aja como romano
Desde o século XVIII a França, em especial Paris, recebe uma miríade de imigrantes. Eles vêem dos mais diferentes lugares do mundo, e não só de suas colônias como defendem alguns. Aliás, é esse amálgama cultural parisiense parte de seu charme. Judeus, latino americanos, asiáticos e africanos vivem na cidade a mais de século sem maiores problemas. Sim, preconceito existe como existe em qualquer lugar, mas nunca a ponto de causar grandes constrangimentos e não de forma institucional. Agora os defensores dos direitos humanos (só pra variar o termo “politicamente correto” rsrs) criticam e justificam a onda de violência e revolta pelo fato de a maior parte dos imigrantes viverem em subúrbios. Que grande piada!
Decerto esses senhores acreditam que Champs Elysee deveria ser também direito de todo pêlo-duro que chega ao país. Ignoram que de todos os grupos de imigrantes apenas, e coincidentemente, os mulçumanos saem as ruas quebrando e tocando o terror por todo lugar, inclusive em igrejas. Ora, se a questão é meramente econômico-social porque então os asiáticos e latinos não se juntam a horda destruidora? O pior é que o terrível governo francês, e europeu como um todo, recebe esses imigrantes e ainda garante moradia, proporciona uma qualidade de vida que dificilmente conseguiriam na Argélia ou no Marrocos e ainda é acusado de racismo e preconceito.
A expressão ”français de souche” usada para designar os franceses de linhagem antiga, autóctones, nativos, como queiram, têm provocado controvérsia e gerado uma impressão de racismo. Tal expressão tem seu equivalente no termo “gaúcho gaudério”, do sul do Rio Grande, “gringos” entre os italianos do norte do mesmo estado, “cariocas da gema” entre os nativos do Rio de Janeiro e por aí afora. Nenhum desses adjetivos é necessariamente “racista” ou “preconceituoso”, apenas ilustram orgulho de uma descendência e um sentimento de maior apego a terra. Agora até mesmo isso está sendo usado de munição contra os franceses, transformados em nazistas da noite para o dia.
Um dos maiores problemas dos imigrantes mulçumanos na Europa, como bem assinalado pela escritora Oriana Fallaci e pela senadora holandesa convertida do Islã Ayaan Hirsi Ali, é que as comunidades árabes, sempre fechadas, impedem sua prole de estudar junto aos “infiéis” colocando-a em mesquitas (transformadas em escolas) e dificultando a assimilação cultural necessária para uma boa convivência social. Nessas mesmas comunidades fechadas as autoridades do país estão virtualmente impedidas de entrar, e os imigrantes fazem desses guetos verdadeiros baluartes medievais além das linhas inimigas. Práticas consideradas criminosas no mundo ocidental (como espancamento das mulheres) são perpetradas impunemente enquanto entidades oficiais mulçumanas pregam que a Sharia deve estar acima da Constituição. Sim, é a terceira ou quarta geração de imigrantes como disse alguém, mas que importa isso se mal dominam a língua do país que os acolhe e não reconhecem as leis e os costumes locais? E reafirmo: fosse realmente um problema meramente social então teríamos uma revolução de proporções catastróficas, pois o número de imigrantes na França calcula-se em torno de 4.310.000 pessoas, e esse número cresce, literalmente, de forma exponencial. Se Thomas Malthus vivesse veria sua teoria posta à prova...
Não esqueçam, por favor, que a França acusada de racismo é a pátria mãe dos direitos humanos e mantém um Escritório de Proteção dos Refugiados e Apátridas sem paralelo no mundo. O país está pagando caro por ter aberto suas portas de forma tão escancarada, nunca tendo sido reconhecida e passando por vilã aos olhos dos que vêem tudo apenas superficialmente como mera questão econômica . Irônico.
A foto mostra o símbolo nacional da Dinamarca, a mermeid (sereia), localizada na cidade de Copenhagen vestida em uma burka mulçumana. Aconteceu ano passado. Me lembra aquela musiquinha "tá dominado, tá tudo dominado!".. rsrsrs
segunda-feira, novembro 21, 2005
E serve também como resposta aos que me consideram racista, ou pelo menos minha opinião sobre cotas raciais questionável.
Da institucionalização do racismo
Em qualquer dicionário o significado do verbo discriminar é diferenciar, separar, discernir, etc. A luta que eu achei que era travada por aqueles que tinham algum grau de ascendência africana (ou judaica, ou asiática, ou ameríndia ou qualquer outra etnia não-européia) era justamente contra essa discriminação dita racial, em favor da igualdade independente de origem étnica. Sempre achei tal luta digna do mais profundo respeito e apoio-a como a mais justa das causas.
