sexta-feira, março 24, 2006

Eu adoro essa luz dos dias de outono, tudo muda, tudo fica mais bonito. .

quinta-feira, março 23, 2006


Democracia afegã

O conceito de democracia atualmente é bastante flexível - existem democracias para todos os gostos. Democracia chinesa, democracia cubana, democracia iraniana e por aí a fora. Alguns prometem uma democracia iraquiana dentro em pouco, que glória! Mas dentre todos os modelos democráticos hoje existentes o mais duramente criticado, alvo de todos os ódios é a famigerada -e falsa- democracia liberal. Seria uma ironia?

Enfim, dando uma navegada pela rede, eis que me deparo com essa interessante notícia de um sujeito afegão que, para sua desgraça, resolveu ver a Luz e a Verdade no livro errado, segundo a justiça democrática de seu país. Abdul Rahman, de 41 anos, pode agora ser condenado à morte por ter abandonado a fé islâmica e abraçado o cristianismo, crime máximo segundo a tal shari’a, lei muçulmana que inspirou a Constituição democrática afegã. “Não estamos contra nenhuma religião no mundo. Mas no Afeganistão, este tipo de coisa é contra a lei” esclareceu o juiz Ansarullah Mawlavezada para alívio geral. Imagina se estivessem!

Onde diabos estão as ONGs de direitos humanos, que na Europa berram aos quatro ventos quando uma estudante muçulmana é proibida de entrar em uma escola vestida feito um urubu dos pés a cabeça, para defender a vida de um infeliz que rejeitou o islamismo? Ah, claro, o multiculturalismo, a liberdade religiosa e todas essas bandeiras politicamente corretas só valem quando diz respeito aos direitos islâmicos em terra estrangeira. Cristãos, judeus, hindus, hare krishnas, ateus e a mãe do badanha podem, e vão continuar sendo perseguidos em países teocráticos islâmicos sem que ninguém ache isso ruim.

O que seria desses países sem a bendita democracia?!

Na foto o juiz mostra a evidência do crime: a Bíblia.

Mais sobre em
http://www11.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/mar/20/315.htm
http://www.voanews.com/english/2006-03-18-voa7.cfm
http://www.metimes.com/articles/normal.php?StoryID=20060319-072838-8361r
http://michellemalkin.com/archives/004796.htm

terça-feira, março 21, 2006


“Adeus, Lênin!” - censura ideológica?

Bueno, esse é um filme de que gosto bastante. É muito emblemático. Tão emblemático que fez com que uma cena, curta e discreta, fosse cortada no Brasil.
O Janer chamou a atenção, depois de assistir novamente ao filme no Telecine Cult, que uma cena que havia lhe chamado a atenção estava faltando: quando o protagonista sai a procurar nos lixões de Berlim por bugigangas da falecida república soviética para decorar o quarto de sua mãe, militante do Partido e que recém despertara de um coma, encontra um pôster velho e surrado do líder idolatrado “che” Guevara e o leva para o quarto. Tal cena foi deliberadamente retirada da versão brasileira, mesmo dos DVDs. Não caracterizando extrema violência nem putaria, me faz imaginar que foi motivação político-ideológica o que fez com que essa cena, inofensiva e até meio boba, fosse sacada fora. Afinal, o ícone maior do comunismo latino-americano, herói de la revolución, jogado no meio da merda como cousa descartável é um desrespeito para com os militantes da verdadeira causa da humanidade. Hasta la victoria siempre!

sábado, março 18, 2006





PSOL – Uma curiosidade





Desconcertante saber que um dos mais badalados partidos da esquerda nacional, o PSOL, que colocará Heloísa Helena na disputa presidencial, tem como fundador, além da própria candidata, um sujeito como Achille Lollo, que também é um dos principais ideólogos da sigla.
Mas quem diabos é Achille Lollo?

Achille Lollo é italiano. Em 1973, seu país vivia os Anos de Chumbo e ele militava no Partido Operário. Num episódio que chocou a Itália, Lollo e dois companheiros de partido jogaram 5 litros de gasolina por baixo das entradas do pequeno apartamento onde Mario Mattei, sua mulher e seus seis filhos moravam na rua Bibbiena, no bairro operário de Primavalle em Roma. E atearam fogo. Mattei trabalhava como gari e era secretario da seção do MSI (Movimento Social Italiano, de direita) no bairro. O casal conseguiu escapar, junto com quatro filhos. Mas Virgilio, de oito anos, não conseguiu sair de seu quarto. Seu irmão Stefano, 14 anos mais velho, tentou salvá-lo. Ambos morreram queimados”.

Achille Lollo foi julgado e condenado a 18 anos de prisão pelo crime. Mas fugiu. Anos depois reapareceu em solo tupiniquim e, desde então, a Itália pede por sua extradição – sempre negada. Em 2004 Achille ajudou dona Heloísa a fundar o partido PSOL, do qual conheço alguns simpatizantes. Pergunto-me o seguinte: será do conhecimento desses militantes o passado podre de um dos mentores do partido adotado? Torço para que não.
Quando perguntada sobre o que achava desse passado de Achille Lollo, Heloísa Helena, muito convenientemente, silenciou. Também pudera.

