Filosofia do motorista fiadaputa portoalegrense
Quando quiser abandonar o carro no meio da rua, ligue o pisca-alerta;
Quando quiser que o semáforo abra mais rápido, buzine;
Quando quiser fechar alguém, feche;
Quando estiver angustiado, aborrecido ou de saco cheio, compartilhe sua agonia com todos a seu redor afundando a mão na buzina.
Deve funcionar pra alguma coisa.
sábado, fevereiro 11, 2006
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Cota nossa de cada dia
Deu na Zero Hora. Agora o novo projeto cotista, que já foi votado na Câmara, demanda por metade das vagas em universidades federais para egressos do ensino público e para descendentes de africanos. Mas quem acredita que isso satisfez a comunidade afro se engana, o “Movimento Negro Unificado” considerou a iniciativa “tímida” - querem mais (80%, quem sabe). Ao menos o MSU (Movimento dos Sem Universidade, que tem como slogan a frase “pelo fim dos latifúndios na educação”) recebeu bem o projeto. Vale lembrar que é 50% das vagas em qualquer curso e em qualquer turno (ah, medicina nunca foi tão fácil..).
Como andam a dizer por aí, "não seja burro, seja afro-descendente".
Torço para conseguir um emprego antes que essa maldita falta de melanina me exclua em algum concurso público...
Deu na Zero Hora. Agora o novo projeto cotista, que já foi votado na Câmara, demanda por metade das vagas em universidades federais para egressos do ensino público e para descendentes de africanos. Mas quem acredita que isso satisfez a comunidade afro se engana, o “Movimento Negro Unificado” considerou a iniciativa “tímida” - querem mais (80%, quem sabe). Ao menos o MSU (Movimento dos Sem Universidade, que tem como slogan a frase “pelo fim dos latifúndios na educação”) recebeu bem o projeto. Vale lembrar que é 50% das vagas em qualquer curso e em qualquer turno (ah, medicina nunca foi tão fácil..).
Como andam a dizer por aí, "não seja burro, seja afro-descendente".
Torço para conseguir um emprego antes que essa maldita falta de melanina me exclua em algum concurso público...
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Estranhas Similitudes
"Enlouquecido com fúria irei manchar meu rifle de vermelho ao abater qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Minhas narinas se dilatam ao saborear o odor acre de pólvora e sangue. Com as mortes de meus inimigos eu preparo meu ser para a luta sagrada e me junto ao proletariado triunfante com um uivo bestial." Alah Akbar! Ou melhor.. Viva la revolucion!
Ernesto "Che" Guevara, Diário de viagem, 1951-52

"Enlouquecido com fúria irei manchar meu rifle de vermelho ao abater qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Minhas narinas se dilatam ao saborear o odor acre de pólvora e sangue. Com as mortes de meus inimigos eu preparo meu ser para a luta sagrada e me junto ao proletariado triunfante com um uivo bestial." Alah Akbar! Ou melhor.. Viva la revolucion!
Ernesto "Che" Guevara, Diário de viagem, 1951-52
quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Atendendo ao pedido de meu amigo Daniel para colocar uma caricatura de algum santo católico, lembrando muito acertadamente que os cristãos também já mataram por religião (apesar de que já se passaram alguns séculos desde então), vou colocar esse cartoon de Jesus, estranhamente feito por um cristão europeu. Devo lembrar, todavia, que por causa de cartoons nem cristãos e nem judeus mataram ou criaram algum incidente internacional, e é só entrar em sites pró-Palestina ou pró-islamismo para encontrar alguns exemplares de caricaturas anti-semitas ou charges anti-ocidentais (ou anti-EUA).
art by Alen Lauzan Falcon
terça-feira, fevereiro 07, 2006
segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Insânia islâmica
Não é de agora que venho chamando atenção para o crescimento da tensão mundial entre mulçumanos e não-muçulmanos. Desde os episódios que tiveram lugar principalmente (mas não tão somente) na França, a coisa cresceu e se espalhou de forma alarmante, principalmente no Ocidente, onde absolutamente qualquer besteira é motivo para despertar a fúria e a insânia dessa gente fanática.
Quatro embaixadas destruídas (da Noruega e da Dinamarca), boicote internacional aos produtos de origem escandinava, queima de bandeiras dinamarquesas, espancamento de cidadãos desses países, assassinato de um padre católico, perseguição aos editores de jornais que publicaram as caricaturas, manifestações em todos os países onde existem mulçumanos, alguns com morte como no Afeganistão, a invasão de um prédio da União Européia por quinze homens mascarados e armados, que gritavam palavras de ordem contra o Ocidente e a Dinamarca. Some a isso os milhares de carros, casas, igrejas e todo tipo de propriedade que foi destruída durante os distúrbios franceses por imigrantes islâmicos, e pode-se ter uma vaga idéia do que está acontecendo.
