quinta-feira, maio 11, 2006
Ainda não sei se o objetivo da coisa toda é fazer uma mega-promoção da obra de Dan Brown ou se o mundo realmente enlouqueceu – mas o primeiro “fatwa de morte” católico (pelo menos dos últimos dois séculos) foi lançado. Agora os católicos indianos prometem US$ 25 mil pra quem trouxer o escritor “vivo ou morto”. Aliás, que pobreza! Os maometanos ao menos são mais generosos!
O vírus do fanatismo assassino está se espalhando bem rapidinho; a continuar assim logo teremos monges tibetanos se explodindo pelas esquinas do mundo (rsrs). De qualquer forma, é um belo retrocesso religioso o momento em que vivemos, liderado pela vanguarda islâmica de homens-bomba e merdas afins.
Aliás, falando em retrocesso religioso, a Igreja promulgou novos pecados (cyberpecados) para atormentar a vida de suas ovelhas. Talvez poste aqui outra hora.
terça-feira, maio 09, 2006

Pois é. Fiquei parado na frente do micro pensando no que escrever e.. e não sai nada!
Nada.. Nada exceto..
EU VOU SER UM TOSCODADDY!
=oD
Não estava nos planos (como se existisse algum)..
Foi bem antes do que poderia ser considerada uma “situação ideal” (existe alguma?)..
Mas foi concebido por duas pessoas que se amam,
que vão dar tudo de si para fazer desse(a) pimpolho(a) o mais feliz do mundo
.. nem que pra isso tenham que crescer e virar, finalmente, adultos (a parte difícil!) =õ]
Entonces, era isso. Esse blog, que nos últimos meses foi meu fiel receptáculo de todos os maus humores e indignações, arena sangrenta onde ficava a dar bordoadas a torto e a direito, agora talvez se torne um lugar um pouco mais suave, com espaços para amenidades e outras coisitas. Ou não.
Once a tosco, always a Tosco!
\m/
segunda-feira, maio 08, 2006
ATÉ LÁ, MORREU O NEVES!
“Dura lex sed lex. Finalmente o martelo da justiça abate os poderosos, estará imaginando o cidadão desavisado. Em sua inocência, este cidadão deve estar supondo que o senador, o juiz, os empresários e o jornalista estão encerrados no cárcere a que foram condenados. Acontece que estamos neste Brasil, onde o Supremo Tribunal Federal considera que criminosos devem responder a processo em liberdade, enquanto não forem esgotados os recursos a que têm direito”.
quinta-feira, maio 04, 2006

HOLY CRAP!!
"(...) presidente Luiz Inácio Lula da Silva não descartou novos investimentos brasileiros e da própria Petrobras no país vizinho".
“(...) (O Apedeuta) também afirmou que continua disposto a firmar outros acordos com a Bolívia além do gás”.
“(...) Já Evo Morales agradeceu a ”solidariedade" de Lula, Kirchner e Chávez. "Temos escutado que a Petrobras não vai investir mais. Estou seguro que os países serão solidários para ajudar a Bolívia", disse”.
Folha
Leva o maior calote da história do país (3,5 BI) e “NÃO DESCARTA NOVOS INVESTIMENTOS”???? Evil Morales tem que agradecer mesmo!
DRUGS! GIVE ME DRUGS!
terça-feira, maio 02, 2006

Provando do Próprio Veneno
Não deixa de ser interessante ver o Brasil, ou melhor, o governo anti-capitalista brasileiro ter que lidar com um governo que tem a mesma mentalidade do outro lado da fronteira, que não apenas expulsou e expropriou um empreendimento privado brasileiro (a EBX), mas que vai expulsar e expropriar do país, sem ter como pagar, o maior orgulho nacionalista do Apedeuta (e mesmo do povo): a própria Petrobras. Agora, acho eu, vamos ver um governo esquerdista discutindo direito contratual, defendendo interesses capitalistas, com um vizinho de igual pensamento, que mais adiante provavelmente vai ter de voltar atrás e rediscutir formas de reintegração comercial. Pra quem, afinal, eles pretendem vender gás?
Mais engraçado ainda é a tal ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas), liderada pelo freak show latino americano: Chaves-Fidel-Morales. URSS é o caralho! É ALBA na cabeça!
Enquanto isso, o Uruguai, muito discretamente, vai abandonando o navio... A América Latina ta naufragando.
segunda-feira, maio 01, 2006
domingo, abril 30, 2006

Financiando a Própria Desgraça
Deu na Folha: “Mobilizadas para reagir a um eventual pedido de impeachment de Luiz Inácio Lula da Silva, entidades de trabalhadores, sem-terra e estudantes receberam mais de R$ 60 milhões dos cofres públicos nos primeiros três anos de mandato do presidente. O maior volume de dinheiro foi destinado ao MST e à CUT, investigados pelo Tribunal de Contas da União por desvio de verbas federais”.
“(...) Para a comemoração do Primeiro de maio, por exemplo, a CUT recebeu da Petrobras e da Caixa R$ 800 mil. Há dois anos, para promover os 20 anos da central, essas estatais investiram, com os Correios, R$ 760 mil”.
“(...) Entre 2000 e 2002 --três últimos anos da administração Fernando Henrique Cardoso--, a Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola), a Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária) e o Iterra (Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária) receberam da administração direta pouco mais de R$ 7 milhões. Nos três primeiros anos de mandato de Lula, foram repassados quase R$ 30 milhões às entidades”.
“(...) Num reexame das prestações de contas, o ministério apurou desvio de R$ 9,9 milhões por parte da CUT. Procurada pela Folha, a assessoria do ministro Luiz Marinho disse que não há conclusão sobre a devolução do dinheiro aos cofres públicos”
“(...) A CUT também vem recebendo repasses do Ministério da Educação para programas de alfabetização”.
“(...) Entre as irregularidades apontadas na CUT, o tribunal encontrou um único trabalhador, de nome Adão de Jesus Evling Naysinger, inscrito em 25 cursos em seis cidades diferentes. A Força Sindical, igualmente condenada pelo TCU, continuou recebendo dinheiro público em volume maior do que a CUT em 2003 e 2005”.
“(...) Alvo de investigações por desvio de verbas como a CUT, as principais ONGs ligadas ao MST foram cobradas pelo TCU a devolver R$ 15 milhões aos cofres públicos. É o valor corrigido no final de 2005 das verbas supostamente desviadas pela Anca e pela Congrab. A maior parte das irregularidades foi registrada em convênios feitos no governo Lula”.
“(...) Em menos de quatro meses, a Anca já recebeu, só neste ano, R$ 2,9 milhões, segundo registros do Siafi. No mesmo período, foram repassados à UNE R$ 735 mil”.
“(...) Em 2005, a UNE recebeu num só dia (22 de julho) R$ 770 mil do Ministério da Cultura”.
A reportagem na íntegra: Folha
Agora, algumas considerações, mesmo que desnecessárias.
1- As movimentações aqui vistas são feitas com o sofrido dinheiro do contribuinte, a mula de carga desse Estado-ladrão. Exceção possível à Petrobras, que apesar de estatal é uma empresa de capital aberto, que deve satisfação a seus acionistas, mesmo que minoritários. Aliás, a existência desses acionistas minoritários é que mantém nossa gasolina cara apesar da badalada auto-suficiência...
2- O MST é um movimento que age na absoluta clandestinidade, uma vez que nem ao menos possui personalidade jurídica - o que não o impede de receber da União a bufunfa para promover sua sagrada e aberta revolução comunista. Sim, nós pagamos por todas as ações do MST durante o governo do Apedeuta. Irônico, não?
3- O dinheiro destinado à educação nesse país de ignaros é movimentado para entidades que não possuem vínculos com o ensino, como no caso da CUT e da Força Sindical, e quando lá chega, é desviado para fins escusos. E a tal da educação, como que fica?
4- Dinheiro público para bancar “comemorações” da CUT? Como assim? Agora eu pago a porra das festinhas também?
5- E, por último, desde quando a UNE é uma entidade cultural?
Neurose? Don't think so.
quinta-feira, abril 27, 2006

A Indústria do Eufemismo
“Nós fizemos uma operação de captura do embaixador americano para em seguida promover uma troca de prisioneiros. Seqüestro foi como a operação passou a ser chamada pelos jornais.”
Franklin Martins, um dos responsáveis pelo seqüestro do embaixador americano durante o regime militar em entrevista para a revista Trip. Hoje é comentarista político na Globo. Plim-plim!
quarta-feira, abril 26, 2006

Bomba Libertária
Quem espia essa bodega (se é que alguém o faz), de quando em vez cruza com textos ou referências do Janer Cristaldo. Não nego, considero o cara genial e o tenho como grande influência. Livre-pensador de velha cepa, com um currículo de encrencas reach from here to hell, não sei bem como, se tornou articulista de um dos principais redutos conservadores do país, o Mídia Sem Máscara.
Bueno, tempos atrás ele colocou uma pequena nota, uma consideração, em seu blog sobre uma estudante de direito de Marília (interior de SP) que teve sua vida íntima devassada por colegas que subtraíram e colocaram na Internet um vídeo seu fazendo um ménage à trois. A guria foi agredida por uma turba de estudantes que, muito ciosos de sua fé e moral cristã, a condenavam pela prática de algo que consideravam crime. Cristaldo então, munido de seu martelo, demoliu não a moça que praticou o suposto sacrilégio, mas o moralismo de meia pataca que motivou pessoas jovens a interromperem seus estudos para apedrejar a liberdade sexual e a individualidade. E foi isso. Na ocasião comentei com ele, a título de pilhéria, que o tema daria um “perfeito artigo pro MSM. Perfeito para iniciar uma guerra”. Ao que ele entendeu como um desafio. Dias atrás, enquanto abria a página do MSM, me deparei com o artigo pronto e publicado - o homem jogou uma bomba libertária bem no meio do maior baluarte conservador do país. Olavo de Carvalho deve estar com o cú na mão.
Ei-lo na íntegra: http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4796
"Conservatives are not necessarily stupid, but most stupid people are conservatives." John Stuart Mill
terça-feira, abril 25, 2006