Esse post foi baseado no artigo de Gabriel Castro

Mais sobre em
http://redazione.romaone.it/4Daction/Web_RubricaNuova?ID=63379&doc=si em italiano
http://www.azionegiovani.org/modules.php?name=News&file=article&sid=35 em italiano
http://www.lisistrata.com/2005politicainterna/002vergognalatitanti.htm em italiano
http://www.italiamiga.com.br/noticias/artigos/quello_spaventoso_rogo_di_30_ann.htm em português

sexta-feira, março 17, 2006


A sorte desse cartunista é que a moda de chacinar artistas ainda não pegou entre os nossos extremistas...

quarta-feira, março 15, 2006



"A morte resolve todos os problemas - sem homens, sem problemas."
Joseph Stalin, o "paizinho dos povos"

Gostei, de tempos em tempos vou colocar frases espirituosas de alguns dos grandes próceres comunas. Enjoy!

segunda-feira, março 13, 2006



O relativismo do discurso relativista

Quando o inteligente Einstein proferiu (proferiu?) a inteligente frase “tudo é relativo”, decerto não imaginou que algum dia pessoas levariam a cabo sua máxima científica aplicando-a em teorizações político-sociais. Entender o discurso relativista, basilar no pensamento esquerdista nacional e mundial, é de fundamental importância, pois é com base no princípio de que nada é absoluto que se justificam as ações que em uma situação de normalidade seriam no mínimo questionáveis. Segue alguns exemplos de distorções lógicas que todos já ouviram pelo menos uma vez proferidas por um militante.

Não existe bandido, existe vítima da sociedade excludente.
Essa é bastante comum. Aqui é feita uma clara subversão da realidade: o criminoso é transformado em vítima, e sua vítima, bom, pela lógica é transformada em algoz. A mais evidente conseqüência nessa subversão é a de que, como vítima, o ex-bandido adquiriu legitimidade para reagir contra quem seria o verdadeiro criminoso: a sociedade – ou, na prática, um cidadão aleatório. Logo, quando ele pratica um crime está apenas exercendo seu direito de reação. Isso torna o latrocínio bastante ameno, não é mesmo? Não espanta saber que quando um bandido é pego e mandado para algum presídio, logo recebe o apoio de ONGs preocupadas com seu bem estar, e que nenhuma dessas entidades se preocupa com suas vítimas ou a família de suas vítimas.


Democracias liberais, em verdade, são ditaduras de mercado, e ditaduras socialistas de fato são democracias sociais.
Esta aqui está na boca de todo bom militante do PSTU. É uma forma bastante eficaz de fazer com que uma ditadura ideológica como a que existiu na ex-URSS, ou existe atualmente em Cuba ou na Coréia, seja benquista. Segundo reza esta tese, apesar da supressão de direitos individuais desprezíveis como liberdade de pensamento e expressão, direito de ir e vir, direito de manifestação religiosa, e liberdades democráticas ignóbeis como eleições para escolha de líderes, empreendimentos lucrativos, etc., as ditaduras de orientação marxista são democráticas porque, em tese, oferecem à população acesso à educação, saúde e segurança, enquanto que em sociedades democráticas liberais tais coisas inexistem ou são totalmente ineficientes - vivem sob os auspícios de um sórdido mercado interesseiro. Bueno, nesse tópico vou me abster de fazer um ponto-a-ponto a fim de demonstrar ser um Estado totalitário antidemocrático, vou apenas usar um exemplo prático. Um comunista cubano tem liberdade de defender o marxismo no Brasil, um brasileiro jamais poderá defender a democracia em Cuba. É um paralelo interessante, pode ser empregado com sucesso com relação a teocracias islâmicas: um iraniano tem liberdade religiosa para adorar Alá em solo tupiniquim, mas um brasileiro corre sério risco de perder a cabeça em adorar Deus no Irã. Coincidência?

Não existe invasão de terras, existe ocupação, ou melhor, reocupação de terras que foram invadidas pelo grande capital.
Esta é atual, já vi gente argumentando nesse sentido. A grande sacada aqui é o eufemismo “ocupação” para uma invasão de propriedade, às vezes de forma violenta. Parte da premissa de que a legitimidade para ocupar a terra cabe apenas aos campesinos pobres, condenando o uso de terra para quaisquer outros fins que não de subsistência. Assim, mesmo que uma empresa, ou indivíduo tenham a posse e propriedade legal da terra, e que esta seja produtiva, estão sujeitos a ter seus direitos violados. É um bom exemplo do discurso relativista: os invasores aqui são os legais possuidores e proprietários, enquanto que a massa que invade a terra está apenas fazendo valer seu legítimo, e quase divino, direito à propriedade alheia.