Em textos anteriores eu já havia também falado sobre o fato de que um muçulmano, a despeito das leis e costumes do país onde se encontra, deve prestar obediência tão somente à lei islâmica, a Shari´a, coisa endossada inclusive por organizações islâmicas oficiais sediadas na Europa. Talvez isso explique porque as teocracias do Oriente Médio se sintam no direito de legislar sobre as democracias do Ocidente, uma vez que tentam, por todas as vias, instituir a censura religiosa nesses países. Se a Dinamarca, ou qualquer outro país, se dobrar a vontade do Islã, e censurar o livre pensamento de seus cidadãos e castrar a liberdade de imprensa por temer a grande cimitarra árabe, as democracias populares terão se mostrado mais fracas do que as teocracias totalitárias, e o Ocidente enfrentará sua mais grave crise.
Mas garanto uma coisa: as caricaturas não são os verdadeiros motivos para a explosão de raiva islâmica, foram apenas um pretexto que encontraram para declarar guerra ao inimigo que a muito odeiam, e essa guerra vai longe. Só não vê quem não quer, e parece que muita gente não quer ver.
ALAH AKBAR!
obs: se alguns acreditaram no engodo elaborado pelos imigrantes franceses de que sua revolta era social e econômica, e não religiosa e cultural, não custa lembrar que esses problemas inexistem na Dinamarca, ou existem de forma insignificante. E que o jornaleco que publicou as caricaturas era do interior e sem expressão nacional.
domingo, fevereiro 05, 2006

Eco-cretinice
Eu nunca tive muito respeito por ambientalistas, dos que conheço a maioria adora fazer constatações alarmistas sobre aquecimento global, fim do mundo e do impacto ambiental causado pela pesca na lagoa do peixe (*piada interna*), além de recorrer àquela fábula do passarinho que faz sua parte para combater um incêndio florestal levando água no bico. O bicho morre e não faz nenhuma diferença.
Mas agora os ambientalistas levaram a coisa a um nível mais elevado de cretinice: querem arregimentar 600 milhões de pessoas pra pularem juntas no dia 20 e julho desse ano para mudar a órbita do planeta. Sim! Segundo “pesquisas científicas” (sempre..), a mudança de órbita acabaria com o aquecimento global, aumentaria as horas do dia e criaria um clima mais homogêneo.
Na página, os caras dão o “local jump time” para que qualquer pessoa em qualquer canto do planeta possa maximizar o potencial de seu pulo fazendo-o no momento certo e contribuindo para essa grande tarefa que é mudar a órbita do planeta. Emocionado por essa máxima demonstração global de solidariedade e responsabilidade ambiental, proponho um encontro no às 8 horas, 39 minutos e 13 segundos do dia 20 de julho, para darmos um grande pulo de apoio à causa da humanidade! Claro, se não for apenas uma brincadeirinha, mas não duvido que não seja..
“Let us trust in the power of the human community”
http://www.worldjumpday.org/
sábado, fevereiro 04, 2006
Os bárbaros estão às portas
Sob o sugestivo título de “Fórum Social Fronteiriço”, uma horda de miseráveis oriundos do terceiro mundo prometem derrubar a cerca que divide o México dos EUA. É um clichê terrível, mas não tem como não remeter a realidade romana de 1500 anos atrás. As tribos bárbaras da época odiavam Roma tanto quanto os chicanos subdesenvolvidos de hoje odeiam a América - mas todos querem a cidadania, todos querem ser romanos.
Dizem que a validade de estudar História está no fato de que ela sempre se repete, e se isso for verdade, é bom os americanos dedicarem mais atenção aos vizinhos pobres do sul do que os romanos dedicaram aos seus do norte.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u92071.shtml
Sob o sugestivo título de “Fórum Social Fronteiriço”, uma horda de miseráveis oriundos do terceiro mundo prometem derrubar a cerca que divide o México dos EUA. É um clichê terrível, mas não tem como não remeter a realidade romana de 1500 anos atrás. As tribos bárbaras da época odiavam Roma tanto quanto os chicanos subdesenvolvidos de hoje odeiam a América - mas todos querem a cidadania, todos querem ser romanos.
Dizem que a validade de estudar História está no fato de que ela sempre se repete, e se isso for verdade, é bom os americanos dedicarem mais atenção aos vizinhos pobres do sul do que os romanos dedicaram aos seus do norte.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u92071.shtml
segunda-feira, janeiro 30, 2006
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Filme interessante esse, Jarhead ("Soldado anônimo"), sobre a decadência da infantaria na guerra moderna, ou pelo menos sobre seu papel secundário em guerras onde a ocupação efetiva não se faz necessária. Também é um drama psicológico sobre como o ócio age sobre homens que durante meses treinaram e viveram sob a pressão e a expectativa de entrar em combate. Um filme de guerra sem batalhas..
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Fomentando o racismo
Sobre a problemática racial expressa na política de cotas e no Estatuto (dito “da igualdade racial”), que abordei algumas vezes por aqui, o Cristaldo escreveu outro relevante artigo de uma perspectiva diferente da todas com a que eu já havia tido contato: a supressão do brasileiro por excelência, o mulato.
Segundo o tal Estatuto, seremos todos classificados conforme a melanina em nossas peles e reduzidos a dois grupos, pretos e brancos; sendo que os que possuem descendência africana E européia serão considerados pardos, e esses como afro-descendentes. Resultado: sob um ponto de vista puramente estatístico, o Brasil irá figurar entre os países racialmente divididos, ao estilo África do Sul, onde a miscigenação, de fato, nunca ocorreu. É uma forma bastante pérfida de se ocultar o fato verdadeiro e inegável de que este país, longe de ser segregacionista, é cultural e racialmente mestiço.
