quinta-feira, dezembro 14, 2006
















Boa Literatura

“É uma coisa maravilhosa essa calma da batalha. O nervosismo some, o medo voa para o vazio e tudo fica claro como cristal precioso. E o inimigo não tem chance porque é lento demais. Virei o escudo para esquerda, recebendo o golpe da lança do homem com cicatrizes, estoquei com Ferrão de Vespa, e o dinamarquês correu para a ponta da arma. Senti o impacto subir pelo braço enquanto a ponta penetrava nos músculos de sua barriga, e já estava torcendo-a, rasgando para cima e libertando-a, cortando couro, pele, músculos e tripas, e o sangue dele estava quente em minha mão fria, e ele gritou, hálito de cerveja no meu rosto, e eu o empurrei para baixo com a bossa pesada do escudo, pisei em sua virilha, matei-o com a ponta de Ferrão de Vespa em sua garganta. E então estávamos indo para frente. Uma mulher de cabelos soltos veio para mim com uma lança e eu a chutei com brutalidade, depois esmaguei seu rosto com a borda de ferro do escudo e ela caiu gritando numa fogueira em brasas. Seu cabelo solto se incendiou, luminoso como gravetos pegando fogo, a tripulação do Heahengel estava comigo, Leofric berrava para eles matarem, e matarem depressa. Esta era nossa chance de trucidar dinamarqueses que tinham feito um ataque idiota, que não haviam formado uma parede de escudos adequada, e era um trabalho de machado, um trabalho de espada, trabalho de carniceiro com ferro bom, e já havia mais de trinta dinamarqueses mortos e sete navios estavam queimando, as chamas se espalhando com uma velocidade espantosa”.

Bernard Cornwell é um skald dos tempos modernos. O último livro tem como pano de fundo as invasões vikings do século IX contra os saxões da Inglaterra, e, como sempre, a reconstrução do período histórico em questão é impecável. Também é uma biografia não ortodoxa de Alfredo, o Grande, que na visão do autor não era tão grande assim. Humor negro, violência medieval, sacrilégio, devassidão: Viking pra caralho!

PS: Pra variar, a edição brasileira fudeu com a arte de capa, normalmente feita sob indicação do próprio autor. O mesmo que fizeram com a trilogia arturiana: colocaram uns desenhozinhos infantilóides para atrair a atenção de jogadores de RPG o que, tenho certeza, deve funcionar. Cuspo no prato em que comi: RPG, pior!, jogadores de RPG são um saco.

segunda-feira, dezembro 11, 2006



Revolução Infernal

Enviado pelo camarada Grupis

Lênin morreu e foi pro inferno. Pouco tempo depois, as coisas começaram a ficar infernais lá. Os carrascos já não queriam mais torturar, pois começaram a reclamar que queriam receber hora-extra. Os foguistas também, pois queriam receber adicional de insalubridade. Então houve uma grande greve no inferno. Aí o demônio, puto da vida, pegou o Lênin e o levou lá pro céu. Bateu na porta do céu.- Quem é? respondeu São Pedro- Aqui é Lúcifer. Este indivíduo aqui, o Lênin, está fazendo da minha eternidade um inferno. Então vim trazer ele aqui para Deus tomar conta, enquanto eu boto ordem lá no meu reino. Depois venho buscar ele.

Aí o diabo voltou para o inferno e começou a botar ordem na casa. Cortou os chifres de alguns, deu algumas chibatadas e punições a outros, botou os demonhozinhos na linha. E então a paz voltou a reinar no inferno.Alguns dias depois, o diabo foi buscar o Lênin lá no céu. Bateu na porta do céu.- QUEM É? Respondeu São Pedro, com um tom de voz de quem não estava muito para amigos- Ô São Pedro, aqui é o Satanás. Deixei o Lênin aqui para Deus tomar conta enquanto eu restaurava a ordem no inferno e agora vim buscar o Lênin e leva-lo de volta.

São Pedro respondeu:
- EM PRIMEIRO LUGAR: É CAMARADA PEDRO.
- EM SEGUNDO LUGAR: DEUS NÃO EXISTE.
- EM TERCEIRO LUGAR: ESTAMOS EM GREVE.

BLAM!

quarta-feira, novembro 22, 2006




















Por razões de felicidade maior, este blog ficará inativo por tempo indeterminado.

=o]

terça-feira, novembro 21, 2006


Da série ctrl+c ctrl+v

OS CAUSO DAS ESCRITURA
conto de Sérgio Jockymann
roubado indevidamente do blog do Cristaldo

"Pois não sei se já les contei os causo das Escritura Sagrada. Se não les contei, les conto agora. A história essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por tomá banho pelado numa sanga.

Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu. O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel. Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço no peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão. O Caim, entonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguay. Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.

A estância essa ficava nas barranca de uma corredera e o Noé, uns ano despois, pegou uma enchente muito feia pela frente. Cosa munto séria. Caiu uma barbaridade de água. Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro. O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio velho. A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta a balsa tava atolado num banhado chamado Dilúlvio.

Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro. Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram amiga. A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica. Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele. Abriram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dançá uma milonga.

Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e deu-se o entrevero. Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de vamos, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretero, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que não teve nem graça. Foi me acudam e tou morto. Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego do facão. Foi uma sanguera danada. Tanto que até hoje aquele capão do Mar Vermelho.

Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão. Homem de cabelo nas venta, o major Salomão. Nem les conto! Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis ano que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí.

Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo.

Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara dele, que era pra não havê discordância. Só que quando Deus nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo. Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho. Uma vergonhera pra família. Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomo jeito na vida. O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.

Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal de coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da vida. Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nem um deles deu certo. Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só. Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de aposto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.

Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo. São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrero, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê do pobre. E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução.

Os maragato, chefiado por uma tal de coronel Jordão, acamparam na entrada da Vila. Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lazo aquele mesmo que por duas vez foi dado por morto. Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragaro e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzeas, e ocuparam a Vila.

Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e muito feio chamado Calvário. Pois vejam como é a vida. Esse mesmo preto Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinheira da Virge Maria. Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor Caifás e o cônego Atanásio.

Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragatos. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala.

Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor e salvou-se o índio. Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de lado a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romanos, o César Romano, na altura das costela. Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feira da paixão. Mas aí, Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na Cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro céu. Mas deixou os dez mandamentos, que são cinco e que se pode muito bem acolherá em dois: não se mata home pelas costa, nem se cobiça mulher dos outros pela frente. "

Imagem: Molina Campos, bem apropriado.. rsrs

sexta-feira, novembro 17, 2006


MST WATCH – Gadanha neles

Acabei de ver no Jornal Nacional um sem-terra agredir um brigadiano com uma enorme gadanha. Deprimente ver um policial armado, cumprindo ordem judicial, caído no chão enquanto os colegas não podiam fazer nada além de assistir a cena.

Qualquer cidadão normal que bater em um policial, com ou sem foice, vai pra cadeia no ato e sem conversa. O mesmo não sucede aos bandoleiros do MST, que podem invadir propriedade, destruir patrimônio e agredir policiais e civis em absoluta e vergonhosa impunidade.

Imagem: O uso de gadanhas, foices e enxadas é uma constante nas manifestações do MST, seja na cidade, seja no campo. Difícil crer que em algum lugar civilizado se permita tal absurdo. Vale lembrar que foices e gadanhas não são mais usadas como instrumentos para agricultura nem pelo mais miserável colono.

quarta-feira, novembro 15, 2006


MST WATCH – Onde há fumaça… Há MST!

Um incêndio de grandes proporções atinge uma área de floresta de pínus em Balneário Pinhal, no Litoral do Rio Grande do Sul. O fogo começou na tarde de ontem (13, segunda-feira) e os bombeiros passaram a madrugada tentando conter as chamas.”

Nós chegamos aqui e tinha mais de dez focos de incêndio. Isso quer dizer que foi um incêndio provocado, possivelmente foi de origem criminosa”, major Guido Pedroso, comandante dos bombeiros.

O MST recomeçou esta semana as atividades no estado, depois de certa inação durante as eleições.

A prática incendiária não é totalmente desconhecida deste grupelho protoguerrilheiro.

Algumas opiniões de próceres do MST sobre reflorestamento e monocultura:

"Não aceitamos que uma monocultura que não sustenta o povo, não dá alimento, possa ser considerada produtiva"
Valmir Assunção, da direção estadual do MST na Bahia

“Queremos que a terra cumpra sua função social. Somos contra qualquer tipo de monocultura"
João Paulo Rodrigues, diretor nacional do MST

“Alguém já comeu eucalipto, alguém já comeu papel?”
Adivinhem quem..? o velho Stedile, claro.. Não me impressiona o fato do ilustre senhor não reconhecer a importância do papel. Acredito que ele faz apenas aquele uso eventual do papel ao qual todos nós, em algum momento do dia, somos obrigados a fazer.