Gado Humano – O Campo de Concentração de Sujiatun
Enquanto em nossa republiqueta de bananas estudantes ostentam orgulhosos a bandeira vermelha com a foice e o martelo e pregam o ideal marxista, do outro lado do mundo, sob a mesma bandeira e ideologia, as maiores atrocidades são cometidas. Ou pelo menos é o que parece.
Não vou escrever sobre o assunto, apenas indicar alguns links. É algo tão absurdo, tão surreal, que deixo por conta de quem quiser ler e pesquisar sobre o assunto. Já tive minha cota de mal estar.
“os meios de comunicação e governos internacionais ao redor do mundo devem prestar atenção a isto, tomar atitudes concretas para investigar o campo de concentração e pôr um fim a esta barbaridade e loucura. Estamos pedindo todo o apoio possível às organizações mundiais. Alguém tem que tomar consciência e investigar responsavelmente o que está ocorrendo na China. Se este é o preço que gente que pratica uma disciplina pacífica de auto-desenvolvimento, como é Falun Gong, paga por um silêncio global, isto será terrivelmente trágico para a humanidade e ficará marcado na consciência de cada um”. Erpin Zhang, Estranhamente, no Brasil, lugar com um bom número de praticantes de Falun Dafa, a imprensa nada diz. Ou diz pouco. Tempos de treva.
Mídia Sem Máscara
La gran Epoca
Falun Dafa br
Falun Dafa br
Norma Braga
http://usinfo.state.gov/dhr/Archive/2006/Apr/17-939870.html - Representantes dos EUA não encontraram evidências de um campo. Mas, bueno, China é a principal parceira comercial, então acho que cabe suspeição aqui. Uma crise internacional não é o mais desejável no momento.
Cidadania.org.br
Sandstorm - Filme sobre a perseguição religiosa sofrida sob o jugo da ditadura marxista
domingo, abril 23, 2006

South Park Way of Life
Ninguém pode negar o poder de influência das teocracias maometanas, que agora conseguem fazer valer suas verdades religiosas nos quatro cantos do mundo. A última vítima foi o desenho ultra politicamente incorreto South Park, que foi censurado ao mostrar o profeta em um recente episódio. Seguindo a máxima “ta no inferno, abraça o diabo”, deram o troco no episódio seguinte, mostrando Jesus cagando no presidente e na bandeira americana. Esse episódio não foi censurado.
Maomé é realmente grande, como diz o tradicional grito de guerra...
PS: o negão que dublava o Chef abandonou o programa por achar que estavam "abusando" da liberdade de expressão. Ele é fiel de uma religião chamada cientologia que foi massacrada pelo programa em um episódio passado. Pro inferno com a cientologia e com o Chef!
O episódio censurado no Youtube
Sobre o caso
quinta-feira, abril 20, 2006

MST WATCH – Imunidade Ideológica
Deu na Zero Hora: La guerrilla, pela enésima vez, tentou uma invasão da fazenda produtiva (de acordo com o próprio INCRA) de Coqueiros do Sul, causando mais estragos e atentando contra o ordenamento jurídico sem que as autoridades pudessem (ou não quisessem) impedir.
Como disse uma das líderes do movimento durante outra invasão da fazenda, “não está na pauta se esta propriedade é produtiva” - e nem se ela paga impostos, emprega gente e produz riqueza. Não importa. A rigor, nunca importou, pois invasões em terras produtivas é a regra desde sempre no movimento - mas tempos atrás a reforma agrária, pelo menos em tese, parecia justificar as ações violentas. O MST, aos poucos, vai deixando cair a máscara, através do discurso de seus líderes e de suas ações, e expondo a quem quiser ver o verdadeiro objetivo do movimento: a substituição do Estado democrático de Direito pelo Estado policial socialista, através da luta armada se necessário.
E a polícia? Porque não age quando um grupo armado a desafia, desafia o ordenamento jurídico? É fácil entender. Se o comandante, no exercício legal de sua profissão, dá ordem de dispersar a turba violenta, e ela não o faz (vez ou outra é o que acontece), estará impedido de o fazer pelo meio da força, sob pena de ser condenado e amargar na prisão (não há se duvidar que o judiciário é ideologicamente contaminado). Além, é claro, de transformar bandidos em mártires e fortalecer o movimento – é algo como um beco sem saída. Disso tudo resulta a absoluta impunidade do grupo protoguerrilheiro, que pode empunhar facas, facões, foices, enxadas e eventuais revólveres e espingardas contra policiais em um campo de batalha com a certeza de que nada vai lhes acontecer. Qualquer pobre cidadão que fizer o mesmo irá direto para cadeia, mas não os militantes da “Causa Verdadeira”. É a "imunidade ideológica" uma realidade em nosso país. Enquanto isso, nos centros urbanos, o policiamento é enfraquecido e a sociedade mais exposta à crescente criminalidade, já que parte do contingente policial é desviado para “combater” no interior.
E o grito de guerra? Dessa vez puxado por um grupo de crianças e adolescentes que perfaziam a linha de frente do protesto (que belo escudo, hein?) empunhando armas brancas foi “Brasil, Cuba, América Central. A luta pelo socialismo é internacional”. Não faltou nem a bandeira cubana...
Foto: ferramenta para labuta ou arma para guerrilha? O policial degolado em POA em 1990 deixa margem para dúvidas.
terça-feira, abril 18, 2006

MST WATCH - O Padre, o Sem-Terra e a Autoridade Moral
D. Balduíno manda Aracruz “calar a boca”, diz que teme“a volta da direita” e chama o MST de “força patriótica”
14h23 — O conselheiro da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Thomaz Balduíno, afirmou nesta terça que a eleição do tucano Geraldo Alckmin à Presidência representaria “a volta da direita” ao poder, o que suscitaria, segundo ele, temor entre bispos e movimentos sociais e resultaria no apoio de muitas entidades à reeleição do presidente Lula. O bispo foi além e afirmou que a Aracruz Celulose, empresa que teve um laboratório e um viveiro de mudas destruídos por integrantes do MST neste ano, deveria “calar a boca”. “A Aracruz não tem autoridade moral. Ela praticou anos de violência e secou 1,5 mil nascentes. Ela deveria calar a boca”. Dom Balduíno participou do lançamento da publicação Conflitos no Campo - Brasil 2005. Sobre denúncias contra o MST, disse suspeitar que existam “agentes infiltrados” da polícia militar produzindo esse tipo de informação. “Não é um movimento que a gente possa canonizar, mas é a grande força patriótica do país”, disse. Primeira Leitura
O que é pior: ver o mundo espiritual intervir em política secular, ver o mundo espiritual flertar com o comunismo ou ver o mundo espiritual colocar o MST como a grande força patriótica do país? Ou, ainda, ver um padre falar em autoridade moral?
Foto: Autoridade religiosa, política e moral: em que outro lugar teremos esse maravilhoso 3 em 1?
segunda-feira, abril 17, 2006

Para Além do Discurso
"Nós somos socialistas, nós somos inimigos do atual sistema econômico capitalista para a exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade em vez de sua responsabilidade e desempenho, e nós estamos todos determinados a destruir esse sistema sob todas as condições."
Adolf Hitler, discurso de Primeiro de Maio de 1927.
sábado, abril 15, 2006

Neurose?
“Os sem-floresta” é o nome dado no Brasil à animação “Over the Hedge”, da Drean Works. Que tal? Sugestivo o nome, não?
“Na história, R.J. e seu amigo Verne, uma sensível tartaruga dublada por Garry Shandling, vivem em uma floresta que está prestes a ser invadida por um empreendimento urbano. Verne tem vontade de fugir e se esconder em seu casco, mas R.J. vê uma boa oportunidade de tirar proveito da situação, através da convivência com os novos vizinhos da cidade.”
http://www.interfilmes.com/filme_15897_Os.Sem.Floresta-[Over.the.Hedge].html
http://www.animatoons.com.br/movies/over_the_edge/
Foto: na animação existe um muro que divide um típico conjunto residencial classe média norte-americano de uma floresta onde estão os animais que protagonizam a estória.. Alguém sabe onde isso vai dar? Eu tenho um palpite..
sexta-feira, abril 14, 2006