Segue o texto na íntegra. Os destaquers em itálico são meus.
A extinção do mulato
por Janer Cristando em 17 de janeiro de 2006
Movimentos ecologistas estão preocupados com a extinção de baleias, ursos polares, micos-leões-dourados e outras espécies. Pessoalmente, estou preocupado com outra espécie bem mais próxima e mais valiosa, os mulatos e as mulatas. Que, dependendo da inépcia de nossos legisladores, em breve será extinta. Pelo menos do ponto de vista legal. É o que propõe um monstrengo jurídico, de autoria do senador Paulo Paim, o projeto de lei n° 3.198/2000, também chamado de Estatuto da Igualdade Racial. Já foi aprovado pelo Senado e tramita em regime de prioridade na Câmara dos Deputados. De uma só tacada, Paulo Paim extermina legalmente os mulatos do território pátrio: “Para efeito deste Estatuto, consideram-se afro-brasileiros as pessoas que se classificam como tais e/ou como negros, pretos, pardos ou definição análoga”.
Demorou mas chegou até nós. Está sendo introduzida legalmente no Brasil a classificação ianque, que só consegue ver pretos e brancos em sua sociedade e nega a miscigenização. Este sórdido projeto é antigo, fruto da exportação dos conflitos raciais dos Estados Unidos para um país onde o negro sempre conviveu bem com o branco, tanto que o mulato constitui um contingente considerável da população. Mal foi eleito, o Supremo Apedeuta saiu arrotando urbi et orbi que o Brasil era a segunda nação negra do mundo, depois da Nigéria. Até mesmo uma pessoa aparentemente culta, como Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, prestou-se a corroborar o sofisma safado: “Como declarou o presidente Lula, o estreitamento das relações com a África constitui para o Brasil uma obrigação política, moral e histórica. Com 76 milhões de afrodescendentes, somos a segunda maior nação negra do mundo, atrás da Nigéria, e o governo está empenhado em refletir essa circunstância”. Ao colocar todos afrodescendentes no mesmo saco dos negros, o ministro demonstra que, nos círculos do poder, mesmo homens cultos se dobram à bajulação.
Ora, segundo o IBGE, a população negra do Brasil, em 99, era de apenas 5,4%. Com o acréscimo de 39,9% do contingente de mulatos, o Brasil estaria perto de ser definido como um país majoritariamente negro, como aliás é hoje considerado por muitos americanos e europeus. Com o projeto do senador, não teremos mais mulatos (ou pardos, no jargão do IBGE), mas apenas afro-brasileiros. O que os ativistas negros esquecem é que o mulato pode denominar-se tanto afro-brasileiro como euro-brasileiro. A tônica no afro tem intenções óbvias: aumentada artificialmente a população negra, torna-se fácil pressionar os legisladores para obter mais vantagens para os que não são brancos. Os ativistas negros no Congresso querem ganhar privilégios no tapetão da semântica.
Sensível ao apelo dos votos, Geraldo Alckmin está encaminhando à Assembléia Legislativa projeto de lei que estabelece o acréscimo de pontuação aos afrodescendentes no concurso público para a Defensoria do Estado. Após os Estados Unidos estarem abandonando a política das ações afirmativas, o governador paulista, em um gesto de mimetismo terceiro-mundista tardio, afirma: "Estamos fortalecendo nossa proposta de ações afirmativas". É um modo de dizer. O que Alckmin parece ignorar é o artigo 5° da Constituição, que reza: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Alckmin é hoje visto como uma alternativa à permanência do Supremo Apedeuta no poder. Triste alternativa, a de um político que, em sua ambição de votos, começa sua campanha rasgando de uma penada a Constituição brasileira. Se já rasga a Carta Magna enquanto candidato a candidato, podemos imaginar o que ousaria quando no poder.
Nas últimas décadas, os movimentos negros insistiram na idéia de que raça não existe, ser negro seria apenas uma questão de melanina. Quando começou a surgir no Brasil a infeliz idéia ianque de cotas, tanto para a universidade como para admissão em empregos públicos, assistimos a uma súbita reviravolta: raça agora existe e deve ser declarada. O malsinado projeto do senador gaúcho determina que, em várias circunstâncias – no Sistema Único de Saúde, nos sistemas de informação da Seguridade Social, em todos os registros administrativos direcionados aos empregadores e aos trabalhadores do setor privado e do setor público – o quesito raça/cor será obrigatoriamente introduzido e coletado, de acordo com a autoclassificação.
Se até bem pouco afirmar a existência de raças era sinônimo de racismo, a noção de raça agora passou a ser algo bom, digno e justo. Para a advogada Flavia Lima, coordenadora do Programa de Justiça da ONG Núcleo de Estudos Negros, em Florianópolis (SC), a classificação dos indivíduos segundo a raça pode ser um instrumento na luta contra o racismo. A obrigatoriedade de registro da cor seria um ponto positivo do Estatuto, já que permite investigações sobre racismo em diversas esferas da sociedade.
Ó tempora, ó mores!O que ontem era estigma, o registro da cor, passa hoje a ser virtude. Os movimentos negros, ao que tudo indica, terão de jogar ao lixo suas velhas bandeiras. Para o Supremo Apedeuta, por exemplo, até os nigerianos já são afrodescendentes.