“É muita coincidência pra ser mera coincidência”
Zé Colméia

Imagem: Alguém ainda lembra da destruição da Aracruz?

sábado, novembro 11, 2006


Nossos Comunas

Ouvi dizer que ela curte perfumes caros, carros importados e cremes de primeira linha. Só usufrui o que de melhor o capitalismo tem a oferecer nos limites de seu poder aquisitivo, que parece não ser desprezível. Tenho certeza que essa Manuela D´Ávila, como militante e candidata do PCdoB, o partidão que até início dos anos 90 ainda era stalinista, deve alimentar grandes simpatias pela ex-URSS, China e Cuba. Talvez até pela República Democrática e Popular da Coréia do Norte.

Como ela viveria nestes lugares? Em Cuba ela limparia a bunda com jornal do dia anterior, na China não poderia manifestar seu pensamento e na antiga União Soviética seria mandada pra algum Gulag por transpirar ares de burguesia. Essa gente não faz sentido.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, adolescentes comunistas sem muita coisa na cabeça fizeram protesto na frente da casa de uma velha que teve a petulância de balear um assaltante antes que ele fizesse algo parecido ou pior com ela. Com cartazes estúpidos como “todo camburão tem algo de navio negreiro”, “governo escravocrata”, “Estado genocida” e um brucutu desmiolado berrando num megafone “palavras de ordem”, a turba foi descendo a rua exercendo seu sagrado direito à baderna. Vou mandar a algum líder de quadrilha o nome e endereço dos manifestantes, avisando que estes não oferecerão nenhum tipo de resistência e talvez até colaborem durante o assalto.

Imagem: Nossa comunista petit borghese..

quinta-feira, novembro 09, 2006


Mauerfall

9 de novembro de 1989. Há 17 anos caia o muro que dividia um país em uma ditadura comunista e uma democracia liberal. Tenho certeza de que na época muitos acharam que marreteando o maldito muro estavam também demolindo a ideologia totalitária que mais massacrou durante o século XX. Vã esperança.

O comunismo de Estado deu uma “mexida” no visual e conseguiu sobreviver em uma versão socialista mais light que vingou em todo mundo, principalmente no populismo latrino-americano e na social-democracia européia. Que já existissem estas orientações durante o período onde o comunismo gozou de maior vitalidade, eram sempre tratadas com desdém pelos “verdadeiros comunistas revolucionários”. Agora estas tendências abraçam desde os tais “esquerdistas liberais” até os mais fanáticos marxistas, que aceitam o fato de que talvez a esperada revolução tenha de vir por vias mais democráticas e demoradas.

Não importa se o que se prega é uma social-democracia previdenciária ou um comunismo estatal autoritário, ao fim de ambos os processos o Estado estará transformado em um monstro incontrolável e as liberdades oriundas do liberalismo estarão comprometidas. Mas é algo que ninguém parece perceber, ou, se percebe, não se importa. O muro ainda existe nas mentes de muitos.

No Youtube

Imagem: Cristaldo arrebentando der mauer rsrs

segunda-feira, novembro 06, 2006


Tucanato = Petismo = Socialismo Tardio

Eu vivo batendo no autoritarismo petista e no asco que essa gente tem de qualquer forma de liberdade. O Orkut e a blogosfera, já faz algum tempo, está na mira dessa corja. Agora temos a contribuição do tucanato ao insipiente autoritarismo bananesco. Como sempre digo, é medida inócua, sem possibilidade de ser efetivada e dificilmente passará pelo Congresso, mas serve para trazer à luz as idéias de democracia desta canalha de Brasília.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros.”

Este blog vive no limiar da clandestinidade. Se existem motivos para se temer o anonimato, mais ainda existem quando se quer suprimi-lo. Mas, como diriam os espanhóis d´outrora, no passarán!

O acesso sem identificação prévia seria punido com reclusão de dois a quatro anos. Os provedores ficariam responsáveis pela veracidade dos dados cadastrais dos usuários e seriam sujeitos à mesma pena (reclusão de dois a quatro anos) se permitissem o acesso de usuários não-cadastrados. O texto é defendido pelos bancos e criticado por ONGs (Organizações Não-Governamentais), por provedores de acesso à internet e por advogados.”

Acabaram os hot points, cybercafés, lan houses, enfim, o acesso de lugares públicos? Que coisa absolutamente cretina. Acho que nem os chineses, cubanos e norte-coreanos foram a tanto.

Não só: “O projeto passa a considerar crime acessar indevidamente a internet por computador, por telefone celular e até por intermédio da televisão.”

É o Império do Absurdo. Estão transformando nerds, jornalistas independentes, artistas, profissionais liberais em perigosos elementos subversivos!

A notícia na folha
Comentários no Nova Corja

Imagem: Orwell vive!!

