Financiando a Própria DesgraçaDeu na Folha: “Mobilizadas para reagir a um eventual pedido de impeachment de Luiz Inácio Lula da Silva, entidades de trabalhadores, sem-terra e estudantes receberam mais de
R$ 60 milhões dos cofres públicos nos primeiros três anos de mandato do presidente. O maior volume de dinheiro foi destinado ao
MST e à CUT, investigados pelo Tribunal de Contas da União por
desvio de verbas federais”.
“(...) Para a
comemoração do Primeiro de maio, por exemplo, a CUT recebeu da Petrobras e da Caixa R$ 800 mil. Há dois anos, para
promover os 20 anos da central, essas estatais investiram, com os Correios, R$ 760 mil”.
“(...) Entre 2000 e 2002 --três últimos anos da administração Fernando Henrique Cardoso--, a Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola), a Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária) e o Iterra (Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária) receberam da administração direta pouco mais de R$ 7 milhões. Nos três primeiros anos de mandato de Lula,
foram repassados quase R$ 30 milhões às entidades”.
“(...) Num reexame das prestações de contas, o ministério
apurou desvio de R$ 9,9 milhões por parte da CUT. Procurada pela
Folha, a assessoria do ministro Luiz Marinho disse que
não há conclusão sobre a devolução do dinheiro aos cofres públicos”
“(...) A CUT também vem recebendo
repasses do Ministério da Educação para programas de alfabetização”.
“(...) Entre as irregularidades apontadas na CUT, o tribunal encontrou um único trabalhador, de nome Adão de Jesus Evling Naysinger, inscrito em 25 cursos em seis cidades diferentes. A Força Sindical, igualmente condenada pelo TCU, continuou recebendo dinheiro público em volume maior do que a CUT em 2003 e 2005”.
“(...) Alvo de investigações por desvio de verbas como a CUT, as principais ONGs ligadas ao MST foram cobradas pelo TCU a devolver R$ 15 milhões aos cofres públicos. É o valor corrigido no final de 2005 das verbas supostamente desviadas pela Anca e pela Congrab. A maior parte das irregularidades foi registrada em convênios feitos no governo Lula”.
“(...) Em menos de quatro meses, a Anca já recebeu, só neste ano, R$ 2,9 milhões, segundo registros do Siafi. No mesmo período, foram repassados à UNE R$ 735 mil”.
“(...) Em 2005, a UNE recebeu num só dia (22 de julho) R$ 770 mil do Ministério da Cultura”.
A reportagem na íntegra:
FolhaAgora, algumas considerações, mesmo que desnecessárias.
1- As movimentações aqui vistas são feitas com o sofrido dinheiro do contribuinte, a mula de carga desse Estado-ladrão. Exceção possível à Petrobras, que apesar de estatal é uma empresa de capital aberto, que deve satisfação a seus acionistas, mesmo que minoritários. Aliás, a existência desses acionistas minoritários é que mantém nossa gasolina cara apesar da badalada auto-suficiência...
2- O MST é um movimento que age na absoluta clandestinidade, uma vez que nem ao menos possui personalidade jurídica - o que não o impede de receber da União a bufunfa para promover sua sagrada e aberta revolução comunista. Sim, nós pagamos por todas as ações do MST durante o governo do Apedeuta. Irônico, não?
3- O dinheiro destinado à educação nesse país de ignaros é movimentado para entidades que não possuem vínculos com o ensino, como no caso da CUT e da Força Sindical, e quando lá chega, é desviado para fins escusos. E a tal da educação, como que fica?
4- Dinheiro público para bancar “comemorações” da CUT? Como assim? Agora eu pago a porra das festinhas também?
5- E, por último, desde quando a UNE é uma entidade cultural?
Neurose? Don't think so.