Os três exemplos anteriores são mais recorrentes atualmente pelas esquerdas nacionais. Internacionalmente o terrorismo islâmico conquista espaço entre os comunistas radicais, que justificam tais atos de barbárie ao defender a tese de que os verdadeiros terroristas são as culturas ocidentais e sua política externa intervencionista. De súbito, se explodir junto a pessoas inocentes em pontos de ônibus passou a ser coisa não apenas legítima, mas até gloriosa: o terrorista é um mártir na luta contra o imperialismo liberal estadunidense e ocidental. Levando esse discurso relativista a um extremo podemos citar os simpatizantes do Nacional Socialismo, que usam em suas teses revisionistas a mesma distorção lógica que as esquerdas para justificar o Holocausto. Seria, afinal, o Holocausto relativo?

Em teoria qualquer coisa, como disse Einstein (se é que disse), pode ser alvo do relativismo. A verdadeira questão é saber se tudo deve ser relativizado, pois afinal, se tudo é relativo então tudo é permitido.

sábado, março 11, 2006



MST WATCH - O novo discurso

Até pouco tempo o discurso do MST era desapropriar terra improdutiva para reforma agrária, idéia vendida como a salvação da pátria, e isso justificava, pelo menos pra eles, a invasão de terras com uso de violência se necessário. Maquiavelismo? De qualquer forma ela, a reforma, está sendo feita.
Curioso é que mesmo naquela época a invasão de terras produtivas era um fato, mesmo que sempre veementemente negado pelo grupelho protoguerrilheiro e seus defensores. Tempos atrás cheguei discutir com um amigo que fazia uma defesa apaixonada do grupo, e dizia que nunca, jamais o MST invadiria terra produtiva. Parece que as coisas mudaram um pouco de lá pra cá.
Segundo as ações e as declarações de líderes do movimento, não apenas terras produtivas serão atacadas, mas monoculturas também! Qualquer coisa que não seja essencialmente produção de subsistência é potencial alvo da turba bárbara que assola o interior totalmente impune. O Rio Grande do Sul é um dos principais produtores de grãos do país e, segundo o que parece, provavelmente um dos principais alvos da guerrilha marxista.
Tempos difíceis despontam no horizonte...

"Não aceitamos que uma monocultura que não sustenta o povo, não dá alimento, possa ser considerada produtiva"
Valmir Assunção, da direção estadual do MST na Bahia

“A questão não é se as propriedades são produtivas ou não.”
Plácido Júnior, coordenador da Comissão Pastoral da Terra

“Queremos que a terra cumpra sua função social. Somos contra qualquer tipo de monocultura"
João Paulo Rodrigues, diretor nacional do MST

“Não está na pauta se esta propriedade é produtiva”
Líder do MST sobre a invasão da fazendo Coqueiros do Sul.

“Alguém já comeu eucalipto, alguém já comeu papel?”
Adivinhem quem..? o velho Stedile, claro.. Não me impressiona o fato do ilustre senhor não reconhecer a importância do papel, não mesmo! Acredito que ele faz apenas aquele uso eventual do papel ao qual todos nós, em algum momento do dia, somos obrigados a fazer.

Pretendia escrever mais sobre o ocorrido, mas a Raquel Recuero publicou um ótimo texto em seu blog.

quinta-feira, março 09, 2006


Freakonomics – ou como conseguir ser odiado

Que dizer deste livro? Se agradar a gregos e troianos é quase impossível, desagradar a ambos só os mestres. Steve Levitt e Stephen Dubner conseguem a difícil façanha de enfurecer tanto liberais quanto conservadores, direitistas e esquerdistas. Levitt é a mente por detrás da obra, o economista, e Dubner transforma idéias complexas em palavras inteligíveis, o escritor. É uma bordoada politicamente incorreta, desprovida de moralismos e emotivismos, recheada de dados estatísticos que apontam para fatos que a maioria de nós, mesmo inconscientemente, prefere não ver. Também não é feito juízo de valor, e os autores se abstém de assumir uma posição nos tópicos abordados. Aborto, racismo, criminalidade, educação e outros temas cristalizados pelo senso comum são encarados através da fria realidade dos números.
Se o amigo normalmente discorda e se enerva com o que lê por aqui, nessas plagas toscas, talvez a leitura da dita obra não seja recomendável...

O livro foi duramente criticado, os autores foram duramente criticados, mas a obra é um best-seller absoluto.É como aquele padre meio safado que não consegue não olhar para as pernas de suas fiéis, mas condena ao fogo do inferno os que se perdem nas curvas do carnal.

quarta-feira, março 08, 2006


Mulheres de fibra

Só pra não deixar a data passar em branco, vou postar o discurso que Ayaan Hirsi Ali fez na Alemanha, mês passado. Mulher, africana e politicamente incorreta é certamente uma combinação temerária no atual contexto mundial, o que não a impede de ser a ponta-de-lança de um movimento pró-Ocidente que, já era hora, está ganhando forças. Junto com ela uma outra feminista, a escritora Oriana Fallaci, também tem se exposto bastante com a publicação de livros que relatam alguns fatos que muita gente não quer reconhecer. Os livros ainda não foram lançados no Brasil, apesar de terem esgotado em toda Europa, EUA, Canadá e Austrália. E duvido muito que algum dia o sejam. O roteiro da segunda parte do curta “Submission” já está pronto, só falta alguém com culhões suficiente para lançá-lo, pois quem o fizer colocará a própria existência em risco.