O samba da mais-valia

Mercadoria é alienação
Trabalho, salário a danação


Pra quem não gosta de samba e não compartilha a visão de mundo marxista, como eu, pode ser ou uma experiência de expiação dos pecados através da dor lancinante ou, ao contrário, um momento de pura diversão oferecida pela cretinice chamada “arte engajada”.

"é mais-valia pra cá
é mais-valia pra lá"
...

Eu não consegui assistir essa merda até o fim. rsrs

Imagem: a musa do samba sociológico mandando ver na teoria da mais-valia. E o cu cai da bunda.

quinta-feira, novembro 02, 2006


Do monopólio

Há sérias razões para se duvidar que, mesmo naqueles casos em que o monopólio é inevitável, o melhor meio de controlá-lo é entregá-lo ao Estado. Se uma única indústria estivesse em questão, isso talvez fosse verdade. Quando, porém, se trata de muitas indústrias monopólicas, é preferível deixá-las nas mãos de indivíduos diferentes a reuni-las sob o controle único do Estado. Ainda que as estradas de ferro, os transportes terrestres e aéreos ou o abastecimento de gás e eletricidade fossem necessariamente monopólicos, a posição do consumidor seria sem dúvida mais forte enquanto tais setores continuassem constituindo monopólios separados, do que se fossem “coordenados” por um controle estatal.

O monopólio privado raramente é total e ainda mais raramente tem longa duração ou está em condições de desprezar a concorrência em potencial. Mas um monopólio do Estado é sempre um monopólio protegido pelo Estado - protegido contra a concorrência em potencial e contra a crítica efetiva. Isso significa que, na maioria dos casos, se concede a um monopólio temporário o poder de assegurar para sempre sua privilegiada posição – poder que, com certeza, não deixará de ser usado. Quando o poder que deveria refrear e controlar o monopólio passa a proteger e defender os que dele legalmente desfrutam; quando, para o governo, pôr fim a um abuso é admitir sua própria responsabilidade no caso; e quando a crítica dos atos do monopólio implica uma crítica ao governo, é improvável que o monopólio venha servir à comunidade. Um Estado envolvido de todas as formas na administração de monopólios, ainda que detivesse um poder esmagador sobre o indivíduo, seria ao mesmo tempo um Estado fraco no que concerne à liberdade de formular sua política. O mecanismo do monopólio se identificaria com o mecanismo do Estado e este, por sua vez, se aliaria cada vez mais com os interesses dos dirigentes, em prejuízo dos interesses do povo em geral.

Nos casos em que o monopólio é de fato inevitável, é provável que a estratégia há pouco preferida pelos norte-americanos, de um forte controle estatal sobre os monopólios privados ofereça, quando aplicada de maneira coerente, resultados mais satisfatórios do que a administração direta pelo Estado. Assim parece suceder, pelo menos, quando o Estado impõe um rigoroso controle de preços que não deixa margem para lucros extraordinários de que outros, além dos monopolistas, possam participar. Mesmo que em conseqüência disso os serviços prestados pelas industrias monopólicas se tornassem menos satisfatórias, seria um preço muito pequeno a pagar em troca de um controle eficaz dos poderes do monopólio. Essa estratégia, que não tardaria a tornar a posição do monopolista a menos vantajosa entre todas as atividades empresariais, também seria extremamente útil para restringir o monopólio às áreas em que é inevitável e para estimular a criação de substitutos que possam ser oferecidos de forma competitiva. É só fazer com que a posição do monopolista volte a ser a do bode expiatório da política econômica, e ficaremos surpresos ante a rapidez com que a maioria dos empresários mais hábeis recuperará o gosto pela estimulante atmosfera da concorrência
!”.

A reprodução deste relativamente longo trecho de Friedrich Hayek sobre monopólios se justifica como introdução a algumas considerações que pretendo fazer sobre a demonização que o processo de privatizações vêm sofrendo em nosso país em detrimento de uma primazia pelo estatal. Vende-se a idéia de que quando um setor da economia ou grande indústria pertence ao Estado, por conseqüência pertence ao povo. Fica lindo em um discurso confundir Estado com Nação, mas na prática esta integração harmoniosa não acontece, e o monopólio estatal, que se perpetua indefinidamente, tende a reduzir o consumidor, o povo, a um estado servil. O Estado não deve, ou não deveria ser um interessado, mas um ente regulador e o mais imparcial possível, parcialidade esta que é comprometida quando a burocracia oficial adentra o realidade do mercado realizando concorrência predatória ou liqüidando de vez a concorrência, instituindo um monopólio que oferece um serviço de má qualidade. Sintomático um aluno de universidade federal custar 4 ou 5 vezes o valor de um estudante em universidade particular.