Como observa Demétrio Magnoli, na Folha de São Paulo, “os modelos são a África do Sul do apartheid e a Ruanda dos belgas, com suas carteiras de identidade etno-raciais. A nação deixará de ser um contrato entre indivíduos para se tornar uma confederação de raças". Se aprovado na Câmara este projeto infame, os negros e mulatos terão carteirinha única, e esta jamais será a de mulato. Imagine o leitor se um deputado branco sugerisse a instituição da carteirinha de negro. Seria imediatamente comparado a Hitler, que identificou os judeus com a tecnologia Hollerith de cartões perfurados da IBM.
Como os deputados hoje estão mais preocupados em salvar a própria pele do que em discutir quesitos de raça ou cor, corremos o sério risco de que o absurdo estatuto adquira força de lei. Os políticos sentem-se tão à vontade para praticar este estupro, que já o incluem em suas promessas de campanha, como o fez Alckmin. Se a Constituição já foi violada mediante compra de votos, violação a mais violação a menos tanto faz. E assim desaparecerá, banida por lei, a prova mais incontestável do caldeamento de raças no Brasil, o mulato.
Os velhos comunistas podem ter perdido a guerra, mas não perderam os vícios. Luta de classes morta, luta racial posta.
Sobre a problemática racial expressa na política de cotas e no Estatuto (dito “da igualdade racial”), que abordei algumas vezes por aqui, o Cristaldo escreveu outro relevante artigo de uma perspectiva diferente da todas com a que eu já havia tido contato: a supressão do brasileiro por excelência, o mulato.
Segundo o tal Estatuto, seremos todos classificados conforme a melanina em nossas peles e reduzidos a dois grupos, pretos e brancos; sendo que os que possuem descendência africana E européia serão considerados pardos, e esses como afro-descendentes. Resultado: sob um ponto de vista puramente estatístico, o Brasil irá figurar entre os países racialmente divididos, ao estilo África do Sul, onde a miscigenação, de fato, nunca ocorreu. É uma forma bastante pérfida de se ocultar o fato verdadeiro e inegável de que este país, longe de ser segregacionista, é cultural e racialmente mestiço.
Segue o texto na íntegra. Os destaquers em itálico são meus.
A extinção do mulato
por Janer Cristando em 17 de janeiro de 2006
Movimentos ecologistas estão preocupados com a extinção de baleias, ursos polares, micos-leões-dourados e outras espécies. Pessoalmente, estou preocupado com outra espécie bem mais próxima e mais valiosa, os mulatos e as mulatas. Que, dependendo da inépcia de nossos legisladores, em breve será extinta. Pelo menos do ponto de vista legal. É o que propõe um monstrengo jurídico, de autoria do senador Paulo Paim, o projeto de lei n° 3.198/2000, também chamado de Estatuto da Igualdade Racial. Já foi aprovado pelo Senado e tramita em regime de prioridade na Câmara dos Deputados. De uma só tacada, Paulo Paim extermina legalmente os mulatos do território pátrio: “Para efeito deste Estatuto, consideram-se afro-brasileiros as pessoas que se classificam como tais e/ou como negros, pretos, pardos ou definição análoga”.
Demorou mas chegou até nós. Está sendo introduzida legalmente no Brasil a classificação ianque, que só consegue ver pretos e brancos em sua sociedade e nega a miscigenização. Este sórdido projeto é antigo, fruto da exportação dos conflitos raciais dos Estados Unidos para um país onde o negro sempre conviveu bem com o branco, tanto que o mulato constitui um contingente considerável da população. Mal foi eleito, o Supremo Apedeuta saiu arrotando urbi et orbi que o Brasil era a segunda nação negra do mundo, depois da Nigéria. Até mesmo uma pessoa aparentemente culta, como Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, prestou-se a corroborar o sofisma safado: “Como declarou o presidente Lula, o estreitamento das relações com a África constitui para o Brasil uma obrigação política, moral e histórica. Com 76 milhões de afrodescendentes, somos a segunda maior nação negra do mundo, atrás da Nigéria, e o governo está empenhado em refletir essa circunstância”. Ao colocar todos afrodescendentes no mesmo saco dos negros, o ministro demonstra que, nos círculos do poder, mesmo homens cultos se dobram à bajulação.
Ora, segundo o IBGE, a população negra do Brasil, em 99, era de apenas 5,4%. Com o acréscimo de 39,9% do contingente de mulatos, o Brasil estaria perto de ser definido como um país majoritariamente negro, como aliás é hoje considerado por muitos americanos e europeus. Com o projeto do senador, não teremos mais mulatos (ou pardos, no jargão do IBGE), mas apenas afro-brasileiros. O que os ativistas negros esquecem é que o mulato pode denominar-se tanto afro-brasileiro como euro-brasileiro. A tônica no afro tem intenções óbvias: aumentada artificialmente a população negra, torna-se fácil pressionar os legisladores para obter mais vantagens para os que não são brancos. Os ativistas negros no Congresso querem ganhar privilégios no tapetão da semântica.