Lula Lá e os quarenta ladrões (® by Cristaldo)
“O PT repudia a forma como os vários meios de comunicação divulgaram a denúncia, tentando imputar as eventuais ilegalidades cometidas por membros ou dirigentes do PT à instituição partidária, o que não poderia ocorrer, salvo se tivessem sido decididas pelas instâncias do PT.”
Ricardo Berzoini, Presidente nacional do PT, sobre as denuncias oferecidas pelo procurador-geral da República.
Ou seja, o partido não se responsabiliza pelo que fazem seus membros e seus próprios dirigentes quando no cumprimento de suas funções político-administrativas.
Para refletir: pode um dirigente de partido chegar à direção sem carta branca para agir em nome do próprio partido? E em caso negativo, não seria então o partido objetivamente responsável por suas ações?
As tais “instâncias do PT” permitiram que os ladrões chegassem onde chegaram, provavelmente conhecendo o caráter dos sujeitos (afinal, não se faz um pilantra da noite para o dia) e agiram em evidente má fé. Vale lembrar que não foi um ou dois dirigentes, algo como um caso isolado, mas a cúpula inteira do partido que está mergulhada num tremendo mar de merda.
Mas o que mais impressiona, sem dúvida, é que o cacique do atual governo conseguiu se desvincular do partido do qual faz parte e, holy crap!, do próprio (des)governo! O Apedeuta transcendeu as limitações da lógica e vive um estado de pura graça e iluminação. Ele não sabe de nada! Ou, como disse o macaco Simão, o milagre da páscoa ta garantido - o Mulla caminha sobre um mar de lama sem afundar...
Uma das maiores conquistas na luta ambiental dos últimos tempos, sob um ponto de vista jurídico, foi a responsabilidade civil e criminal de pessoa jurídica. Assim, uma empresa que atenta contra o meio ambiente é civil e criminalmente responsável por seus atos. Está mais do que na hora de fazer os partidos políticos responsáveis pelos atos de seus dirigentes.
Foto: possuído de pura graça e iluminação..
terça-feira, abril 11, 2006

Sob a sombra do totalitarismo
Herói das esquerdas latino-americanas, Evo Morales dá uma entrevista ao repórter Jorge Ramos, da TV espanhola Univisión , e dispara sua opinião sobre democracia.
Repórter – O que muitos têm medo e temem é que o seu governo se assemelhe ao autoritarismo de Hugo Chávez ou a ditadura de Fidel Castro. Você já disse que admira Fidel Castro, é certo?
Morales – Com ativo respeito. Eu o respeito e admiro. Porque lá há democracia, viu!
Repórter – Perdão. Está dizendo que em Cuba há democracia?
Morales - Se bem... Fidel Castro... está lá... estourou a revolução...
Repórter – Perdão, a pergunta que faço é muito simples: para você Fidel Castro é um ditador ou não é?
Morales – Para mim ele é homem democrático, que defende a vida, que tem sensibilidade humana. Se para você ele é ditador, o problema é seu, não é meu problema.
Repórter – Você chegou ao poder pelo voto. E não pede a liberdade para os cubanos?...
Morales - Eu tenho respeito... Não sou hipócrita...
Repórter - Eu pergunto: e isto não é uma hipocrisia?
Morales – A hipocrisia vem de suas perguntas. Eu quero pedir muito respeito. As perguntas são sobre a situação econômica do meu país. O que você está querendo é uma confrontação política internacional. E isso não é permitido!
Quando Jorge Ramos atende ao futuro ditador e pergunta sobre o delicado problema do narcotráfico, esteio da economia boliviana, Morales se levanta, retira o microfone e diz:
- Termina aqui.
O repórter insiste, olhando o relógio:
- Temos ainda 6 minutos e 40 segundos...
Morales, piscando de ódio, aponta a saída para o repórter e assim, de modo abrupto, encerra a entrevista que não começou.
Tradução e comentários de Ipojuca Pontes
Assista ao aperto do líder cocalero aqui
Foto: "Se molesto" - hilário!
segunda-feira, abril 10, 2006