Como se depreende do texto, o monopólio é uma situação atípica, pode mesmo ser considerada um desvirtuamento do mercado, e é necessário algum tipo de mecanismo para tornar a situação monopólica a mais desconfortável possível. O encarregado da tarefa de controlar tais monopólios, por excelência, é o Estado. Seja através do controle de preços ou estímulo da concorrência, cabe a esta entidade estabelecer e aplicar um ordenamento jurídico que determine limites em uma economia de mercado (a chamada economia de livre mercado não sugere inexistência de normas, e apenas os detratores do liberalismo interpretam desta forma), onde situações anômalas como a protagonizada neste post possuem lugar de honra.

Desnecessário, depois do trecho reproduzido e dos comentários subseqüentes, arrolar as dificuldades causadas quando o monopolizador é o próprio Estado. Atualmente, quando quase a totalidade da nação demonstra total ojeriza ao processo de privatizações estão favorecendo, em contrapartida, a formação de um processo contrário de estatização. Que não exista ainda tal processo, o terreno ao menos está sendo bem trabalhado neste sentido, e quando eventuais medidas de estatização forem efetivadas decerto o impacto não será muito grande. O subconsciente popular já aceita, por exemplo, que após o término de um curso superior qualquer o estágio seguinte seja justamente a busca por um emprego tutelado pelo Estado através de concurso público, enquanto a iniciativa privada, individual, anda cada vez mais marginalizada. O Estado é o pai dos pobres, da classe média mamadora e dos ricos, e o ônus desta política recai sobre aquelas poucas almas empreendedoras de nosso país: pequenos e médios produtores rurais, micro, pequenos e médios empresários, profissionais liberais e todos aqueles que ousam tocar seu destino sem correr a uma teta deste Estado-monstro.

Imagem: Para ser "neoliberal" no Brasil basta não ser simpatizante de guerrilhas armadas e Estados totalitários. Aqui o mais descarado social-democrata recebe a pecha de fascista. Mais grave é a situação dos que se dizem liberais ou libertários, estes são nazistas mesmo. A mentalidade do fanatizado me intriga.

quarta-feira, novembro 01, 2006


Balanço dos primeiros dias de governo

*Tribunal de Justiça envia ao STF pedido de prisão preventiva de Paloffi. Podia ser feito antes, mas talvez não pegasse bem para o sapo barbudo; __

*Fenaj justifica agressões de militantes petistas contra jornalistas alegando que estes “provocam”, ou em termos mais claros, merecem. A turba gritava pelo fim dos jornais; __

*Política de altos juros com recordes no setor bancário: Itaú com mais de umpontoqualquercoisa bilhão de lucros em um trimestre. Lucro, claro, anunciado após término das eleições. Lula, pai dos pobres.. banqueiros! __

*CPIs congeladas. Vai uma pizza?

* Apedeuta manda um “para-te-quieto” em Tarso. É sempre divertido esses rachas internos no Partido. __

*Aumenta o teor de álcool na gasolina. Já é uma merda, mas sempre pode ficar pior. Bom para os usineiros. __

*A Petrobrás perdeu, Evo Morales ganhou. Agora ele está pedindo, educadamente, lógico, as duas grandes usinas da estatal no país. Bom, ele já tinha dito que o grande e temível exército bugre estava pronto para invadir as instalações, e que nenhum tipo de indenização seria paga no caso de alguma recusa por parte do Brasil. Melhor doar mesmo. E a culpa de tudo é do Bush.

Imagem: Já é um clássico.. "Que ifo companhêro Efo!"

terça-feira, outubro 31, 2006


Com a palavra, Clodovil, o parlamentar

"Evidente que foi (armado) pelos próprios americanos (o atentado de 11 de setembro), não seja idiota, é como o holocausto, você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano?".

“Quando houve aquele incidente com as torres gêmeas lá não tinha americano nenhum e nem judeu".

“Pela primeira vez os americanos vão passar sufoco por causa desse aviãozinho. Cento e tantas pessoas morreram por um acidente que foi causado por essa pretensão que eles têm de invadir o mundo como se fossem o centro do universo", sobre o acidente aéreo causado por um pequeno jato pilotado por americanos. Eles estavam nos invadindo.

“Na última vez que tive lá (EUA) tinha um crioulo, no sentido pejorativo mesmo, cheio de complexo por coisas dele, eu não tenho nada com isso, que implicou comigo na Alfândega".
Parece que o viadinho tem um histórico de racismo por ter chamado uma vereadora petista de "macaca de tailleur metida à besta”. Ele tem criatividade. Reparem que o cidadão alimenta duas das mais célebres teorias conspiratórias esquerdistas.