Sensível ao apelo dos votos, Geraldo Alckmin está encaminhando à Assembléia Legislativa projeto de lei que estabelece o acréscimo de pontuação aos afrodescendentes no concurso público para a Defensoria do Estado. Após os Estados Unidos estarem abandonando a política das ações afirmativas, o governador paulista, em um gesto de mimetismo terceiro-mundista tardio, afirma: "Estamos fortalecendo nossa proposta de ações afirmativas". É um modo de dizer. O que Alckmin parece ignorar é o artigo 5° da Constituição, que reza: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Alckmin é hoje visto como uma alternativa à permanência do Supremo Apedeuta no poder. Triste alternativa, a de um político que, em sua ambição de votos, começa sua campanha rasgando de uma penada a Constituição brasileira. Se já rasga a Carta Magna enquanto candidato a candidato, podemos imaginar o que ousaria quando no poder.
Nas últimas décadas, os movimentos negros insistiram na idéia de que raça não existe, ser negro seria apenas uma questão de melanina. Quando começou a surgir no Brasil a infeliz idéia ianque de cotas, tanto para a universidade como para admissão em empregos públicos, assistimos a uma súbita reviravolta: raça agora existe e deve ser declarada. O malsinado projeto do senador gaúcho determina que, em várias circunstâncias – no Sistema Único de Saúde, nos sistemas de informação da Seguridade Social, em todos os registros administrativos direcionados aos empregadores e aos trabalhadores do setor privado e do setor público – o quesito raça/cor será obrigatoriamente introduzido e coletado, de acordo com a autoclassificação.
Se até bem pouco afirmar a existência de raças era sinônimo de racismo, a noção de raça agora passou a ser algo bom, digno e justo. Para a advogada Flavia Lima, coordenadora do Programa de Justiça da ONG Núcleo de Estudos Negros, em Florianópolis (SC), a classificação dos indivíduos segundo a raça pode ser um instrumento na luta contra o racismo. A obrigatoriedade de registro da cor seria um ponto positivo do Estatuto, já que permite investigações sobre racismo em diversas esferas da sociedade.
Ó tempora, ó mores!O que ontem era estigma, o registro da cor, passa hoje a ser virtude. Os movimentos negros, ao que tudo indica, terão de jogar ao lixo suas velhas bandeiras. Para o Supremo Apedeuta, por exemplo, até os nigerianos já são afrodescendentes.
Como observa Demétrio Magnoli, na Folha de São Paulo, “os modelos são a África do Sul do apartheid e a Ruanda dos belgas, com suas carteiras de identidade etno-raciais. A nação deixará de ser um contrato entre indivíduos para se tornar uma confederação de raças". Se aprovado na Câmara este projeto infame, os negros e mulatos terão carteirinha única, e esta jamais será a de mulato. Imagine o leitor se um deputado branco sugerisse a instituição da carteirinha de negro. Seria imediatamente comparado a Hitler, que identificou os judeus com a tecnologia Hollerith de cartões perfurados da IBM.
Como os deputados hoje estão mais preocupados em salvar a própria pele do que em discutir quesitos de raça ou cor, corremos o sério risco de que o absurdo estatuto adquira força de lei. Os políticos sentem-se tão à vontade para praticar este estupro, que já o incluem em suas promessas de campanha, como o fez Alckmin. Se a Constituição já foi violada mediante compra de votos, violação a mais violação a menos tanto faz. E assim desaparecerá, banida por lei, a prova mais incontestável do caldeamento de raças no Brasil, o mulato.
Os velhos comunistas podem ter perdido a guerra, mas não perderam os vícios. Luta de classes morta, luta racial posta.
quinta-feira, janeiro 19, 2006
segunda-feira, novembro 28, 2005
sexta-feira, novembro 25, 2005
Os donos da razão
“Quatro décadas de "revolução cultural" já prepararam a mente da nossa população e da nossa elite para julgar os crimes não pela sua gravidade intrínseca, mas pela coloração político-ideológica dos suspeitos. Um homem da direita roubar uma galinha é crime hediondo. Mas se vocês, da esquerda, protegem e enaltecem a mais vasta e cruel organização criminosa de que se tem notícia no Continente, há!, isto é coisa inocente, não tem nada de mais.” Olavo de Carvalho
O texto foi escrito em 1999 e se referia ao apoio aberto e explícito do governo petista do RS ao grupo guerrilheiro FARC, sabidamente vinculado ao narcotráfico (cunhou-se na época o termo “narcoguerrilha” para caracterizar as atividades do grupo). Coincidentemente os mesmos que sustentaram a campanha pelo “SIM”, alegando serem “da paz”.
Mas o que salta aos olhos é que o trecho citado foi retirado de um texto escrito há seis anos, muito antes de explodir os escândalos do atual governo petista, e de se tornar lugar comum eufemismos para crimes como caixa-dois, corrupção e compra de votos. Quer dizer, se caso tais crimes, que de fato o são, tivessem acontecido sob o governo de um partido que não de esquerda decerto haveria de explodir a revolução para derrubar o “fascismo neo-liberal”. Mas foram os companheiros. Então não foi tão grave.