O lado negro da geração "paz e amor"
“Um dia fui com o Exército vietnamita numa operação nos campos de arroz acima do Vinh Long, quarenta vietnamitas apavorados e cinco americanos, todos apertados em cinco (helicópteros) Hueys que nos largaram com lama pelos quadris num dos terraços. Eu nunca havia estado em um campo de arroz antes. Nos espalhamos e caminhamos em frente na direção do fosso pantanoso que levava à mata. Ainda estávamos a uns 6 metros da primeira área protegida, um muro baixo, quando começamos a levar tiros vindos da borda da floresta. Um soldado vietnamita foi atingido na cabeça e caiu de costas na água e desapareceu. Chegamos ao muro com duas baixas. Não havia jeito de parar o fogo deles, espaço para mandar um grupo de ataque pelo flanco, por isso os helicópteros foram chamados e nós nos agachamos perto do muro e esperamos. Havia muito fogo vindo das árvores, mas enquanto abaixados estávamos bem. E eu estava pensando, “cara, então isso é um campo de arroz, wow”, quando ouvi de repente um guitarra elétrica distorcida disparada direto no meu ouvido e uma voz negra maravilhosa, extática, cantando, seduzindo, “come on, baby”, e quando consegui entender o que estava acontecendo me virei pra ver um sorridente cabo negro debruçado sobre seu cassette. “Melhor, né?”, ele disse, “já que a gente vai ficar por aqui mesmo até chegarem os helicópteros”.
E essa é a história da primeira vez que escutei Jimi Hendrix.
(...) Hendrix tinha sido da 101º Aerotransportada, e a Aerotransportada no Vietnam era cheia de negões malucos e brilhantes como ele, implacáveis e ótimos, caras que sempre tomavam conta de você quando as coisas ficavam feias. Aquela música queria dizer muito pra eles. Eu jamais a ouvi na Rádio das Forças Armadas.”
Trecho de “Despachos do Front”, de Michael Herr
Dica: Leiam o livro e assistam "Apocalypse Now" e o "Full Metal Jacket" em seguida. Are You Experienced?
sexta-feira, abril 07, 2006
Mas azar! É muito bom! O islamismo vai receber todo meu respeito e admiração quando um árabe, de preferência muçulmano, fizer qualquer coisa parecida com isso, mas colocando um feliz e peladão Maomé no lugar do Messias. E não ser decapitado, lógico.. Como dizem, “civilização é rir”!
quarta-feira, abril 05, 2006
“A melhor definição para nosso subsidiado passageiro vem da ficção científica. Está mais para alien. Pegou carona numa nave de outra civilização, invadiu uma estação orbital sem ter porquê e logo será ejetado para não atrapalhar a vida a bordo.” Janer Cristaldo, “1º de abril”
Viva o primeiro astro, digo, cosmonauta tupiniquim!
terça-feira, abril 04, 2006
Algum tempo atrás postei o discurso de Wafa Sultan, a mulher árabe que criticou duramente (para dizer o mínimo) o islamismo em um programa de tv da rede Al Jazeera, bem na fuça de um mullah. E também certamente para algumas centenas de milhares de fanáticos que não hesitariam em lhe arrancar a cabeça a golpe de cimitarra. A Nísia mandou essa reportagem feita pela revista Época, que fala um pouco da vida dessa temerária senhora de meia idade que tem mais culhões que a maioria dos homens de estado europeus. Segue o texto.
A culpa é da religião?
Em 1979, Wafa Sultan era uma estudante de Medicina da Universidade de Aleppo, na Síria. Filha de um comerciante bem-sucedido e muçulmano devoto, Wafa seguia com devoção e sem problemas os mandamentos da religião de sua família. Eram anos turbulentos, porém. Naquela época, os Irmãos Muçulmanos, um grupo radical islâmico fundado no Egito na década de 1920, lutavam violentamente contra a ditadura de Hafez Assad, pai do atual presidente sírio, Bashir Assad. Muitos estudantes eram simpatizantes ou membros do grupo. Um dia, um punhado deles invadiu uma aula da faculdade de Medicina e matou o professor a tiros gritando ‘Alla u akhbar’ (Deus é grande).
Wafa assistiu ao crime. A cena brutal mudou sua vida. Wafa decidiu que era hora de procurar novos rumos. O islã já não fazia sentido. ‘Naquele momento eu perdi a confiança no deus deles e comecei a pôr em dúvida todos os ensinamentos.’ Dez anos depois, casada e mãe de duas crianças, conseguiu realizar seu sonho e mudou-se para os Estados Unidos. Teve mais uma criança, revalidou seu diploma de Medicina e pretendia apenas continuar tocando a vida na Califórnia. Mas algo de seu passado continuava incomodando. Wafa passou a escrever suas opiniões acerca da religião em que cresceu e o impacto dela nos países árabes e do mundo. No começo era algo estritamente privado. Apenas seu marido, que nos EUA adotou o nome de David, e alguns amigos imigrantes liam. Depois, Wafa decidiu escrever para um site crítico ao islã mantido por um imigrante sírio em Phoenix, Arizona.
Foi o começo de sua transformação em uma nova personagem. O ensaio sobre os Irmãos Muçulmanos publicado no Annaqed, palavra árabe que significa crítico e dá nome ao site, chamou a atenção. Num típico efeito do mundo online e globalizado em que vivemos, seu escrito foi lido também no mundo árabe. Wafa foi convidada para discutir suas idéias ao vivo na Al Jazeera, a rede de TV paga do Catar exclusivamente de notícias que se transformou na mais vista rede de TV do mundo árabe. Sua primeira aparição foi em julho de 2005. Debateu suas idéias polêmicas com um militante radical islâmico da Argélia.
No mês passado Wafa voltou à Al Jazeera. O resultado foi arrasador e ela virou celebridade, odiada ou amada nos países islâmicos. Aos 47 anos, a mãe de família do interior da Califórnia se tornou a mais ácida e radical crítica do islã. Wafa se junta a um crescente e barulhento coro de mulheres que criticam o islã. Ela é diferente de suas predecessoras, no entanto. Não está preocupada especificamente com a questão das mulheres no islã ou das minorias sexuais. Nem acusa os terroristas de terem seqüestrado sua religião. Para Wafa, o islã em si é o problema.
‘O que nós estamos vendo não é um choque entre religiões ou de civilizações’, disse Wafa no horário nobre dos países árabes que a Al Jazeera cobre. ‘É o choque entre a civilização e o atraso, entre a barbárie e a razão. É um choque entre liberdade e opressão, entre democracia e opressão. É o embate entre os direitos humanos e os que violam os direitos humanos.’ O entrevistador da Al Jazeera quis pôr fogo na discussão e perguntou: ‘Pelo que estou entendendo por suas palavras, o que está acontecendo no mundo hoje é um choque entre a cultura do Ocidente e a ignorância e o atraso dos muçulmanos?’. ‘É exatamente o que estou querendo dizer’, respondeu Wafa.
A idéia básica que Wafa defende é a de que o islã é, desde Maomé, uma religião que prega a violência contra os não-muçulmanos. Para ela, não são os terroristas que distorcem o islã, mas o islã que distorce as mentes de seus seguidores a ponto de alguns deles se tornarem terroristas. ‘Em nossos países, a religião é a única fonte de educação e é a única fonte de onde um terrorista bebeu até matar sua sede. Ele não nasceu terrorista e não se tornou terrorista da noite para o dia. Os ensinamentos islâmicos desempenharam um papel tecendo sua ideologia. Foram esses ensinamentos que mataram sua humanidade’, disse Wafa em sua primeira aparição na Al Jazeera.
Para cúmulo da provocação no mundo árabe que explora ideologicamente o conflito entre Israel e palestinos, Wafa Sultan citou os judeus como exemplo a ser imitado pelos muçulmanos. ‘Eles vieram da tragédia do Holocausto e forçaram o mundo a respeitá-los com seu saber, não com o terror, com seu trabalho, não com choro e gritos. A humanidade deve a maioria de suas descobertas e ciência dos séculos XIX e XX a cientistas judeus. Não vimos nenhum judeu se explodir dentro de um restaurante alemão. Nunca vimos um judeu destruir uma igreja. Nunca vimos um judeu protestar matando gente.’
A fala de Wafa impressionou líderes judeus americanos, que querem que ela fale para platéias judaicas dentro e fora dos EUA. Mas o impacto real do que Wafa disse se dá mesmo nos países árabes. Em sua terra natal, a Síria, ela tem sido tema de pregação furiosa de xeques em mesquitas. A grande diferença entre Wafa e outras emigradas de países islâmicos que criticam o islã é que ela fala para os próprios árabes. Gente como a jornalista, escritora e militante homossexual Irshad Manji, que vive no Canadá, ou Ayaan Hirsi Ali, a somaliana que se tornou deputada na Holanda e milita contra a circuncisão feminina em países muçulmanos da África, fica longe da opinião pública árabe. Suas críticas causam furor nas comunidades de muçulmanos emigradas para a Europa e os EUA, mas não chegam à imprensa dos países muçulmanos.
Wafa se beneficiou da existência da Al Jazeera. Embora tenha incorrido na ira dos EUA por ser o canal através do qual as mensagens gravadas do arquiterrorista Osama Bin Laden chegam ao mundo, a Al Jazeera representa o que há de mais livre em mídia no mundo árabe. Usando a tecnologia, a rede baseada no Catar conseguiu driblar o controle governamental sobre a imprensa que é a norma nos países árabes. Ouvir uma mulher atacando o islã em um debate com um militante islâmico argelino, como foi o caso de Wafa em julho de 2005, ou com um xeque egípcio, como ocorreu no mês passado, rompe o padrão no mundo árabe. Wafa deu voz em público a uma discussão que, comentam observadores, as pessoas nos países árabes mal têm coragem de travar em casa.
A reação violenta não demorou. A secretária eletrônica de Wafa e sua caixa de entrada de e-mail acumulam ameaças de morte. Em entrevista ao jornal New York Times, que publicou seu perfil na primeira página, Wafa diz ter medo por sua mãe, que continua vivendo na Síria. Tem receio também do que pode ocorrer com sua família nos EUA, onde pode ser alvo de algum radical muçulmano expatriado. Mas não parece muito assustada. O projeto a que se dedica atualmente é a publicação de um livro em que tenta acertar de vez suas contas com a religião da qual já foi uma devota praticante.
O título, ainda não definitivo, da obra é A Prisioneira Foragida: Quando Deus É um Monstro’. Wafa explica: ‘Cheguei a um ponto em que não há mais volta. Não tenho escolha. Estou questionando cada ensinamento do Corão’.
Wafa encara sua nova personagem com muita seriedade. E se vê imbuída de uma missão civilizadora. ‘O conhecimento me libertou do pensamento atrasado. Alguém tem de ajudar a libertar o povo muçulmano dessas crenças erradas.’
Há mulheres combatendo em outras frentes. Para Yenni Wahid, uma indonésia que milita na política partidária de seu país, ‘um islã democrático, pluralista, multicultural e tolerante’ é não só possível, como a melhor solução para os países muçulmanos. ‘Um islã universal que deseja a justiça e a prosperidade para todos.’
Wafa não acredita mais nessa hipótese. No debate de fevereiro na Al Jazeera, definiu a linha de sua crença. Ao dizer que não era nem muçulmana, nem cristã, nem judia, ouviu de seu interlocutor, o xeque egípcio Ibrahim Al Khouli, que era uma herege. ‘Não preciso responder a suas perguntas porque a senhora blasfemou contra o islã, blasfemou contra o Corão e blasfemou contra o Profeta’, disse Al Khouli. Wafa respondeu dizendo ser uma pessoa secular que não acredita mais no sobrenatural. Disse também que as crenças das pessoas são assunto particular delas e devem ser deixadas assim. ‘Irmão, você pode acreditar até em pedras, contanto que não as atire em mim.’
[Artigo publicado na revista Época, edição de 20/03/06, nº 409.
segunda-feira, abril 03, 2006
domingo, abril 02, 2006
“Acho que não é vandalismo! É uma expressão da indignação do povo e da exploração dos agricultores pelas multinacionais”.
Vereador Vlademir Brixner (PT- Arroio do Tigre), quando perguntado pela Zero Hora se considerava pichação um ato de vandalismo – ele foi flagrado pichando o pórtico da cidade de Santa Cruz do Sul que foi patrocinado pela Souza Cruz.
Crime? Nah! Só é crime quando praticado por meros mortais, nesse caso é “expressão da indignação”. Assim como invasão de propriedade é, na verdade, “ocupação” quando praticados pelos militantes do MST. Ou caixa dois são “recursos não contabilizados” quando praticados pela administração petista. O conceito de crime, segundo o que parece, também é alvo do relativismo esquerdista.
sábado, abril 01, 2006

Funny Thing - 2spare.com
Legal essa page que o Bruno indicou no blog dele. Destaque para "Top 87 Bad Predictions about the Future".
"It will be gone by June."
Variety, passing judgement on rock 'n roll in 1955.
"We will bury you."
Nikita Krushchev, Soviet Premier, predicting Soviet communism will win over U.S. capitalism, 1958.
"I see no good reasons why the views given in this volume should shock the religious sensibilities of anyone."
Charles Darwin, in the foreword to his book, The Origin of Species, 1869.
Muito bom!
quarta-feira, março 29, 2006

Viva la revolución!
E enquanto la guerrilla continua fazendo estragos pelo país (notadamente em propriedades de pecuária), nós ponderamos a possibilidade de oferecer à turba selvática cotas universitárias na faculdade de veterinária...
"Durante a operação foi preso o líder do MST Alberto da Silva Lima, o Tim Maia. Também foram apreendidos facões, machados e uma espingarda. Na Fazenda Peruana, além do incêndio da casa-sede, houve destruição de tratores e de um laboratório com sêmen selecionado para inseminação de matrizes bovinas. (...) Funcionários da Fazenda Peruana disseram que foram ameaçados de morte e avisados de que o MST retornaria à propriedade ainda nesta semana para ocupá-la definitivamente. O fazendeiro Benedito Mutran reforçou a segurança, temendo novos atos de vandalismo. "O prejuízo aqui já passa de R$ 3 milhões. Foi uma barbaridade o que fizeram", disse."
E ainda há os que defendem essa organização paramilitar! Talvez isso mude se algum dia tiverem seus bens, seu trabalho de anos, ou mesmo sua segurança em risco por conta da ação fora-da-lei desses vândalos, que conhecem tanto de agricultura quanto eu de arte.
Foto: ferramenta para labuta ou arma para guerrilha? O policial degolado em POA em 1990 deixa margem para dúvidas.
terça-feira, março 28, 2006