Algo me diz que o Congresso não teve grandes melhoras.

Íntegra

Imagem: Clodovil with lasers!

segunda-feira, outubro 30, 2006

Enquanto a festa da democracia acontecia...

Espie aqui.

sexta-feira, outubro 27, 2006


Muros e “muros”

Ontem, vendo o noticiário, me aparece o presidente mexicano fazendo aquela infeliz mas muito freqüente (principalmente no meio acadêmico) comparação entre a cerca de fronteira que divide os EUA do México com o famigerado der Mauer - o Muro de Berlim. Existe uma diferença fundamental entre os dois muros que nunca é considerada por motivos de conveniência: o primeiro é feito para evitar a entrada ilegal de indivíduos em um país e o outro para evitar que indivíduos deixassem um país. O primeiro é uma forma legítima de tentar controlar o enorme fluxo de pessoas que tentam buscar melhores condições de vida no país em questão, mas de forma irregular, e o segundo foi construído em um contexto ditatorial onde as pessoas eram impedidas de abandonar o país em praticamente quaisquer circunstâncias sem aprovação de um burocrata do Partido.

E depois nos jogam estatísticas: “o muro da vergonha” teria matado mais do que o comunista. Não se considera, porém, que dentro da RDA havia também outros muros e cercas que impediam os cidadãos de se locomoverem com liberdade dentro de seu próprio país, e que pessoas também morriam nestes lugares. Sem contar que as mortes ocorridas na fronteira americana em sua esmagadora maioria são ocasionadas não por execuções, mas por desidratação - mero detalhe. O contexto é completamente diferente.

Já vi maluco defender a tese de que o muro é uma clara demonstração de racismo, pois a mesma medida não está sendo efetivada no Canadá, mas essa teoria nem vale a pena comentar. Prova maior de racismo foi dada pelo xerife Bush, que pretendia anistiar todos os ilegais do país.

Por fim, a lógica me faz crer que os opositores do muro acreditam que todos devem ter seu direito de ir e vir desimpedido mesmo em um contexto internacional, pois se a regra é válida para os chicanos que tentam invadir os EUA, porque não seria válida para outros lugares, right? Eu sempre achei esse negócio de aduana, visto, passaporte um saco, mesmo. Odeio burocracia. Vamos liberar geral nas fronteiras e implementar essa tal de globalização de uma vez!

Europa, aqui vou eu!

Aos que sentem necessidade de se insurgir contra muros, pesquise sobre o muro de 2.000 km protegido por mais de um milhão de minas construído pelo Marrocos separando o nada (Saara Ocidental) e o lugar nenhum (Argélia), e que serve apenas para manter o povo saharaui sob controle. Este sim, um muro que merece todos os ódios.

Off topic: o assunto poderia ser matéria para uma discussão psico-antropo-filosófica sobre a relação amor e ódio com o Grande Satã do Norte, que todos odeiam de morte ao mesmo tempo em que sonham com sua cidadania ou vivem seu repgnante estilo de vida. Mais ou menos como em Roma. rsrsrsrs O que me lembra aquele universitário que cursa História ou Sociologia e, enquanto come um hambúrguer e toma uma Coca-Cola no restaurante fast-food do shopping center próximo de sua casa, desce o cacete nesse terrível imperialismo que só fez trazer desgraças ao mundo. Depois vai pra casa tocar um rock´n´roll com sua banda cover e ver filmes blockbuster hollywoodianos. Verdade que agora existe uma vertente de odiadores mais sofisticada, que se dedica a ler literatura russa e assistir cinema iraniano. Mas ainda curtem um rockão, All Star e tecnologia da era espacial. rsrsrs...

Imagem: um típico espécime ocidental dos anos 80 arrebentando a porra do muro sob o olhar da comunalha lá do alto. A merda do muro caiu faz mais de 15 anos e há os que ainda não notaram!

quinta-feira, outubro 26, 2006


Enquanto isso..

Aqui no estado, Yoda, que surpreendeu todo mundo vencendo o primeiro turno, está despencando nas pesquisas ao mesmo tempo em que o bigodudo está subindo. Dizem que isso é resultado da propaganda meio sacana que prega o do bigode como um “gaúcho autêntico” e a tucana como paulista e estrangeira (o ufanismo dessa terra sempre me impressiona). E também por deixar a entender que um partido de oposição no governo do estado vai prejudicar o povo gaúcho.