“Quatro décadas de "revolução cultural" já prepararam a mente da nossa população e da nossa elite para julgar os crimes não pela sua gravidade intrínseca, mas pela coloração político-ideológica dos suspeitos. Um homem da direita roubar uma galinha é crime hediondo. Mas se vocês, da esquerda, protegem e enaltecem a mais vasta e cruel organização criminosa de que se tem notícia no Continente, há!, isto é coisa inocente, não tem nada de mais.” Olavo de Carvalho
O texto foi escrito em 1999 e se referia ao apoio aberto e explícito do governo petista do RS ao grupo guerrilheiro FARC, sabidamente vinculado ao narcotráfico (cunhou-se na época o termo “narcoguerrilha” para caracterizar as atividades do grupo). Coincidentemente os mesmos que sustentaram a campanha pelo “SIM”, alegando serem “da paz”.
Mas o que salta aos olhos é que o trecho citado foi retirado de um texto escrito há seis anos, muito antes de explodir os escândalos do atual governo petista, e de se tornar lugar comum eufemismos para crimes como caixa-dois, corrupção e compra de votos. Quer dizer, se caso tais crimes, que de fato o são, tivessem acontecido sob o governo de um partido que não de esquerda decerto haveria de explodir a revolução para derrubar o “fascismo neo-liberal”. Mas foram os companheiros. Então não foi tão grave.
Democratização da filosofia
Algumas pérolas proferidas pela filósofa e socialite Yara Baumgart, em uma entrevista da Veja:
Yara - Ando tendo muitas preocupações com o mundo.
Veja – Quais?
Yara – A maior é com a água. Se não economizarmos, vai faltar no próximo século. Também estou apreensiva com o tempo. Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos...
Veja – Como a senhora definiria a física quântica?
Yara – Não sei explicar direito, mas posso dar um exemplo. Quando vou contratar alguém, além de avaliar seu currículo, procuro sentir sua energia. Se é boa, houve um encontro dos nossos campos energéticos, entendeu?
---------------------------------------------------------------------------
Ela precisa mais de aulas de física do que filosofia... =oD~~
Algumas pérolas proferidas pela filósofa e socialite Yara Baumgart, em uma entrevista da Veja:
Yara - Ando tendo muitas preocupações com o mundo.
Veja – Quais?
Yara – A maior é com a água. Se não economizarmos, vai faltar no próximo século. Também estou apreensiva com o tempo. Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos...
Veja – Como a senhora definiria a física quântica?
Yara – Não sei explicar direito, mas posso dar um exemplo. Quando vou contratar alguém, além de avaliar seu currículo, procuro sentir sua energia. Se é boa, houve um encontro dos nossos campos energéticos, entendeu?
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Ela precisa mais de aulas de física do que filosofia... =oD~~
quarta-feira, novembro 23, 2005

Em Roma, aja como romano
Desde o século XVIII a França, em especial Paris, recebe uma miríade de imigrantes. Eles vêem dos mais diferentes lugares do mundo, e não só de suas colônias como defendem alguns. Aliás, é esse amálgama cultural parisiense parte de seu charme. Judeus, latino americanos, asiáticos e africanos vivem na cidade a mais de século sem maiores problemas. Sim, preconceito existe como existe em qualquer lugar, mas nunca a ponto de causar grandes constrangimentos e não de forma institucional. Agora os defensores dos direitos humanos (só pra variar o termo “politicamente correto” rsrs) criticam e justificam a onda de violência e revolta pelo fato de a maior parte dos imigrantes viverem em subúrbios. Que grande piada!
Decerto esses senhores acreditam que Champs Elysee deveria ser também direito de todo pêlo-duro que chega ao país. Ignoram que de todos os grupos de imigrantes apenas, e coincidentemente, os mulçumanos saem as ruas quebrando e tocando o terror por todo lugar, inclusive em igrejas. Ora, se a questão é meramente econômico-social porque então os asiáticos e latinos não se juntam a horda destruidora? O pior é que o terrível governo francês, e europeu como um todo, recebe esses imigrantes e ainda garante moradia, proporciona uma qualidade de vida que dificilmente conseguiriam na Argélia ou no Marrocos e ainda é acusado de racismo e preconceito.
A expressão ”français de souche” usada para designar os franceses de linhagem antiga, autóctones, nativos, como queiram, têm provocado controvérsia e gerado uma impressão de racismo. Tal expressão tem seu equivalente no termo “gaúcho gaudério”, do sul do Rio Grande, “gringos” entre os italianos do norte do mesmo estado, “cariocas da gema” entre os nativos do Rio de Janeiro e por aí afora. Nenhum desses adjetivos é necessariamente “racista” ou “preconceituoso”, apenas ilustram orgulho de uma descendência e um sentimento de maior apego a terra. Agora até mesmo isso está sendo usado de munição contra os franceses, transformados em nazistas da noite para o dia.