La danza de los mensaleros!
Eu nem ia comentar nada sobre essa palhaçada, mas lendo o que a adiposa senhora comentou sobre sua atitude, não agüentei. Não bastasse ter tripudiado sobre a nação, agora se fez vítima!
“Ela disse, no seu pronunciamento, que está ocorrendo um linchamento e um massacre contra ela, coordenados pela mídia, e que há uma intolerância ligada a preconceito por ela ser gorda, não tingir os cabelos e ser do PT“.
Era só o que faltava! Todas as críticas que ela vem sofrendo devem-se a uma suposta intolerância e preconceito de nossa parte para com sua (realmente detestável) aparência?! Ah! Me cai o cu da bunda!
Criticou também o tal “pensamento único” que, segundo ela, prega que todos os envolvidos devem ser cassados, e que se isso não acontecer então é pizza. Claro, se o envolvido for do partido dela, não tem que ser cassado mesmo...
Durante seu pronunciamento foi apoiada pelo mesmo colega corrupto que foi liberado da cassação e que motivou aquela demonstração de total falta de caráter.
Enquanto todo o governo afunda e o Partido racha, o cacique segue firme e forte. Não há se negar que o Apedeuta é fodão!
segunda-feira, março 27, 2006
Uma cerva pra quem encontrar essa cena na versão nacional do filme. Vai ser repetido sábado dia 15/04 no Telecine Cult às 19:55 e domingo dia 20/04 no Telecine Pipoca às 05:25 (dublado). Essa cena é apenas uma das que foram cortadas, a principal é ele retirando o pôster do meio do lixo (oh, vil sacrilégio!). Vou tentar baixar uma versão estrangeira e editar todo trecho censurado.
Hoje vai passar um filme na TV que eu já vi no cinema
Êpa!? Mutilaram o filme, cortaram uma cena
E só porque aparecia uma coisa que todo mundo conhece
E se não conhece ainda vai conhecer
E não tem nada de mais
Ultraje a Rigor, "Sexo"
domingo, março 26, 2006

Teste do Politicamente Correto
Um teste cretino para medir o quão (in)correto você é! Eu tirei zero nessa merda, então acho que ele até funciona mais ou menos...
sexta-feira, março 24, 2006
quinta-feira, março 23, 2006

O conceito de democracia atualmente é bastante flexível - existem democracias para todos os gostos. Democracia chinesa, democracia cubana, democracia iraniana e por aí a fora. Alguns prometem uma democracia iraquiana dentro em pouco, que glória! Mas dentre todos os modelos democráticos hoje existentes o mais duramente criticado, alvo de todos os ódios é a famigerada -e falsa- democracia liberal. Seria uma ironia?
Enfim, dando uma navegada pela rede, eis que me deparo com essa interessante notícia de um sujeito afegão que, para sua desgraça, resolveu ver a Luz e a Verdade no livro errado, segundo a justiça democrática de seu país. Abdul Rahman, de 41 anos, pode agora ser condenado à morte por ter abandonado a fé islâmica e abraçado o cristianismo, crime máximo segundo a tal shari’a, lei muçulmana que inspirou a Constituição democrática afegã. “Não estamos contra nenhuma religião no mundo. Mas no Afeganistão, este tipo de coisa é contra a lei” esclareceu o juiz Ansarullah Mawlavezada para alívio geral. Imagina se estivessem!
Onde diabos estão as ONGs de direitos humanos, que na Europa berram aos quatro ventos quando uma estudante muçulmana é proibida de entrar em uma escola vestida feito um urubu dos pés a cabeça, para defender a vida de um infeliz que rejeitou o islamismo? Ah, claro, o multiculturalismo, a liberdade religiosa e todas essas bandeiras politicamente corretas só valem quando diz respeito aos direitos islâmicos em terra estrangeira. Cristãos, judeus, hindus, hare krishnas, ateus e a mãe do badanha podem, e vão continuar sendo perseguidos em países teocráticos islâmicos sem que ninguém ache isso ruim.
O que seria desses países sem a bendita democracia?!
Na foto o juiz mostra a evidência do crime: a Bíblia.
Mais sobre em
http://www11.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/mar/20/315.htm
http://www.voanews.com/english/2006-03-18-voa7.cfm
http://www.metimes.com/articles/normal.php?StoryID=20060319-072838-8361r
http://michellemalkin.com/archives/004796.htm
terça-feira, março 21, 2006

“Adeus, Lênin!” - censura ideológica?
Bueno, esse é um filme de que gosto bastante. É muito emblemático. Tão emblemático que fez com que uma cena, curta e discreta, fosse cortada no Brasil.
O Janer chamou a atenção, depois de assistir novamente ao filme no Telecine Cult, que uma cena que havia lhe chamado a atenção estava faltando: quando o protagonista sai a procurar nos lixões de Berlim por bugigangas da falecida república soviética para decorar o quarto de sua mãe, militante do Partido e que recém despertara de um coma, encontra um pôster velho e surrado do líder idolatrado “che” Guevara e o leva para o quarto. Tal cena foi deliberadamente retirada da versão brasileira, mesmo dos DVDs. Não caracterizando extrema violência nem putaria, me faz imaginar que foi motivação político-ideológica o que fez com que essa cena, inofensiva e até meio boba, fosse sacada fora. Afinal, o ícone maior do comunismo latino-americano, herói de la revolución, jogado no meio da merda como cousa descartável é um desrespeito para com os militantes da verdadeira causa da humanidade. Hasta la victoria siempre!
sábado, março 18, 2006

PSOL – Uma curiosidade
Desconcertante saber que um dos mais badalados partidos da esquerda nacional, o PSOL, que colocará Heloísa Helena na disputa presidencial, tem como fundador, além da própria candidata, um sujeito como Achille Lollo, que também é um dos principais ideólogos da sigla.
Mas quem diabos é Achille Lollo?
“Achille Lollo é italiano. Em 1973, seu país vivia os Anos de Chumbo e ele militava no Partido Operário. Num episódio que chocou a Itália, Lollo e dois companheiros de partido jogaram 5 litros de gasolina por baixo das entradas do pequeno apartamento onde Mario Mattei, sua mulher e seus seis filhos moravam na rua Bibbiena, no bairro operário de Primavalle em Roma. E atearam fogo. Mattei trabalhava como gari e era secretario da seção do MSI (Movimento Social Italiano, de direita) no bairro. O casal conseguiu escapar, junto com quatro filhos. Mas Virgilio, de oito anos, não conseguiu sair de seu quarto. Seu irmão Stefano, 14 anos mais velho, tentou salvá-lo. Ambos morreram queimados”.

Achille Lollo foi julgado e condenado a 18 anos de prisão pelo crime. Mas fugiu. Anos depois reapareceu em solo tupiniquim e, desde então, a Itália pede por sua extradição – sempre negada. Em 2004 Achille ajudou dona Heloísa a fundar o partido PSOL, do qual conheço alguns simpatizantes. Pergunto-me o seguinte: será do conhecimento desses militantes o passado podre de um dos mentores do partido adotado? Torço para que não.
Quando perguntada sobre o que achava desse passado de Achille Lollo, Heloísa Helena, muito convenientemente, silenciou. Também pudera.
Esse post foi baseado no artigo de Gabriel Castro
Mais sobre em
http://redazione.romaone.it/4Daction/Web_RubricaNuova?ID=63379&doc=si em italiano
http://www.azionegiovani.org/modules.php?name=News&file=article&sid=35 em italiano
http://www.lisistrata.com/2005politicainterna/002vergognalatitanti.htm em italiano
http://www.italiamiga.com.br/noticias/artigos/quello_spaventoso_rogo_di_30_ann.htm em português
sexta-feira, março 17, 2006
quarta-feira, março 15, 2006
segunda-feira, março 13, 2006