Mas, de um certo tempo pra cá, acredito que esse caráter da luta por igualdade foi substituído por um recrudescimento de orgulho racial, que em si e em princípio, é bastante saudável: faz com que não se tenha um sentimento de vergonha injustificado e estimula o estudo das origens dessa etnia que hoje forma a brasilidade.
E a cousa toda cresceu. Cresceu a ponto de hoje ser imputado um sentimento de culpa naqueles que possuem um grau maior de euro-descendência (empregando o termo politicamente correto), como que se sobre eles pairasse um “pecado original” oriundo daqueles que fizeram uso da instituição escravocrata e do qual alguns descendem. Esse sentimento faz com que muitas pessoas, com esse pesado fardo de culpa, apóiem políticas compensatórias como o caso de cotas para negros em universidades e agora em concursos públicos, sendo que esse sempre teve como premissa a não-discriminação. Aqueles mesmos que antes pregavam a igualdade étnica, hoje são os exaltam a “raça”, e fazendo uso da popularização do pensamento “politicamente correto” discriminam os demais.
No Brasil hoje vale sim a discriminação, ela já foi institucionalizada pelo Estado e têm a benção da Nação. Mas eu me pergunto sempre sobre qual o critério para identificar um legítimo afro-descendente brasileiro. Seriam aqueles que possuem a pele mais escura? Ou seriam os que mantêm os traços? Um mulato é afro-descendente? E se ele tiver pele clara, mas ancestrais negros? Seria uma questão de pureza racial (como os nazistas tanto perseguiram), afinal alguém 100% negro, como diz a famosa estampa, no Brasil é difícil.
Não a discriminação!
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Como resposta, apenas uma mulher defendeu a tese de "discriminação positiva" (ou racismo positivo, como preferir) dizendo que é necessário tal discriminação, e usou como exemplo a situação da mulher.
Não há se comparar a situação da mulher em comparação com o homem e a situação do negro frente ao branco. Se no primeiro caso existem diferenças evidentes, tanto de ordem psicológica como fisiológica, tal coisa inexiste em sua totalidade com relação ao segundo. Outra diferença é que o que existe com relação à mulher é uma proteção trabalhista e com relação ao negro uma compensação histórica retroativa.
Combater o racismo fomentando o mesmo é a mais racista das atitudes. E tapar o sol com a peneira é usar de medidas pseudocompensatórias ao invés de batalhar na melhoria do ensino público fundamental, a verdadeira razão pela qual os negros, brancos, amarelos, vermelhos e verdes pobres não conseguem "chegar lá".
E, sob essa perspectiva, quem são os verdadeiros racistas?
domingo, novembro 20, 2005
Ouro Preto muda bandeira "racista"
Considerada racista e motivo de constrangimento para os moradores, a bandeira da cidade histórica de Ouro Preto (89 km a sul de Belo Horizonte) ganhou ontem um novo texto. A frase em latim "proetiosum tamen nigrum" (precioso ainda que negro), referência ao ouro coberto por óxido de ferro encontrado na região, foi substituída por "proetiosum aurum nigrum" (precioso ouro negro). A lei que mudou a bandeira de 1931 foi sancionada ontem pelo prefeito Ângelo Oswaldo (PMDB). Segundo ele, a alteração é uma reivindicação antiga de intelectuais, movimentos negros e até turistas de Ouro Preto.
Se deixar, esses politicamente corretos futuramente irão retirar a inscrição "négo" da bandeira da Paraíba, por se tratar de uma referência racista a "nêgo". Foi aberta a temporada de "caça às bruxas": toda e qualquer palavra, expressão ou termo que parecer suspeito a essa gente será expurgado da língua portuguesa! Assim como aconteceu com o verbo denegrir, considerado racista segundo a "cartilha do politicamente correto" do governo.
É a revolução!!!!
quinta-feira, novembro 17, 2005
Um bom exemplo pode ser coisa pequena
Um bom dia, um obrigado,
por favor, não há de que
Um bom exemplo custa pouco e vale a pena
Não tem contra-indicação
e só depende de você
Um bom exemplo é bom humor,
é mais carinho
É sorrir pro seu vizinho,
é cantar, é ser feliz
é ser do bem, amizade,
cortesia, melhorando o dia a dia,
transformando esse país
Exemplo é bom e ninguém nega
Dê bom exemplo
que essa moda pega
O povo está mal mesmo, precisa de um jingle cretino pra aprender a ter educação...
E eu me sinto um idiota quando toca essa música debilóide.