O fio condutor do discurso é o “incidente dos cartoons”, mas a verdadeira questão de que trata é quase filosófica: devemos tolerar a intolerância? Leiam e tirem suas próprias conclusões. Tradução de Janer Cristaldo.

O DIREITO DE OFENDER
Ayaan Hirsi Ali

Estou aqui para defender o direito de ofender. Tenho a convicção que esta empresa vulnerável que se chama democracia não pode existir sem livre expressão, em particular nas mídias. Os jornalistas não devem renunciar à obrigação de falar livremente, da qual são privados os homens de outros continentes.

Minha opinião é que o Jyllands Posten teve razão ao publicar as caricaturas de Maomé e que outros jornais na Europa fizeram bem em republicá-las.

Permita-me retomar o histórico desta affaire. O autor de um livro infantil sobre o profeta Maomé não conseguia encontrar ilustrador. Ele declarou que os desenhistas se censuravam por medo de sofrer violências da parte dos muçulmanos, para os quais é proibido a qualquer um, onde quer que seja, representar o Profeta. O Jyllands Posten decidiu investigar a esse respeito, estimando - a justo título - que uma tal autocensura era portadora de graves conseqüências para a democracia. Era seu dever de jornalistas solicitar e publicar os desenhos do profeta Maomé.

Vergonha aos jornalistas e às cadeias de televisão que não tiveram a coragem de mostrar a seu público o que estava em causa na affaire das caricaturas! Estes intelectuais que vivem graças à liberdade de expressão, mas aceitam a censura, escondem sua mediocridade de espírito sob termos grandiloqüentes como responsabilidade ou sensibilidade.

Vergonha a estes homens políticos que declararam que ter publicado e republicado aqueles desenhos era "inútil", era um "mal", era "uma falta de respeito" ou "sensibilidade"! Minha opinião é que o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, agiu bem quando se recusou a encontrar os representantes de regimes tirânicos que exigiam dele que limitasse os poderes da imprensa. Hoje, nos deveríamos apoiá-lo moral e materialmente. Eu gostaria que meu primeiro-ministro tivesse tanto peito quanto Rasmussen.

Vergonha a estas empresas européias do Oriente Médio que puseram cartazes dizendo Nós não somos dinamarqueses, Aqui não vendemos produtos dinamarqueses! É covardia. Os chocolates Nestlé não terão o mesmo gosto depois disso, vocês não acham? Os Estados membros da União Européia deveriam indenizar as sociedades dinamarquesas pelas perdas sofridas pelo boicote.

A liberdade se paga caro. Pode-se muito bem despender alguns milhões de euros para defendê-la. Se nossos governos não vêm em ajuda a nossos amigos escandinavos, eu espero então que os cidadãos organizem coletas de doações em favor das empresas dinamarquesas.

Nós fomos submergidos em uma onda de opiniões nos explicando que as caricaturas eram ruins e de mau gosto. Disso resulta que estes desenhos não tinham trazido senão violência e discórdia. Muitos se perguntaram qual vantagem havia em publicá-los.

Bem, sua publicação permitiu confirmar que existe um sentimento de medo entre os escritores, cineastas, desenhistas e jornalistas que quisessem descrever, analisar ou criticar os aspectos intolerantes do Islã na Europa.

Esta publicação também revelou a presença de uma importante minoria na Europa que não compreende ou não está disposta a aceitar as regras da democracia liberal. Estas pessoas - cuja maior parte são cidadãos europeus - fizeram campanha em favor da censura, dos boicotes, da violência e de novas leis proibindo a "islamofobia".

Estes desenhos mostraram com evidência que há países que não hesitam em violar a imunidade diplomática por razões de oportunismo político. Vimos governos maléficos como o da Arábia Saudita organizar movimentos populares de boicote ao leite e iogurte dinamarqueses, enquanto esmagariam sem piedade todo movimento popular que reclamasse o direito de voto.

Estou aqui hoje para reclamar o direito de ofender nos limites da lei. Vocês talvez se perguntem: por que em Berlim? E por que eu?

Berlim é um lugar importante na história das lutas ideológicas em torno da liberdade. É a cidade onde um muro encerrava as pessoas no interior de um Estado comunista. É a cidade onde se concentrava a batalha pelos corações e mentes. Os que defendiam uma sociedade aberta mostravam os defeitos do comunismo. Mas a obra de Marx era discutida na universidade, nas rubricas de opinião dos jornais e nas escolas.Os dissidentes que tinham conseguido escapar podiam escrever, fazer filmes, desenhar, empregar toda sua criatividade para persuadir as pessoas do Oeste que o comunismo não era o paraíso na terra.

Apesar da autocensura de muitos no Ocidente, que idealizavam e defendiam o comunismo, apesar da censura brutal imposta ao Leste, esta batalha foi ganha.