O relativismo do discurso relativista
Quando o inteligente Einstein proferiu (proferiu?) a inteligente frase “tudo é relativo”, decerto não imaginou que algum dia pessoas levariam a cabo sua máxima científica aplicando-a em teorizações político-sociais. Entender o discurso relativista, basilar no pensamento esquerdista nacional e mundial, é de fundamental importância, pois é com base no princípio de que nada é absoluto que se justificam as ações que em uma situação de normalidade seriam no mínimo questionáveis. Segue alguns exemplos de distorções lógicas que todos já ouviram pelo menos uma vez proferidas por um militante.
Não existe bandido, existe vítima da sociedade excludente.
Essa é bastante comum. Aqui é feita uma clara subversão da realidade: o criminoso é transformado em vítima, e sua vítima, bom, pela lógica é transformada em algoz. A mais evidente conseqüência nessa subversão é a de que, como vítima, o ex-bandido adquiriu legitimidade para reagir contra quem seria o verdadeiro criminoso: a sociedade – ou, na prática, um cidadão aleatório. Logo, quando ele pratica um crime está apenas exercendo seu direito de reação. Isso torna o latrocínio bastante ameno, não é mesmo? Não espanta saber que quando um bandido é pego e mandado para algum presídio, logo recebe o apoio de ONGs preocupadas com seu bem estar, e que nenhuma dessas entidades se preocupa com suas vítimas ou a família de suas vítimas.
Democracias liberais, em verdade, são ditaduras de mercado, e ditaduras socialistas de fato são democracias sociais.
Esta aqui está na boca de todo bom militante do PSTU. É uma forma bastante eficaz de fazer com que uma ditadura ideológica como a que existiu na ex-URSS, ou existe atualmente em Cuba ou na Coréia, seja benquista. Segundo reza esta tese, apesar da supressão de direitos individuais desprezíveis como liberdade de pensamento e expressão, direito de ir e vir, direito de manifestação religiosa, e liberdades democráticas ignóbeis como eleições para escolha de líderes, empreendimentos lucrativos, etc., as ditaduras de orientação marxista são democráticas porque, em tese, oferecem à população acesso à educação, saúde e segurança, enquanto que em sociedades democráticas liberais tais coisas inexistem ou são totalmente ineficientes - vivem sob os auspícios de um sórdido mercado interesseiro. Bueno, nesse tópico vou me abster de fazer um ponto-a-ponto a fim de demonstrar ser um Estado totalitário antidemocrático, vou apenas usar um exemplo prático. Um comunista cubano tem liberdade de defender o marxismo no Brasil, um brasileiro jamais poderá defender a democracia em Cuba. É um paralelo interessante, pode ser empregado com sucesso com relação a teocracias islâmicas: um iraniano tem liberdade religiosa para adorar Alá em solo tupiniquim, mas um brasileiro corre sério risco de perder a cabeça em adorar Deus no Irã. Coincidência?
Não existe invasão de terras, existe ocupação, ou melhor, reocupação de terras que foram invadidas pelo grande capital.
Esta é atual, já vi gente argumentando nesse sentido. A grande sacada aqui é o eufemismo “ocupação” para uma invasão de propriedade, às vezes de forma violenta. Parte da premissa de que a legitimidade para ocupar a terra cabe apenas aos campesinos pobres, condenando o uso de terra para quaisquer outros fins que não de subsistência. Assim, mesmo que uma empresa, ou indivíduo tenham a posse e propriedade legal da terra, e que esta seja produtiva, estão sujeitos a ter seus direitos violados. É um bom exemplo do discurso relativista: os invasores aqui são os legais possuidores e proprietários, enquanto que a massa que invade a terra está apenas fazendo valer seu legítimo, e quase divino, direito à propriedade alheia.
Os três exemplos anteriores são mais recorrentes atualmente pelas esquerdas nacionais. Internacionalmente o terrorismo islâmico conquista espaço entre os comunistas radicais, que justificam tais atos de barbárie ao defender a tese de que os verdadeiros terroristas são as culturas ocidentais e sua política externa intervencionista. De súbito, se explodir junto a pessoas inocentes em pontos de ônibus passou a ser coisa não apenas legítima, mas até gloriosa: o terrorista é um mártir na luta contra o imperialismo liberal estadunidense e ocidental. Levando esse discurso relativista a um extremo podemos citar os simpatizantes do Nacional Socialismo, que usam em suas teses revisionistas a mesma distorção lógica que as esquerdas para justificar o Holocausto. Seria, afinal, o Holocausto relativo?
Em teoria qualquer coisa, como disse Einstein (se é que disse), pode ser alvo do relativismo. A verdadeira questão é saber se tudo deve ser relativizado, pois afinal, se tudo é relativo então tudo é permitido.
sábado, março 11, 2006

MST WATCH - O novo discurso
Até pouco tempo o discurso do MST era desapropriar terra improdutiva para reforma agrária, idéia vendida como a salvação da pátria, e isso justificava, pelo menos pra eles, a invasão de terras com uso de violência se necessário. Maquiavelismo? De qualquer forma ela, a reforma, está sendo feita.
Curioso é que mesmo naquela época a invasão de terras produtivas era um fato, mesmo que sempre veementemente negado pelo grupelho protoguerrilheiro e seus defensores. Tempos atrás cheguei discutir com um amigo que fazia uma defesa apaixonada do grupo, e dizia que nunca, jamais o MST invadiria terra produtiva. Parece que as coisas mudaram um pouco de lá pra cá.
Segundo as ações e as declarações de líderes do movimento, não apenas terras produtivas serão atacadas, mas monoculturas também! Qualquer coisa que não seja essencialmente produção de subsistência é potencial alvo da turba bárbara que assola o interior totalmente impune. O Rio Grande do Sul é um dos principais produtores de grãos do país e, segundo o que parece, provavelmente um dos principais alvos da guerrilha marxista.
Tempos difíceis despontam no horizonte...
"Não aceitamos que uma monocultura que não sustenta o povo, não dá alimento, possa ser considerada produtiva"
Valmir Assunção, da direção estadual do MST na Bahia
“A questão não é se as propriedades são produtivas ou não.”
Plácido Júnior, coordenador da Comissão Pastoral da Terra
“Queremos que a terra cumpra sua função social. Somos contra qualquer tipo de monocultura"
João Paulo Rodrigues, diretor nacional do MST
“Não está na pauta se esta propriedade é produtiva”
Líder do MST sobre a invasão da fazendo Coqueiros do Sul.
“Alguém já comeu eucalipto, alguém já comeu papel?”
Adivinhem quem..? o velho Stedile, claro.. Não me impressiona o fato do ilustre senhor não reconhecer a importância do papel, não mesmo! Acredito que ele faz apenas aquele uso eventual do papel ao qual todos nós, em algum momento do dia, somos obrigados a fazer.
Pretendia escrever mais sobre o ocorrido, mas a Raquel Recuero publicou um ótimo texto em seu blog.
quinta-feira, março 09, 2006

Freakonomics – ou como conseguir ser odiado
Que dizer deste livro? Se agradar a gregos e troianos é quase impossível, desagradar a ambos só os mestres. Steve Levitt e Stephen Dubner conseguem a difícil façanha de enfurecer tanto liberais quanto conservadores, direitistas e esquerdistas. Levitt é a mente por detrás da obra, o economista, e Dubner transforma idéias complexas em palavras inteligíveis, o escritor. É uma bordoada politicamente incorreta, desprovida de moralismos e emotivismos, recheada de dados estatísticos que apontam para fatos que a maioria de nós, mesmo inconscientemente, prefere não ver. Também não é feito juízo de valor, e os autores se abstém de assumir uma posição nos tópicos abordados. Aborto, racismo, criminalidade, educação e outros temas cristalizados pelo senso comum são encarados através da fria realidade dos números.
Se o amigo normalmente discorda e se enerva com o que lê por aqui, nessas plagas toscas, talvez a leitura da dita obra não seja recomendável...
O livro foi duramente criticado, os autores foram duramente criticados, mas a obra é um best-seller absoluto.É como aquele padre meio safado que não consegue não olhar para as pernas de suas fiéis, mas condena ao fogo do inferno os que se perdem nas curvas do carnal.
quarta-feira, março 08, 2006