Um dos maiores problemas dos imigrantes mulçumanos na Europa, como bem assinalado pela escritora Oriana Fallaci e pela senadora holandesa convertida do Islã Ayaan Hirsi Ali, é que as comunidades árabes, sempre fechadas, impedem sua prole de estudar junto aos “infiéis” colocando-a em mesquitas (transformadas em escolas) e dificultando a assimilação cultural necessária para uma boa convivência social. Nessas mesmas comunidades fechadas as autoridades do país estão virtualmente impedidas de entrar, e os imigrantes fazem desses guetos verdadeiros baluartes medievais além das linhas inimigas. Práticas consideradas criminosas no mundo ocidental (como espancamento das mulheres) são perpetradas impunemente enquanto entidades oficiais mulçumanas pregam que a Sharia deve estar acima da Constituição. Sim, é a terceira ou quarta geração de imigrantes como disse alguém, mas que importa isso se mal dominam a língua do país que os acolhe e não reconhecem as leis e os costumes locais? E reafirmo: fosse realmente um problema meramente social então teríamos uma revolução de proporções catastróficas, pois o número de imigrantes na França calcula-se em torno de 4.310.000 pessoas, e esse número cresce, literalmente, de forma exponencial. Se Thomas Malthus vivesse veria sua teoria posta à prova...
Não esqueçam, por favor, que a França acusada de racismo é a pátria mãe dos direitos humanos e mantém um Escritório de Proteção dos Refugiados e Apátridas sem paralelo no mundo. O país está pagando caro por ter aberto suas portas de forma tão escancarada, nunca tendo sido reconhecida e passando por vilã aos olhos dos que vêem tudo apenas superficialmente como mera questão econômica . Irônico.
A foto mostra o símbolo nacional da Dinamarca, a mermeid (sereia), localizada na cidade de Copenhagen vestida em uma burka mulçumana. Aconteceu ano passado. Me lembra aquela musiquinha "tá dominado, tá tudo dominado!".. rsrsrs
segunda-feira, novembro 21, 2005
Esse texto foi colocado em uma comunidade do Orkut em setembro, acho. Apesar disso ainda é válido em vista das discussões que estão sendo travadas por aqui. Ele segue pelas mesmas linhas do que o Diego escreveu.
E serve também como resposta aos que me consideram racista, ou pelo menos minha opinião sobre cotas raciais questionável.
Da institucionalização do racismo
Em qualquer dicionário o significado do verbo discriminar é diferenciar, separar, discernir, etc. A luta que eu achei que era travada por aqueles que tinham algum grau de ascendência africana (ou judaica, ou asiática, ou ameríndia ou qualquer outra etnia não-européia) era justamente contra essa discriminação dita racial, em favor da igualdade independente de origem étnica. Sempre achei tal luta digna do mais profundo respeito e apoio-a como a mais justa das causas.
Mas, de um certo tempo pra cá, acredito que esse caráter da luta por igualdade foi substituído por um recrudescimento de orgulho racial, que em si e em princípio, é bastante saudável: faz com que não se tenha um sentimento de vergonha injustificado e estimula o estudo das origens dessa etnia que hoje forma a brasilidade.
E a cousa toda cresceu. Cresceu a ponto de hoje ser imputado um sentimento de culpa naqueles que possuem um grau maior de euro-descendência (empregando o termo politicamente correto), como que se sobre eles pairasse um “pecado original” oriundo daqueles que fizeram uso da instituição escravocrata e do qual alguns descendem. Esse sentimento faz com que muitas pessoas, com esse pesado fardo de culpa, apóiem políticas compensatórias como o caso de cotas para negros em universidades e agora em concursos públicos, sendo que esse sempre teve como premissa a não-discriminação. Aqueles mesmos que antes pregavam a igualdade étnica, hoje são os exaltam a “raça”, e fazendo uso da popularização do pensamento “politicamente correto” discriminam os demais.
No Brasil hoje vale sim a discriminação, ela já foi institucionalizada pelo Estado e têm a benção da Nação. Mas eu me pergunto sempre sobre qual o critério para identificar um legítimo afro-descendente brasileiro. Seriam aqueles que possuem a pele mais escura? Ou seriam os que mantêm os traços? Um mulato é afro-descendente? E se ele tiver pele clara, mas ancestrais negros? Seria uma questão de pureza racial (como os nazistas tanto perseguiram), afinal alguém 100% negro, como diz a famosa estampa, no Brasil é difícil.
Não a discriminação!
-------------------------------------------------------------------------------------
Como resposta, apenas uma mulher defendeu a tese de "discriminação positiva" (ou racismo positivo, como preferir) dizendo que é necessário tal discriminação, e usou como exemplo a situação da mulher.
Não há se comparar a situação da mulher em comparação com o homem e a situação do negro frente ao branco. Se no primeiro caso existem diferenças evidentes, tanto de ordem psicológica como fisiológica, tal coisa inexiste em sua totalidade com relação ao segundo. Outra diferença é que o que existe com relação à mulher é uma proteção trabalhista e com relação ao negro uma compensação histórica retroativa.
Combater o racismo fomentando o mesmo é a mais racista das atitudes. E tapar o sol com a peneira é usar de medidas pseudocompensatórias ao invés de batalhar na melhoria do ensino público fundamental, a verdadeira razão pela qual os negros, brancos, amarelos, vermelhos e verdes pobres não conseguem "chegar lá".
E, sob essa perspectiva, quem são os verdadeiros racistas?
E serve também como resposta aos que me consideram racista, ou pelo menos minha opinião sobre cotas raciais questionável.