Hoje, as sociedades livres estão ameaçadas pelo islamismo, que se refere a um homem chamado Muhammad Abdullah (Maomé) que viveu no século VII e é considerado como um profeta. A maioria dos muçulmanos são pessoas pacíficas, não são fanáticos. Eles têm perfeitamente o direito de serem fiéis às suas convicções. Mas, no seio do Islã, existe um movimento islâmico puro e duro que rejeita as liberdades democráticas e faz tudo para destruí-las. Estes islâmicos procuram convencer os outros muçulmanos que sua forma de viver é a melhor. Mas quando aqueles que se opõem ao islamismo denunciam os aspectos falaciosos dos ensinamentos de Maomé, eles são acusados de serem ofensivos, blasfemos, irresponsáveis - ou mesmo islamofóbos ou racistas.

Por que eu? Eu sou uma dissidente, como aqueles da parte leste desta cidade que foram para o Oeste. Eu nasci na Somália e passei minha juventude na Arábia Saudita e no Quênia. Eu fui fiel às regras editadas pelo profeta Maomé. Como os milhares de pessoas que manifestaram contra as caricaturas dinamarquesas, eu por longo tempo acreditei que Maomé era perfeito - que ele era a única fonte do bem, o único critério permitindo distinguir entre o bem e o mal. Em 1989, quando Khomeini lançou um apelo para matar Shalman Rushdie, eu pensava que ele tinha razão. Hoje, não penso mais assim.

Eu penso que o profeta Maomé errou em subordinar as mulheres aos homens.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao decretar que é preciso assassinar os homossexuais.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao dizer que é preciso matar os apóstatas.
Ele errou ao dizer que os adúlteros devem ser chicoteados e lapidados, e que os ladrões devem ter as mãos cortadas.
Ele errou ao dizer que os que morrem por Alá irão ao paraíso.
Ele errou ao pretender que uma sociedade justa possa ser construída sobre essas idéias.
O Profeta fazia e dizia boas coisas. Ele encorajava a caridade em relação aos outros. Mas eu sustento que ele também é irrespeitoso e insensível em relação àqueles que não concordavam com ele.

Eu penso que é bom fazer desenhos críticos e filmes sobre Maomé. É necessário escrever livros sobre ele. Tudo isto pela simples educação dos cidadãos.

Eu não procuro ofender os sentimentos religiosos, mas não posso me submeter à tirania. Exigir que os homens e as mulheres que não aceitam os ensinamentos do Profeta se abstenham de desenhar, não é um pedido de respeito, é um pedido de submissão.

Eu não sou a única dissidente do Islã, há muitos no Ocidente. E se eles não têm segurança pessoal, devem trabalhar com falsas identidades para se proteger da agressão. Mas ainda há muitos outros em Teerã, em Doha e Riad, em Amã e no Cairo, como em Cartum e Mogadiscio, Lahore e Cabul.

Os dissidentes do islamismo, como os do comunismo em outras épocas, não têm bombas atômicas nem nenhuma outra arma. Nós não temos o dinheiro do petróleo como os sauditas e não queimamos embaixadas nem bandeiras. Nós recusamos aderir a uma louca violência coletiva. Aliás, nós somos pouco numerosos e muito dispersos para tornar-se uma organização de qualquer coisa. Do ponto de vista eleitoral, aqui no Ocidente, não somos nada.

Nós temos apenas nossas idéias e não pedimos senão a oportunidade de expressá-las. Nossos inimigos utilizarão se necessário a violência para nos fazer calar; eles se dirão mortalmente ofendidos. Eles anunciarão por toda parte que nós somos seres mentalmente frágeis que não se deve levar a sério. Isto não é novo, os defensores do comunismo utilizaram à exaustão estes métodos.

Berlim é uma cidade marcada pelo otimismo. O comunismo fracassou, o Muro foi destruído. E mesmo se hoje as coisas parecem difíceis e confusas, estou certa que o muro virtual entre os amantes da liberdade e aqueles que sucumbem à sedução e ao conforto das idéias totalitárias, este muro também, um dia, desaparecerá.

sexta-feira, março 03, 2006

Maria e a Marvel

A inspiração da Marvel para seus super-heróis pode ter origem católica, segundo esse dogma da Santa Igreja do ano de nosso senhor de 1950. Dona Maria, sem usar qualquer tipo de mecanismo tecnológico como asas, motores ou hélices, alçou um vôo de glória aos céus. Segundo esse recente dogma, todo cristão católico (triste sina) que duvidar dessa façanha digna de um herói de quadrinhos, pode sofrer a danação eterna.

Definição solene do dogma
44.
"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".

45.
Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica. (...)Dado em Roma, junto de São Pedro, no ano do jubileu maior, de 1950, no dia 1° de novembro, festa de todos os santos, no ano XII do nosso pontificado.

Eu PIO, Bispo da Igreja Católica assim definindo, subscrevi.

quarta-feira, março 01, 2006



“Nem todo muçulmano é fanático, Carlos!”

Verdade, só a grande maioria. Achei hilária essa demonstração de inocência infantil em uma cidade do Paquistão, Karachi, quando cinco mil crianças entre 5 e 10 anos exigiram o enforcamento do cartunista responsável pela caricatura do profeta. Houve também a já tradicional queima de bandeiras, com a grande novidade da bandeira nacional dinamarquesa, além da americana e da israelense. Queima de bandeiras é um ritual indispensável em qualquer evento social que una comunistas e fanáticos islâmicos.. Eu não tenho respeito por essa gente selvagem. O protesto foi organizado pelo principal partido político/religoso do país, Jamaat-e-Islami, o que me leva a crer que é o que possui maior apoio da população. Na página oficial eles defendem causas humanitárias como apoio a órfãos e sem-tetos. Lindo.