Mulheres de fibra
O fio condutor do discurso é o “incidente dos cartoons”, mas a verdadeira questão de que trata é quase filosófica: devemos tolerar a intolerância? Leiam e tirem suas próprias conclusões. Tradução de Janer Cristaldo.
O DIREITO DE OFENDER
Ayaan Hirsi Ali
Estou aqui para defender o direito de ofender. Tenho a convicção que esta empresa vulnerável que se chama democracia não pode existir sem livre expressão, em particular nas mídias. Os jornalistas não devem renunciar à obrigação de falar livremente, da qual são privados os homens de outros continentes.
Minha opinião é que o Jyllands Posten teve razão ao publicar as caricaturas de Maomé e que outros jornais na Europa fizeram bem em republicá-las.
Permita-me retomar o histórico desta affaire. O autor de um livro infantil sobre o profeta Maomé não conseguia encontrar ilustrador. Ele declarou que os desenhistas se censuravam por medo de sofrer violências da parte dos muçulmanos, para os quais é proibido a qualquer um, onde quer que seja, representar o Profeta. O Jyllands Posten decidiu investigar a esse respeito, estimando - a justo título - que uma tal autocensura era portadora de graves conseqüências para a democracia. Era seu dever de jornalistas solicitar e publicar os desenhos do profeta Maomé.
Vergonha aos jornalistas e às cadeias de televisão que não tiveram a coragem de mostrar a seu público o que estava em causa na affaire das caricaturas! Estes intelectuais que vivem graças à liberdade de expressão, mas aceitam a censura, escondem sua mediocridade de espírito sob termos grandiloqüentes como responsabilidade ou sensibilidade.
Vergonha a estes homens políticos que declararam que ter publicado e republicado aqueles desenhos era "inútil", era um "mal", era "uma falta de respeito" ou "sensibilidade"! Minha opinião é que o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, agiu bem quando se recusou a encontrar os representantes de regimes tirânicos que exigiam dele que limitasse os poderes da imprensa. Hoje, nos deveríamos apoiá-lo moral e materialmente. Eu gostaria que meu primeiro-ministro tivesse tanto peito quanto Rasmussen.
Vergonha a estas empresas européias do Oriente Médio que puseram cartazes dizendo Nós não somos dinamarqueses, Aqui não vendemos produtos dinamarqueses! É covardia. Os chocolates Nestlé não terão o mesmo gosto depois disso, vocês não acham? Os Estados membros da União Européia deveriam indenizar as sociedades dinamarquesas pelas perdas sofridas pelo boicote.
A liberdade se paga caro. Pode-se muito bem despender alguns milhões de euros para defendê-la. Se nossos governos não vêm em ajuda a nossos amigos escandinavos, eu espero então que os cidadãos organizem coletas de doações em favor das empresas dinamarquesas.
Nós fomos submergidos em uma onda de opiniões nos explicando que as caricaturas eram ruins e de mau gosto. Disso resulta que estes desenhos não tinham trazido senão violência e discórdia. Muitos se perguntaram qual vantagem havia em publicá-los.
Bem, sua publicação permitiu confirmar que existe um sentimento de medo entre os escritores, cineastas, desenhistas e jornalistas que quisessem descrever, analisar ou criticar os aspectos intolerantes do Islã na Europa.
Esta publicação também revelou a presença de uma importante minoria na Europa que não compreende ou não está disposta a aceitar as regras da democracia liberal. Estas pessoas - cuja maior parte são cidadãos europeus - fizeram campanha em favor da censura, dos boicotes, da violência e de novas leis proibindo a "islamofobia".
Estes desenhos mostraram com evidência que há países que não hesitam em violar a imunidade diplomática por razões de oportunismo político. Vimos governos maléficos como o da Arábia Saudita organizar movimentos populares de boicote ao leite e iogurte dinamarqueses, enquanto esmagariam sem piedade todo movimento popular que reclamasse o direito de voto.
Estou aqui hoje para reclamar o direito de ofender nos limites da lei. Vocês talvez se perguntem: por que em Berlim? E por que eu?
Berlim é um lugar importante na história das lutas ideológicas em torno da liberdade. É a cidade onde um muro encerrava as pessoas no interior de um Estado comunista. É a cidade onde se concentrava a batalha pelos corações e mentes. Os que defendiam uma sociedade aberta mostravam os defeitos do comunismo. Mas a obra de Marx era discutida na universidade, nas rubricas de opinião dos jornais e nas escolas.Os dissidentes que tinham conseguido escapar podiam escrever, fazer filmes, desenhar, empregar toda sua criatividade para persuadir as pessoas do Oeste que o comunismo não era o paraíso na terra.
Apesar da autocensura de muitos no Ocidente, que idealizavam e defendiam o comunismo, apesar da censura brutal imposta ao Leste, esta batalha foi ganha.
Hoje, as sociedades livres estão ameaçadas pelo islamismo, que se refere a um homem chamado Muhammad Abdullah (Maomé) que viveu no século VII e é considerado como um profeta. A maioria dos muçulmanos são pessoas pacíficas, não são fanáticos. Eles têm perfeitamente o direito de serem fiéis às suas convicções. Mas, no seio do Islã, existe um movimento islâmico puro e duro que rejeita as liberdades democráticas e faz tudo para destruí-las. Estes islâmicos procuram convencer os outros muçulmanos que sua forma de viver é a melhor. Mas quando aqueles que se opõem ao islamismo denunciam os aspectos falaciosos dos ensinamentos de Maomé, eles são acusados de serem ofensivos, blasfemos, irresponsáveis - ou mesmo islamofóbos ou racistas.
Por que eu? Eu sou uma dissidente, como aqueles da parte leste desta cidade que foram para o Oeste. Eu nasci na Somália e passei minha juventude na Arábia Saudita e no Quênia. Eu fui fiel às regras editadas pelo profeta Maomé. Como os milhares de pessoas que manifestaram contra as caricaturas dinamarquesas, eu por longo tempo acreditei que Maomé era perfeito - que ele era a única fonte do bem, o único critério permitindo distinguir entre o bem e o mal. Em 1989, quando Khomeini lançou um apelo para matar Shalman Rushdie, eu pensava que ele tinha razão. Hoje, não penso mais assim.
Eu penso que o profeta Maomé errou em subordinar as mulheres aos homens.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao decretar que é preciso assassinar os homossexuais.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao dizer que é preciso matar os apóstatas.
Ele errou ao dizer que os adúlteros devem ser chicoteados e lapidados, e que os ladrões devem ter as mãos cortadas.
Ele errou ao dizer que os que morrem por Alá irão ao paraíso.
Ele errou ao pretender que uma sociedade justa possa ser construída sobre essas idéias.
O Profeta fazia e dizia boas coisas. Ele encorajava a caridade em relação aos outros. Mas eu sustento que ele também é irrespeitoso e insensível em relação àqueles que não concordavam com ele.
Eu penso que é bom fazer desenhos críticos e filmes sobre Maomé. É necessário escrever livros sobre ele. Tudo isto pela simples educação dos cidadãos.
Eu não procuro ofender os sentimentos religiosos, mas não posso me submeter à tirania. Exigir que os homens e as mulheres que não aceitam os ensinamentos do Profeta se abstenham de desenhar, não é um pedido de respeito, é um pedido de submissão.
Eu não sou a única dissidente do Islã, há muitos no Ocidente. E se eles não têm segurança pessoal, devem trabalhar com falsas identidades para se proteger da agressão. Mas ainda há muitos outros em Teerã, em Doha e Riad, em Amã e no Cairo, como em Cartum e Mogadiscio, Lahore e Cabul.
Os dissidentes do islamismo, como os do comunismo em outras épocas, não têm bombas atômicas nem nenhuma outra arma. Nós não temos o dinheiro do petróleo como os sauditas e não queimamos embaixadas nem bandeiras. Nós recusamos aderir a uma louca violência coletiva. Aliás, nós somos pouco numerosos e muito dispersos para tornar-se uma organização de qualquer coisa. Do ponto de vista eleitoral, aqui no Ocidente, não somos nada.
Nós temos apenas nossas idéias e não pedimos senão a oportunidade de expressá-las. Nossos inimigos utilizarão se necessário a violência para nos fazer calar; eles se dirão mortalmente ofendidos. Eles anunciarão por toda parte que nós somos seres mentalmente frágeis que não se deve levar a sério. Isto não é novo, os defensores do comunismo utilizaram à exaustão estes métodos.
Berlim é uma cidade marcada pelo otimismo. O comunismo fracassou, o Muro foi destruído. E mesmo se hoje as coisas parecem difíceis e confusas, estou certa que o muro virtual entre os amantes da liberdade e aqueles que sucumbem à sedução e ao conforto das idéias totalitárias, este muro também, um dia, desaparecerá.
sexta-feira, março 03, 2006
A inspiração da Marvel para seus super-heróis pode ter origem católica, segundo esse dogma da Santa Igreja do ano de nosso senhor de 1950. Dona Maria, sem usar qualquer tipo de mecanismo tecnológico como asas, motores ou hélices, alçou um vôo de glória aos céus. Segundo esse recente dogma, todo cristão católico (triste sina) que duvidar dessa façanha digna de um herói de quadrinhos, pode sofrer a danação eterna.
Definição solene do dogma
44.
"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".
45.
Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica. (...)Dado em Roma, junto de São Pedro, no ano do jubileu maior, de 1950, no dia 1° de novembro, festa de todos os santos, no ano XII do nosso pontificado.
Eu PIO, Bispo da Igreja Católica assim definindo, subscrevi.
quarta-feira, março 01, 2006

“Nem todo muçulmano é fanático, Carlos!”
Verdade, só a grande maioria. Achei hilária essa demonstração de inocência infantil em uma cidade do Paquistão, Karachi, quando cinco mil crianças entre 5 e 10 anos exigiram o enforcamento do cartunista responsável pela caricatura do profeta. Houve também a já tradicional queima de bandeiras, com a grande novidade da bandeira nacional dinamarquesa, além da americana e da israelense. Queima de bandeiras é um ritual indispensável em qualquer evento social que una comunistas e fanáticos islâmicos.. Eu não tenho respeito por essa gente selvagem. O protesto foi organizado pelo principal partido político/religoso do país, Jamaat-e-Islami, o que me leva a crer que é o que possui maior apoio da população. Na página oficial eles defendem causas humanitárias como apoio a órfãos e sem-tetos. Lindo.
Na foto um pequeno menino-bomba, orgulho de seus pais. Bom, exceto talvez pela camiseta da nike...
Mais aqui.
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Dia desses escrevi que sobre os ombros de artistas e intelectuais está o futuro do Ocidente, e que a essas pessoas não falta coragem. Mas o que essa senhora, uma psicóloga expatriada da Síria, fez na Al-jazeera, maior rede de TV árabe/islâmica, me deu arrepios. Falando na cara de um mullah, e certamente para uma multidão islâmica que não pensaria duas vezes antes de lhe arrancar a cabeça, expôs em poucas palavras a hipocrisia e o atraso das nações teocráticas e totalitárias do Oriente Médio. Seu nome é Wafa Sultan.
Outro fato que dá certa esperança é que foi concedido a essa mulher um espaço para lançar idéias heréticas sobre islamismo na maior rede de TV islâmica do mundo.

Al-Jazeera TV (Qatar) - 2/21/2006 - 00:05:28
“The clash we are witnessing around the world is not a clash of religions, or a clash of civilizations. It’s a clash between two opposites, between two eras. It’s a clash between a mentality that belongs to the Middle Ages and another mentality that belongs to the 21st century. It is a clash between Civilization and backwardness, between the civilized and the primitive, between barbarity and rationality. It’s a clash between freedom and oppression, between democracy and dictatorship. It’s the clash between human rights, on the one hand, and violation of these rights, on the other hand. It’s a clash between those who treat woman like beasts, and those who treat them like humans beings. What we see today is not a clash of civilizations. Civilizations do not clash, but complete.”
Wafa Sultan
Confira o resto aqui.
domingo, fevereiro 26, 2006