Da institucionalização do racismo
Em qualquer dicionário o significado do verbo discriminar é diferenciar, separar, discernir, etc. A luta que eu achei que era travada por aqueles que tinham algum grau de ascendência africana (ou judaica, ou asiática, ou ameríndia ou qualquer outra etnia não-européia) era justamente contra essa discriminação dita racial, em favor da igualdade independente de origem étnica. Sempre achei tal luta digna do mais profundo respeito e apoio-a como a mais justa das causas.
Mas, de um certo tempo pra cá, acredito que esse caráter da luta por igualdade foi substituído por um recrudescimento de orgulho racial, que em si e em princípio, é bastante saudável: faz com que não se tenha um sentimento de vergonha injustificado e estimula o estudo das origens dessa etnia que hoje forma a brasilidade.
E a cousa toda cresceu. Cresceu a ponto de hoje ser imputado um sentimento de culpa naqueles que possuem um grau maior de euro-descendência (empregando o termo politicamente correto), como que se sobre eles pairasse um “pecado original” oriundo daqueles que fizeram uso da instituição escravocrata e do qual alguns descendem. Esse sentimento faz com que muitas pessoas, com esse pesado fardo de culpa, apóiem políticas compensatórias como o caso de cotas para negros em universidades e agora em concursos públicos, sendo que esse sempre teve como premissa a não-discriminação. Aqueles mesmos que antes pregavam a igualdade étnica, hoje são os exaltam a “raça”, e fazendo uso da popularização do pensamento “politicamente correto” discriminam os demais.
No Brasil hoje vale sim a discriminação, ela já foi institucionalizada pelo Estado e têm a benção da Nação. Mas eu me pergunto sempre sobre qual o critério para identificar um legítimo afro-descendente brasileiro. Seriam aqueles que possuem a pele mais escura? Ou seriam os que mantêm os traços? Um mulato é afro-descendente? E se ele tiver pele clara, mas ancestrais negros? Seria uma questão de pureza racial (como os nazistas tanto perseguiram), afinal alguém 100% negro, como diz a famosa estampa, no Brasil é difícil.
Não a discriminação!
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Como resposta, apenas uma mulher defendeu a tese de "discriminação positiva" (ou racismo positivo, como preferir) dizendo que é necessário tal discriminação, e usou como exemplo a situação da mulher.
Não há se comparar a situação da mulher em comparação com o homem e a situação do negro frente ao branco. Se no primeiro caso existem diferenças evidentes, tanto de ordem psicológica como fisiológica, tal coisa inexiste em sua totalidade com relação ao segundo. Outra diferença é que o que existe com relação à mulher é uma proteção trabalhista e com relação ao negro uma compensação histórica retroativa.
Combater o racismo fomentando o mesmo é a mais racista das atitudes. E tapar o sol com a peneira é usar de medidas pseudocompensatórias ao invés de batalhar na melhoria do ensino público fundamental, a verdadeira razão pela qual os negros, brancos, amarelos, vermelhos e verdes pobres não conseguem "chegar lá".
E, sob essa perspectiva, quem são os verdadeiros racistas?
domingo, novembro 20, 2005
Folha de São Paulo:
Ouro Preto muda bandeira "racista"
Considerada racista e motivo de constrangimento para os moradores, a bandeira da cidade histórica de Ouro Preto (89 km a sul de Belo Horizonte) ganhou ontem um novo texto. A frase em latim "proetiosum tamen nigrum" (precioso ainda que negro), referência ao ouro coberto por óxido de ferro encontrado na região, foi substituída por "proetiosum aurum nigrum" (precioso ouro negro). A lei que mudou a bandeira de 1931 foi sancionada ontem pelo prefeito Ângelo Oswaldo (PMDB). Segundo ele, a alteração é uma reivindicação antiga de intelectuais, movimentos negros e até turistas de Ouro Preto.
Se deixar, esses politicamente corretos futuramente irão retirar a inscrição "négo" da bandeira da Paraíba, por se tratar de uma referência racista a "nêgo". Foi aberta a temporada de "caça às bruxas": toda e qualquer palavra, expressão ou termo que parecer suspeito a essa gente será expurgado da língua portuguesa! Assim como aconteceu com o verbo denegrir, considerado racista segundo a "cartilha do politicamente correto" do governo.
É a revolução!!!!
Ouro Preto muda bandeira "racista"
Considerada racista e motivo de constrangimento para os moradores, a bandeira da cidade histórica de Ouro Preto (89 km a sul de Belo Horizonte) ganhou ontem um novo texto. A frase em latim "proetiosum tamen nigrum" (precioso ainda que negro), referência ao ouro coberto por óxido de ferro encontrado na região, foi substituída por "proetiosum aurum nigrum" (precioso ouro negro). A lei que mudou a bandeira de 1931 foi sancionada ontem pelo prefeito Ângelo Oswaldo (PMDB). Segundo ele, a alteração é uma reivindicação antiga de intelectuais, movimentos negros e até turistas de Ouro Preto.
Se deixar, esses politicamente corretos futuramente irão retirar a inscrição "négo" da bandeira da Paraíba, por se tratar de uma referência racista a "nêgo". Foi aberta a temporada de "caça às bruxas": toda e qualquer palavra, expressão ou termo que parecer suspeito a essa gente será expurgado da língua portuguesa! Assim como aconteceu com o verbo denegrir, considerado racista segundo a "cartilha do politicamente correto" do governo.
É a revolução!!!!
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