Na foto um pequeno menino-bomba, orgulho de seus pais. Bom, exceto talvez pela camiseta da nike...
Mais aqui.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Uma pequena esperança

Dia desses escrevi que sobre os ombros de artistas e intelectuais está o futuro do Ocidente, e que a essas pessoas não falta coragem. Mas o que essa senhora, uma psicóloga expatriada da Síria, fez na Al-jazeera, maior rede de TV árabe/islâmica, me deu arrepios. Falando na cara de um mullah, e certamente para uma multidão islâmica que não pensaria duas vezes antes de lhe arrancar a cabeça, expôs em poucas palavras a hipocrisia e o atraso das nações teocráticas e totalitárias do Oriente Médio. Seu nome é Wafa Sultan.
Outro fato que dá certa esperança é que foi concedido a essa mulher um espaço para lançar idéias heréticas sobre islamismo na maior rede de TV islâmica do mundo.


Al-Jazeera TV (Qatar) - 2/21/2006 - 00:05:28
“The clash we are witnessing around the world is not a clash of religions, or a clash of civilizations. It’s a clash between two opposites, between two eras. It’s a clash between a mentality that belongs to the Middle Ages and another mentality that belongs to the 21st century. It is a clash between Civilization and backwardness, between the civilized and the primitive, between barbarity and rationality. It’s a clash between freedom and oppression, between democracy and dictatorship. It’s the clash between human rights, on the one hand, and violation of these rights, on the other hand. It’s a clash between those who treat woman like beasts, and those who treat them like humans beings. What we see today is not a clash of civilizations. Civilizations do not clash, but complete.”
Wafa Sultan

Confira o resto aqui.

domingo, fevereiro 26, 2006


La pedagogía del paredón
"Para se condenar homens ao pelotão de fuzilamento, evidências judiciais são desnecessárias; tais procedimentos não passam de um arcaico detalhe burguês. Isto é uma Revolução! E o revolucionário precisa se tornar uma fria máquina de matar movida a puro ódio. Precisamos criar a pedagogia do Paredão!"
Ernesto "che" Guevara

sexta-feira, fevereiro 24, 2006


Diabo a quatro

Impor democracia é, por definição, um contra-senso, e tentar isso em um lugar como o Iraque é atestado maior de ingenuidade. Como muitos previam, o país agora é dividido por uma guerra civil de fundo religioso, e sua situação é certamente mais instável do que antes da intervenção norte-americana. Mas, não conseguindo acreditar em ingenuidade, me resta crer na má fé; o que consola, porém, é saber que se uma guerra é vencida quando objetivos pré-determinados são atingidos, então essa guerra está fadada a ser uma dura lição: as nações islâmicas do Oriente Médio ainda têm um longo caminho antes de alcançar o que se convencionou chamar civilização, e a estrela de sheriff dos americanos anda meio enferrujada..
Bueno, enquanto xiitas, sunitas, curdos e o diabo a quatro, continuarem a se matar e se explodir do outro lado do planeta, não é da minha (nossa) conta.

http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/fev/24/70.htm
http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/fev/24/18.htm

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Bagaceiragem Clássica

Aos que crêem a antiguidade clássica como período de elevado padrão moral e impecável comportamento sexual, apresento dois célebres chinelões romanos dos áureos tempos de nossa civilização: Catulo e Marcial “boca de Roma”.
Segue alguns versinhos.

Catulo, séc. I aC

XXV
Talo, ó paneleiro, mais mole que pêlo de coelho,
que medula de ganso, que lóbulo de orelha,
que a porra flácida dum velho e que uma teia de aranha;
ó tu, que és ao mesmo tempo mais rapinante que a túrbida procela,
quando a lua os putanheiros bocejantes alumia,
restitui o manto que me roubaste
e o lenço se Sétabis e os bordados da Bitínia,
que tens o hábito de ostentar, imbecil, como bens de família.
Desgruda-mos já das tuas unhas e devolve-os,
para que chicotadas queimantes te não marquem de indignidade
o brando flancozinho e as delicadas mãozinhas,
e não estues insólito como frágil barquito
por um vento raivoso em mar grosso apanhado

Marcial, o "Boca de Roma", séc. I d.C

II,62
Tu depilas o peito, as pernas e os braços,
à volta do caralho cortas o pêlo curto,
para agradar, Labieno (quem o ignora?) à tua amante.
Mas a quem queres tu agradar, Labieno, ao depilar o cu?

III,71
Dói o caralho ao teu escravo
E a ti, Névolo, o cu.
Mesmo sem ser adivinho
sei bem de que raça és tu!