Besteiras. Mesmo que exista alguma contribuição da propaganda, a causa maior para a progressiva queda de Yoda é da própria Yoda, que foge dos debates como diabo foge da cruz. Isso e aquele vice oportunista que vive a falar merda. E não parece improvável que, na prática, ele assuma mesmo as rédeas do governo (coisa parecida aconteceu aqui em Pelotas, minha cidade).

Assim sendo, não é improvável que tenhamos, novamente, uma bandeira de Cuba na janela do Piratini, invasão de terra sob auspícios do governador, depredação do patrimônio público promovido por burocratas ligados ao gabinete (lembram do relógio dos 500 anos?), um secretário de segurança que pretendeu fazer com que brigadianos parassem de usar coturnos (“símbolo de opressão”), desarticulação da Brigada Militar através da transferência de seus oficiais e, por último mas nem por isso menos importante, a velha e sempre presente ojeriza ao “Grande Capital” (ou melhor, qualquer capital não vinculado ao Estado), cujo símbolo maior é aquela famosa montadora que hoje fomenta a economia de uma região da Bahia.

E isso não vai acontecer por conta de algum "Joseph Goebbels" do petismo gaúcho, mas por pura incompetência e covardia dessa senhora que, por algum motivo, evita debates e não consegue manter seu vice na linha.

É foda.

Imagem: Nossa Yoda não tem “a Força”.

quarta-feira, outubro 25, 2006


Iraque com cheiro de Vietnam

A mais nova bandeira dos pacifistas (pacifakes, na verdade) é a saída do Grande Satã estadunidense do Iraque, pois é uma evidente violação da soberania de um país independente.

Sem entrar no mérito de ter sido ou não justa a invasão, sair de lá neste momento significa dar a chance para algum grupelho sectário religioso assumir a direção do Estado e instituir alguma teocracia ao melhor estilo Taleban, com conseqüências desastrosas para toda região e mesmo para outros lugares do planeta (vai virar outro pólo exportador de terrorismo, por enquanto é importador). Os mesmos pacifistas que hoje demandam por este abandono dos iraquianos serão os mesmos que em futuro próximo irão culpar os gringos por terem derrubado o governo de um déspota assassino para logo depois abandoná-los a própria sorte. É curta a memória das gentes.

De qualquer maneira, democratizar aquela pocilga sempre me pareceu trabalho impossível, e a permanência indefinida é por demais custosa para o contribuinte norte-americano. O dilema só pode ser resolvido com alguma setorização ou descentralização do poder, principalmente reconhecendo a soberania dos curdos do norte.

Um amigo me perguntou se eu achava que os gringos iriam perder a guerra. Já perderam, respondi. Guerra moderna se vence quando objetivos pré-estabelecidos são conquistados. A justificativa para guerra não deveria ser “armas de destruição em massa”, que por sinal não existiam, mas a derrubada de um ditador sanguinário. A pretensão de “democratizar” a barbárie estava fadada ao fracasso desde sempre, mas foi colocada como O objetivo. As sanções da ONU durante o entre-guerras foram mais nefastas à população civil do que ao regime. Enfim, os nego fizeram tudo errado e vão pagar uma conta salgada pela incompetência. O Vietnam do século XXI também fica no Oriente, mas no médio.

Imagem: E ainda é capaz de virar mártir de país oprimido.

terça-feira, outubro 24, 2006


“Elitizaram” as armas de fogo

Lembram do referendo sobre o “desarmamento”? Já faz um ano desde que a população votou contra o tal desarmamento, que na verdade não era sobre desarmamento propriamente dito, mas sobre comércio de armas de fogo. Desarmado o povo iria ficar de qualquer jeito dependesse do Estatuto. E a comercialização de armas era apenas um trecho desta lei. Confuso?

De acordo com o tal Estatuto o porte de armas foi totalmente vetado (alguém pode tentar dizer que “não está vetado, apenas quem emite agora a licença para porte é a Policia Federal”, o que em outras palavras significa exatamente isto, que está vetado), é necessário pagar uma taxa a cada três anos (300 pila) para manter este registro (que dependendo das condições do sujeito pode ser meio salgada), para fazer o registro o sujeito precisa provar que ela (a arma) é efetivamente necessária, para se fazer segunda via de documento relacionado cobra-se valor absurdo, enfim, tenta-se fazer o que o próprio nome do Estatuto deixa a entender: desarmar a população civil.

Deu na ZH que quase 1 milhão de cidadãos gaúchos estão prestes a entrar na clandestinidade devido à nova situação, que torna seus registros irregulares caso não se submetam ao novo regulamento, e a perspectiva, bastante real, de perderem suas armas frente à sanha de burocratas é fator a ser considerado antes de se adequar à nova lei.