La pedagogía del paredón
"Para se condenar homens ao pelotão de fuzilamento, evidências judiciais são desnecessárias; tais procedimentos não passam de um arcaico detalhe burguês. Isto é uma Revolução! E o revolucionário precisa se tornar uma fria máquina de matar movida a puro ódio. Precisamos criar a pedagogia do Paredão!"
Ernesto "che" Guevara
sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Diabo a quatro
Impor democracia é, por definição, um contra-senso, e tentar isso em um lugar como o Iraque é atestado maior de ingenuidade. Como muitos previam, o país agora é dividido por uma guerra civil de fundo religioso, e sua situação é certamente mais instável do que antes da intervenção norte-americana. Mas, não conseguindo acreditar em ingenuidade, me resta crer na má fé; o que consola, porém, é saber que se uma guerra é vencida quando objetivos pré-determinados são atingidos, então essa guerra está fadada a ser uma dura lição: as nações islâmicas do Oriente Médio ainda têm um longo caminho antes de alcançar o que se convencionou chamar civilização, e a estrela de sheriff dos americanos anda meio enferrujada..
Bueno, enquanto xiitas, sunitas, curdos e o diabo a quatro, continuarem a se matar e se explodir do outro lado do planeta, não é da minha (nossa) conta.
http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/fev/24/70.htm
http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/fev/24/18.htm
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Aos que crêem a antiguidade clássica como período de elevado padrão moral e impecável comportamento sexual, apresento dois célebres chinelões romanos dos áureos tempos de nossa civilização: Catulo e Marcial “boca de Roma”.
Segue alguns versinhos.
Catulo, séc. I aC
XXV
Talo, ó paneleiro, mais mole que pêlo de coelho,
que medula de ganso, que lóbulo de orelha,
que a porra flácida dum velho e que uma teia de aranha;
ó tu, que és ao mesmo tempo mais rapinante que a túrbida procela,
quando a lua os putanheiros bocejantes alumia,
restitui o manto que me roubaste
e o lenço se Sétabis e os bordados da Bitínia,
que tens o hábito de ostentar, imbecil, como bens de família.
Desgruda-mos já das tuas unhas e devolve-os,
para que chicotadas queimantes te não marquem de indignidade
o brando flancozinho e as delicadas mãozinhas,
e não estues insólito como frágil barquito
por um vento raivoso em mar grosso apanhado
Marcial, o "Boca de Roma", séc. I d.C
II,62
Tu depilas o peito, as pernas e os braços,
à volta do caralho cortas o pêlo curto,
para agradar, Labieno (quem o ignora?) à tua amante.
Mas a quem queres tu agradar, Labieno, ao depilar o cu?
III,71
Dói o caralho ao teu escravo
E a ti, Névolo, o cu.
Mesmo sem ser adivinho
sei bem de que raça és tu!
VII,67
Filénis, mulher-homem, enraba putos
e, mais ardente que macho entesado,
devora por dia onze raparigas.
De saia arregaçada, joga à bola,
coberta de pó, e com braço fácil
maneja halteres pesados para maricas.
Da palestra poeirenta sai enlameada,
e submete-se às pancadas e ao óleo do massagista.
Não janta, não se reclina junto à mesa
sem antes vomitar umas boas litradas,
e outro tanto se dispõe desde logo a beber
mal engole dúzia e meia de almôndegas.
Depois de tudo isto, quando volta ao deboche,
não brocha (acto que julga pouco viril),
mas põe-se a devorar o sexo às raparigas.
Possam os deuses, Filénis, restituir-te o juízo,
tu que achas próprio de homens lamber conas!
IX, 27
Apesar, ó Cresto, de teres colhões depilados,
um caralho que parece um pescoço de abutre,
uma cabeça mais lisa que cu de prostituta,
de não teres nas pernas o mais ligeiro pêlo,
de sempre aos lábios brancos aplicares a pinça,
falas constantemente em Cúrios e Camilos,
em Quíncios, Numas e Ancos, esses heróis cabeludos
de que os livros estão cheios, e com palavras duras
lanças ameaças e investes com teatros e modas!
Mas se acaso te surge à frente algum pederasta
recém-saído das mãos do pedagogo,
cujo pênis já inchado o técnico soltou
logo o chamas e o levas, e … Quase tenho vergonha, ó Cresto,
de dizer o que faz essa língua de Catão!
Quatro bimbadas numa noite, dou tranqüilo, pode crer;
Mas nem uma em quatro anos, Telesilla, com você
Pobre Telesilla.. rsrs

Os antecedentes
A atual crise internacional em que a Dinamarca se encontra, devido a um intrépido artista interiorano, não é exatamente uma novidade para os europeus. Em 2004 outro artista, Theo Van Gogh, um cineasta holandês, também foi vítima do fanatismo islâmico. Seu crime: produzir um filme que, assim como as caricaturas do dinamarquês, foi considerado “ofensivo” pelo mundo medieval muçulmano. Foi baleado após receber um fatwa de morte. Voltando mais no tempo, um escritor indiano radicado na Inglaterra chamado Salman Rushdie, após lançar seu livro “Versos Satânicos” em 1988, foi laureado com um fatwa fatal (até rimou) pelo próprio todo-poderoso aiatolá Khomeini, mas sobreviveu e vive hoje em NY, sob proteção. Infelizmente algumas pessoas envolvidas com o livro sofreram atentados, principalmente tradutores (as palavras de Khomeini foram “I inform the proud Muslim people of the world that the author of the Satanic Verses book, which is against Islam, the Prophet and the Qur'an, and all those involved in its publication who are aware of its content are sentenced to death"). Afora esses citados, Oriana Fallaci, escritora italiana, também vêm há algum tempo sofrendo ameaças e se mudou para os EUA.
Mas hoje, quem corre maior risco é a deputada holandesa Ayaan Hirsi Ali, uma somali convertida do Islã que participou do curta Submission, o mesmo que levou Theo Van Gogh à morte. Ela também possui um fatwa sobre si, e esse veio da forma mais pavorosa: quando Van Gogh foi morto cravaram em seu peito, com uma faca, um decreto religioso de cinco páginas condenando a líder feminista à morte. Que fez ela então? Fez o que pessoas corajosas, íntegras e meio insensatas fariam: Prometeu uma continuação do curta-metragem, lógico! Respeitem essa mulher, ela merece.
O mais curioso é notar que o principal alvo do fanatismo islâmico não são militares, políticos ou qualquer um que empunhe uma arma contra sua fé, e sim artistas e intelectuais, pessoas que empunham pincéis, canetas ou filmadoras. Nessas pessoas sobrevive o espírito livre do Ocidente, e se a elas falta o porte marcial de um cavaleiro armadurado como Charles Martel, nos campos de Poitiers, ou a liderança carismática de um Winston Churchill, certamente não lhes falta o brio e a coragem dos que tombaram nas Termópilas.
“In the future days, which we seek to make secure, we look forward to a world founded upon four essential human freedoms. The first is freedom of speech and expression. The second is freedom of every person to worship God in his own way. The third is freedom from want…. The fourth is freedom from fear”.
Franklin Roosevelt, 1941
Quem quiser ver o curta Submission.

Um nabo com espírito de luta
Segue na íntegra a reportagem sobre esse heróico leguminoso.
Nabo gigante entre a vida e a morte comove Japão
Sexta, 3 de fevereiro de 2006
Dúvidas a respeito do estado de saúde de um nabo gigante estão causando comoção no Japão e ganhando espaço nobre nos noticiários do país. O espécime do tipo daikon, um ingrediente muito utilizado na cozinha japonesa, foi levado à unidade de terapia intensiva de um centro de pesquisas agrícolas depois que um sujeito cortou um pedaço da parte superior do vegetal.
O 'supernabo' conquistou a admiração do público quando começou a crescer numa calçada da cidade de Aoi, no ano passado. Mas ele foi atacado também no ano passado por um desconhecido. A administração regional local vem tentando, desde então, fazer com que o rabanete cresça a partir de sua parte de cima, que foi amputada pelo autor do ataque.
Agora há uma expectativa de que seja possível extrair as sementes ou o DNA do nabo gigante. As folhas murchas do vegetal foram cuidadosamente colocadas em uma caixa frigorífica e acompanhadas por um grupo de repórteres e cinegrafistas em seu trajeto rumo a um centro de pesquisa agrícola.
Mais tarde, noticiários da TV mostraram cientistas com aventais brancos anunciando com seriedade prognósticos para as condições do vegetal.
Homenagem
Este drama incomum teve início na metade do ano passado, quando moradores de Aoi notaram que um nabo japonês tentava crescer em meio ao revestimento de uma calçada.
Impressionados pela sua perseverança, eles batizaram o vegetal de Dokonjo Daikon, ou nabo com espírito de luta. Imagine sua surpresa quando, numa manhã, viram que ele havia sido decapitado. A notícia provocou reações de comoção em várias partes do Japão e o autor da ação devolveu a parte do topo do nabo que havia cortado fora.
É desse segmento que se tenta agora reviver ao vegetal. Até um website foi criado em homenagem a Dokonjo Daikon. O público japonês costuma se emocionar com casos de animais feridos ou doentes. Mas analistas estão intrigados com a onda de afeição sentida por um mero vegetal.
http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI863131-EI1141,00.html
Valeu a dica Bruno! rsrs
Espero que consigam encontrar o maníaco que decapitou nosso valoroso e grande guerreiro!
domingo, fevereiro 19, 2006

Uma cabeça que vale ouro
“Qualquer pessoa que arranque a cabeça do chargista da Dinamarca que se atreveu a fazer uma caricatura de Maomé e a traga, será recompensado com 510 milhões de rúpias em dinheiro e o equivalente a seu peso em ouro".
Sr. Haji Yaqoob Qureshi, ministro do “Bem-estar das Minorias” da Índia
“Quem matar o chargista receberá como recompensa 1 milhão de rúpias da associação do mercado de joalheiros, 1 milhão de rúpias da mesquita Mohabat Khan e 500 mil rúpias e um carro da Jamia Ashtrafia (uma instituição educativa)".
Mohammed Yousaf Qureshi, imã paquistanês
“Aquele que encontrar e matar o cartunista que desenhou e publicou imagens do profeta no diário dinamarquês, receberá 100 kg de ouro”.
Mullah Dadullah, líder do Taliban