Oh, Deus! A que ponto chegamos?!
quarta-feira, novembro 16, 2005
Existe no Direito um princípio chamado princípio da irretroatividade das leis. Tal princípio reza que uma lei não pode retroagir, sua eficácia não pode estender-se a fatos pretéritos. Tal princípio pode também, com muita justeza, ser aplicado como máxima universal de justiça: o que era moralmente aceitável em dado tempo e não o é mais, não pode prejudicar retroativamente aos que praticaram quando não era reprovável. Em História isso se chama contextualizar situações, ou nunca interpretar o passado segundo valores do presente.
Se isso que foi dito soa como óbvio para quem lê, então fica difícil entender como tantas pessoas ignoram tal princípio ao condenar toda uma sociedade por coisas que seus antepassados perpetraram. Para ilustrar vale um exemplo brasileiro: paira sobre aqueles que possuem um grau maior de euro-descendência (empregando o termo politicamente correto) a culpa e a conseqüente responsabilidade pelo que seus tataravôs fizeram. Sabem do que estou falando.
Levando ao extremo esse pensamento, de responsabilidade ancestral, então nós teremos uma Itália que deve a todos os países da Europa, norte da África e Oriente Médio, pois seu império subjugou a toda essa região. A atual e miserável Mongólia deve mais: toda a Ásia, exceto o sudeste, todo Oriente Médio e toda Europa Oriental foi vítima de seu imperialismo. A etnia dos bantos, originalmente da África Central, que marchou rumo ao sul escravizando outros povos, também deve algo. Os inuits da Groenlândia (conhecidos por esquimós) devem aos escandinavos, pois esses foram exterminados até o último homem na grande ilha. A lista não termina e segundo ela todos os povos e nações do mundo devem algo a alguém. Nem nossos guaranis escapam.
A falácia dessa tese é justamente essa: imputar a nova geração a responsabilidade pelos atos de seus ancestrais. Fazer com que paguem, das mais diversas formas, pelos erros cometidos por pessoas as quais nunca nem mesmo conheceram e que viveram em uma realidade e tempo diversos.
Como bom ateu não creio na idéia cristã de “pecado original”, fundamento da tese dos que defendem a política de cotas raciais de que todos os que nascem brancos carregam consigo a culpa do pecado ancestral.
quinta-feira, novembro 10, 2005
"- Sempre recusei a nacionalidade francesa, porque a França não me reconhece como francês. Vou ser sempre árabe. Por que fico aqui? Porque tenho o direito de viver aqui." – Vândalo preso durante distúrbios da França.
Em nome do multiculturalismo, do politicamente correto e da estupidez humana, é chegada a hora de negociar a soberania nacional das nações ocidentais que dão teto as populações de imigrantes muçulmanos.
Fazer com que as populações imigrantes, ilegais ou não, respeitem os costumes e a Lei do país que as acolhe é crime. É um atentado contra os preceitos do multiculturalismo e do pensamento politicamente correto. Assim sendo, faça-se da Sharia Lei Maior na França como o é sua Constituição. Sim, porque na prática o bom muçulmano que se preze não segue a Lei dos infiéis. E já que a lei islâmica já é lei na França, vamos mais longe: que dêem territórios autônomos aos imigrantes em troca de paz.
O que passa hoje no Velho Continente é algo muito mais profundo do que uma crise social de origem meramente econômica. Não são pobres revoltando-se contra ricos. Só não vê quem não quer. Os imigrantes trazem a tiracolo todos seus valores, sua religião e visão de mundo e, como forma de preservar toda essa bagagem cultural, se fecham em guetos e fazem com que seus filhos estudem em mesquitas. O que se ensina nas mesquitas da Europa, assim como nas do Oriente Médio, não é exatamente o que se pode chamar de tolerância étnico-religiosa.
Segundo uma organização muçulmana britânica, o Parlamento Muçulmano, como já foi dito no post anterior, “um muçulmano, respeitar as leis em vigor no país que o acolhe é algo facultativo. Um muçulmano tem que respeitar a Sharia e ponto.”. Primeiro a Europa, depois quem sabe?
Assim, que pese sobre nós as palavras dessa convertida ao islamismo: “Um dia Roma será uma cidade aberta ao Islã e, de fato, já é uma cidade aberta. Porque nós, os muçulmanos, somos muitos. Milhares e milhares, muitíssimos. Mas não devem assustar-se. Isto não significa que nós queiramos conquistá-los com os exércitos, com as armas. Talvez todos os italianos acabem convertendo-se e de todas as formas os conquistaremos pacificamente. Porque a cada geração nós nos duplicamos ou mais. Por outro lado, vocês se reduzem à metade. Têm um índice de crescimento zero.”