VII,67
Filénis, mulher-homem, enraba putos
e, mais ardente que macho entesado,
devora por dia onze raparigas.
De saia arregaçada, joga à bola,
coberta de pó, e com braço fácil
maneja halteres pesados para maricas.
Da palestra poeirenta sai enlameada,
e submete-se às pancadas e ao óleo do massagista.
Não janta, não se reclina junto à mesa
sem antes vomitar umas boas litradas,
e outro tanto se dispõe desde logo a beber
mal engole dúzia e meia de almôndegas.
Depois de tudo isto, quando volta ao deboche,
não brocha (acto que julga pouco viril),
mas põe-se a devorar o sexo às raparigas.
Possam os deuses, Filénis, restituir-te o juízo,
tu que achas próprio de homens lamber conas!

IX, 27
Apesar, ó Cresto, de teres colhões depilados,
um caralho que parece um pescoço de abutre,
uma cabeça mais lisa que cu de prostituta,
de não teres nas pernas o mais ligeiro pêlo,
de sempre aos lábios brancos aplicares a pinça,
falas constantemente em Cúrios e Camilos,
em Quíncios, Numas e Ancos, esses heróis cabeludos
de que os livros estão cheios, e com palavras duras
lanças ameaças e investes com teatros e modas!
Mas se acaso te surge à frente algum pederasta
recém-saído das mãos do pedagogo,
cujo pênis já inchado o técnico soltou
logo o chamas e o levas, e … Quase tenho vergonha, ó Cresto,
de dizer o que faz essa língua de Catão!

Quatro bimbadas numa noite, dou tranqüilo, pode crer;
Mas nem uma em quatro anos, Telesilla, com você


Pobre Telesilla.. rsrs


Os antecedentes

A atual crise internacional em que a Dinamarca se encontra, devido a um intrépido artista interiorano, não é exatamente uma novidade para os europeus. Em 2004 outro artista, Theo Van Gogh, um cineasta holandês, também foi vítima do fanatismo islâmico. Seu crime: produzir um filme que, assim como as caricaturas do dinamarquês, foi considerado “ofensivo” pelo mundo medieval muçulmano. Foi baleado após receber um fatwa de morte. Voltando mais no tempo, um escritor indiano radicado na Inglaterra chamado Salman Rushdie, após lançar seu livro “Versos Satânicos” em 1988, foi laureado com um fatwa fatal (até rimou) pelo próprio todo-poderoso aiatolá Khomeini, mas sobreviveu e vive hoje em NY, sob proteção. Infelizmente algumas pessoas envolvidas com o livro sofreram atentados, principalmente tradutores (as palavras de Khomeini foram “I inform the proud Muslim people of the world that the author of the Satanic Verses book, which is against Islam, the Prophet and the Qur'an, and all those involved in its publication who are aware of its content are sentenced to death"). Afora esses citados, Oriana Fallaci, escritora italiana, também vêm há algum tempo sofrendo ameaças e se mudou para os EUA.

Mas hoje, quem corre maior risco é a deputada holandesa Ayaan Hirsi Ali, uma somali convertida do Islã que participou do curta Submission, o mesmo que levou Theo Van Gogh à morte. Ela também possui um fatwa sobre si, e esse veio da forma mais pavorosa: quando Van Gogh foi morto cravaram em seu peito, com uma faca, um decreto religioso de cinco páginas condenando a líder feminista à morte. Que fez ela então? Fez o que pessoas corajosas, íntegras e meio insensatas fariam: Prometeu uma continuação do curta-metragem, lógico! Respeitem essa mulher, ela merece.

O mais curioso é notar que o principal alvo do fanatismo islâmico não são militares, políticos ou qualquer um que empunhe uma arma contra sua fé, e sim artistas e intelectuais, pessoas que empunham pincéis, canetas ou filmadoras. Nessas pessoas sobrevive o espírito livre do Ocidente, e se a elas falta o porte marcial de um cavaleiro armadurado como Charles Martel, nos campos de Poitiers, ou a liderança carismática de um Winston Churchill, certamente não lhes falta o brio e a coragem dos que tombaram nas Termópilas.

In the future days, which we seek to make secure, we look forward to a world founded upon four essential human freedoms. The first is freedom of speech and expression. The second is freedom of every person to worship God in his own way. The third is freedom from want…. The fourth is freedom from fear”.
Franklin Roosevelt, 1941

Quem quiser ver o curta Submission.

Um nabo com espírito de luta

Segue na íntegra a reportagem sobre esse heróico leguminoso.

Nabo gigante entre a vida e a morte comove Japão
Sexta, 3 de fevereiro de 2006

Dúvidas a respeito do estado de saúde de um nabo gigante estão causando comoção no Japão e ganhando espaço nobre nos noticiários do país. O espécime do tipo daikon, um ingrediente muito utilizado na cozinha japonesa, foi levado à unidade de terapia intensiva de um centro de pesquisas agrícolas depois que um sujeito cortou um pedaço da parte superior do vegetal.

O 'supernabo' conquistou a admiração do público quando começou a crescer numa calçada da cidade de Aoi, no ano passado. Mas ele foi atacado também no ano passado por um desconhecido. A administração regional local vem tentando, desde então, fazer com que o rabanete cresça a partir de sua parte de cima, que foi amputada pelo autor do ataque.