O povão, que votou contra o desarmamento será desarmado, e apenas os que possuem condições de arcar com os custos para manter uma arma de fogo irão fazê-lo. Em outras palavras, ou o povão passará à clandestinidade com armas irregulares (sob pena de prisão e multa) ou entregará seus meios de defesa aos burocratas do Estado. O governo atual, conhecido por ser “defensor dos pobres”, elitizou as armas de fogo no Brasil.

Imagem: roubei do Image bank

domingo, outubro 22, 2006


Viva a diversidade multicultural!

Como anexo ao comentário de ontem, coloco aqui estas duas notícias da França.

A primeira é sobre maridos muçulmanos que andam a espancar ginecologistas que ousam examinar suas intocáveis mulheres. Bem entendido, intocáveis quando se refere a infiéis, pois espancamento doméstico é modalidade que os homens maometanos são insuperáveis.

"Em vista das informações de que dispomos agora não podemos afirmar ainda que se trata de uma agressão ligada a motivações religiosas ou culturais", disse o muito diplomático e cuidadoso ministro da saúde. Mas em incidente anterior, envolvendo outros ginecologistas, estes foram agredidos enquanto os maridos alegavam que "médicos homens não devem examinar suas esposas muçulmanas". Coincidência? Claro!

Alguns dias atrás uma guria foi apedrejada na França por almoçar durante o tal Ramadã:

Uma jovem de 14 anos foi apedrejada enquanto almoçava no pátio de seu centro educativo em Lyon (centroeste da França) por quatro adolescentes que a acusaram de comer durante o mês de jejum muçulmano do Ramadã” A idiota pensou que só por estar na França não devia prestar obediência à Sharia. Mas foi só umas pedradas, fosse nos grotões do Irã ela teria sido enforcada.

Eis o multiculturalismo de mão única, promovido por esquerdistas desmiolados que não tem lá muita noção de realidade. Obviamente todas as manifestações contrárias a este retrocesso são devidamente rechaçadas como “fascistas”, “retrógradas” e “reacionárias”.

O negócio é deixar as mulheres voltarem a sua condição servil, os gays serem espancados e as crianças doutrinadas. Muito “progressista”, realmente.

Imagem: Dois gays tratados segundo a doutrina muito tolerante do islamismo iraniano.

sábado, outubro 21, 2006


Professorinha ninja

Abro a ZH e lá está, ocupando um bom pedaço da página, a foto de uma mulher com a cabeça totalmente coberta por um véu escuro que mais parece uma máscara ninja, apenas os olhos aparecem. Deve se tratar de um desses imigrantes que não aceitam o fato de que não estão vivendo em suas terras e, ao invés de se adaptarem, preferem adaptar o país que os acolheu. Sempre sob as mais justas e honestas alegações multiculturais. Obviamente, seu país de origem nem sempre é tão compreensivo com estrangeiros. O tal multiculturalismo só é válido em terras ocidentais...

No caso em questão a mulher é uma professora que foi suspensa por se negar a retirar o véu durante as aulas. Ela, é claro, se diz vítima de discriminação. A escola onde a mulher ministra as aulas alega que as crianças não conseguem entender o que ela fala. Deve ser verdade, uma vez que a boca está tapada e o contato visual quase inexiste. É uma questão prática. A ZH diz que a mulher ganhou a ação e eu, não acreditando muito, resolvi fazer uma rápida busca. Não ganhou não. Perdeu. Mas ganhou uns trocados para não incomodar muito. Esse problema com imigrantes muçulmanos que alegam discriminação sempre que querem algum tratamento diferenciado me lembra nossa situação com os negros.

Na Itália a coisa está pior. Lá as mulheres já conquistaram seu sagrado direito de caminhar sob o peso de um burka pelas ruas. E parece que conseguiram também permissão para tirar fotos para carteira de identidade com o rosto coberto pelo véu. Agora, qual a validade desta identidade cujo rosto não é mostrado eu nem imagino. Há de se considerar também o interessante costume que os imigrantes alimentam de não misturar sua prole com os infiéis, fazendo com que estudem em mesquitas até adolescência. Nem é preciso dizer que o ensino do século XII causa certa dificuldade de entrosamento entre jovens fiéis e infiéis. Algumas entidades muçulmanas ainda pregam que os imigrantes islâmicos devem prestar juramento e obediência somente a sharia, lei islâmica, e não às leis locais.

Os benefícios do tal multiculturalismo se manifestaram em Paris, ano passado.

Imagem: Imagine-se tendo aulas com aquela simpática criatura. E é bom gostar, do contrário leva a pecha de preconceituoso e racista.