Agora há uma expectativa de que seja possível extrair as sementes ou o DNA do nabo gigante. As folhas murchas do vegetal foram cuidadosamente colocadas em uma caixa frigorífica e acompanhadas por um grupo de repórteres e cinegrafistas em seu trajeto rumo a um centro de pesquisa agrícola.

Mais tarde, noticiários da TV mostraram cientistas com aventais brancos anunciando com seriedade prognósticos para as condições do vegetal.

Homenagem

Este drama incomum teve início na metade do ano passado, quando moradores de Aoi notaram que um nabo japonês tentava crescer em meio ao revestimento de uma calçada.

Impressionados pela sua perseverança, eles batizaram o vegetal de Dokonjo Daikon, ou nabo com espírito de luta. Imagine sua surpresa quando, numa manhã, viram que ele havia sido decapitado. A notícia provocou reações de comoção em várias partes do Japão e o autor da ação devolveu a parte do topo do nabo que havia cortado fora.

É desse segmento que se tenta agora reviver ao vegetal. Até um website foi criado em homenagem a Dokonjo Daikon. O público japonês costuma se emocionar com casos de animais feridos ou doentes. Mas analistas estão intrigados com a onda de afeição sentida por um mero vegetal.

http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI863131-EI1141,00.html

Valeu a dica Bruno! rsrs

Espero que consigam encontrar o maníaco que decapitou nosso valoroso e grande guerreiro!

domingo, fevereiro 19, 2006


Uma cabeça que vale ouro

Qualquer pessoa que arranque a cabeça do chargista da Dinamarca que se atreveu a fazer uma caricatura de Maomé e a traga, será recompensado com 510 milhões de rúpias em dinheiro e o equivalente a seu peso em ouro".
Sr. Haji Yaqoob Qureshi, ministro do “Bem-estar das Minorias” da Índia

Quem matar o chargista receberá como recompensa 1 milhão de rúpias da associação do mercado de joalheiros, 1 milhão de rúpias da mesquita Mohabat Khan e 500 mil rúpias e um carro da Jamia Ashtrafia (uma instituição educativa)".
Mohammed Yousaf Qureshi, imã paquistanês

Aquele que encontrar e matar o cartunista que desenhou e publicou imagens do profeta no diário dinamarquês, receberá 100 kg de ouro”.
Mullah Dadullah, líder do Taliban

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Alckmin quer dar pontuação extra a negros em concurso
O Estado de S. Paulo
10/01/2006

O governador Geraldo Alckmin já assinou um projeto de lei, que será enviado à Assembléia, prevendo pontuação diferenciada para candidatos negros no concurso para preenchimento de cargos na Defensoria Pública. Pelo texto, quem se declarar afrodescendente terá 1 ponto a mais na segunda fase do processo de seleção."Pela primeira vez o governo faz uma política de ação afirmativa que vai impulsionar a presença de negros no serviço público", disse o secretário da Justiça, Hédio Silva Júnior.

A estupidez continua

Não bastasse a reserva de vagas, agora pessoas com mais melanina na pele, dependendo de Alckmin, ganharão pontos extras. O critério é simplesmente esse, ter a pele mais escura e um cabelo pixaim, para ser automaticamente um favorecido pela política demagoga, populista e "correta". Foi um achado para os políticos..
Volto a bater na mesma tecla de que somos, antes de tudo, brasileiros, com um passado em comum, com os mesmos costumes e os mesmos valores, com peculiaridades regionais que se tornam a cada dia menores; somos uma nação racialmente mestiça e pluricultural. Se alguém se considera racialmente puro, desafio a fazer um teste de DNA em um dos únicos laboratórios do mundo que faz esse tipo de análise para particulares: http://www.gene.com.br . O laboratório é brasileiro.
Favorecer uma parcela da população, através de um método tão superficial quanto a análise da cor da pele, ignorando toda a gênese da gente brasileira, é ato de suma ignorância e crassa burrice. É o reconhecimento de que, aos moldes dos EUA e da África do Sul, não houve mistura nesse país, e de que os euro-descendentes mantém ainda controle racial sobre a parcela negra da população. É inventar um apartheid que, de fato, a mais de século não existe.
Além do mais, se por acaso tenho algum tatataravô europeu que tenha sido um escravocrata (e creio não ter), não serei eu, descendente, que irei pagar por seus crimes (na época, aliás, nem era crime, e a escravatura era também uma instituição africana); seus pecados morreram com ele. Se alguém, “branco”, se sente responsável por crimes ancestrais, se acredita piamente ser possuidor de um “pecado original”, que ceda sua própria vaga, ou doe parte de seus bens para essa parcela da população que se acredita segregada, e expie seus próprios pecados. Eu não sinto culpa alguma. Descendo com certeza de uma raça ameríndia que sofreu genocídio racial e étnico. Todos nós gaúchos do pampa descendemos; charruas e minuanos sobrevivem apenas em nossas veias e em nossos gens. Quem me conhece sabe que carrego no peito uma marca rara entre europeus, mas muito comum entre índios e negros.